Revisado em: 14/04/2026
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O DIU é um método contraceptivo de longa duração; sua eficácia depende de alguns cuidados no uso e de acompanhamento médico

A gravidez pode acontecer mesmo com o uso do DIU, mas isso é raro. O método contraceptivo age dentro do útero para impedir que a gravidez aconteça, seja dificultando a fecundação ou a implantação do embrião.
No geral, tanto o DIU de cobre quanto o hormonal estão entre os métodos mais seguros para evitar a gravidez. Segundo o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), menos de 1% das usuárias engravida por ano quando o método é usado certo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também considera o DIU um método de alta eficácia, mas aponta que a proteção pode cair em situações como deslocamento do dispositivo, expulsão parcial ou quando ele não está bem posicionado.
Ginecologistas são os médicos que podem orientar as mulheres quanto à inserção e ao acompanhamento para manter a eficácia do DIU. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O DIU é um pequeno dispositivo flexível colocado dentro do útero da mulher por um profissional de saúde para evitar a gravidez. Ele age dentro do corpo como um método contraceptivo de longa duração e sua função é impedir que a gestação aconteça.
O método atua mudando o ambiente do útero e o muco cervical. Essas mudanças dificultam a sobrevivência dos espermatozoides e diminuem a chance de encontro com o óvulo. Em alguns casos, também cria uma reação local que reforça essa proteção.
Segundo a OMS, o DIU é um método contraceptivo reversível de longa duração, então a fertilidade volta ao normal após a retirada do dispositivo. Ele não exige uso diário e mantém proteção contínua enquanto está no organismo.
O DIU hormonal libera o hormônio levonorgestrel dentro do útero. Esse hormônio deixa o muco do colo do útero mais espesso, o que dificulta a passagem dos espermatozoides. Ele também afina a camada interna do útero, o que reduz o fluxo menstrual.
A eficácia do método é superior a 99% e a proteção pode durar de três a oito anos, dependendo da marca. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), muitas mulheres podem até deixar de menstruar durante o uso.
A inserção do DIU acontece no consultório. Depois do procedimento, o acompanhamento pode incluir exames para verificar a posição do dispositivo. O método é indicado para quem busca proteção contra gravidez e possível redução de cólicas menstruais.
O DIU de cobre é um dispositivo colocado dentro do útero que não libera hormônios. Ele trabalha como método contraceptivo por meio da presença do cobre no ambiente uterino, o que interfere na movimentação e na sobrevivência dos espermatozoides.
Esse tipo de DIU causa uma alteração local no útero, criando um ambiente menos favorável para a fecundação. O cobre tem efeito espermicida, o que reduz a capacidade dos espermatozoides de chegar até o óvulo e fazer a fecundação.
A ação do método é contínua e não depende de ingestão de medicamentos ou uso diário, podendo permanecer eficaz por vários anos, conforme o tipo de dispositivo e a orientação médica. O método mantém proteção enquanto estiver posicionado do jeito certo no útero.
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A gravidez com DIU é considerada rara, mas pode acontecer. O método é muito eficaz, porém não é 100% seguro, principalmente em casos como quando o dispositivo sai do lugar ou é expulso parcialmente pelo corpo da mulher.
Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), a taxa de falha do DIU é menor que 1% ao ano no uso habitual, tanto no DIU hormonal quanto no de cobre, o que significa que, em 100 mulheres que usam o método por um ano, menos de uma engravida.
O ACOG reforça que o resultado depende também da colocação certa e do acompanhamento médico. Quando o DIU não está bem posicionado, a proteção pode diminuir e o risco de gravidez aumenta.
Quando acontece uma gravidez mesmo com o DIU, o primeiro passo é confirmar a gestação com exames. Também é importante verificar onde o embrião está se desenvolvendo e se o dispositivo continua no lugar certo.
Depois da confirmação, o ginecologista avalia a posição do DIU e a evolução da gravidez. Em alguns casos, quando é possível alcançar os fios, o dispositivo pode ser retirado no início da gestação. Essa decisão depende de cada situação e da avaliação profissional.
Além disso, o médico faz uma checagem para entender se a gravidez está acontecendo dentro do útero ou não. Todo o acompanhamento precisa ser feito com um profissional de saúde, com exames e monitoramento nas primeiras semanas.
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A eficácia do DIU é alta, mas alguns fatores podem interferir no funcionamento do método e reduzir a proteção contra a gravidez. Na maioria dos casos, isso está ligado à posição do dispositivo ou a situações que alteram sua permanência no útero, como:
Sinais como mudanças na menstruação ou desconforto que não melhora podem indicar que algo precisa ser avaliado. Nesses casos, o médico pode pedir exames, como o ultrassom, para ver se o DIU está na posição certa dentro do útero.
Mesmo usando DIU, alguns sintomas podem indicar uma possível gravidez. Esses sinais são parecidos com os de uma gestação comum e costumam aparecer no início, por isso é importante observar mudanças no corpo e procurar avaliação médica para confirmar.
Entre os principais sintomas, estão:
A confirmação só é feita com exames, como o teste de gravidez e o ultrassom. Eles ajudam o médico a entender se há gravidez e como o DIU está posicionado no útero, definindo o que a paciente deve fazer a partir daquele momento.
Quando a gravidez acontece com o DIU, o risco de complicações pode ser maior porque ainda há um dispositivo dentro do útero, o que pode interferir no ambiente onde o embrião está se desenvolvendo. Nesse caso, uma das preocupações dos médicos é entender onde a gestação está acontecendo e se o desenvolvimento está preservado.
Sendo assim, os riscos da gravidez com DIU são:
Nesses casos, o pré-natal costuma ser mais próximo, com consultas e exames para acompanhar como a gravidez está evoluindo e como o útero está reagindo. O médico avalia cada situação para definir a melhor forma de fazer esse acompanhamento.
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Ao perceber sinais que podem indicar gravidez usando DIU, o ideal é procurar um ginecologista o quanto antes. Esse é o profissional que vai confirmar se há gravidez e analisar se o dispositivo está no lugar certo.
A avaliação costuma incluir exames como teste de gravidez e ultrassom, que ajudam a identificar a situação logo no início, permitindo que o profissional entenda o que está acontecendo e oriente os próximos passos.
Não é indicado tentar resolver por conta própria ou ignorar os sinais. Cada caso precisa ser avaliado por um profissional, já que a conduta pode mudar conforme o resultado dos exames. Consulte um ginecologista!
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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