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O que causa demência? Entenda tipos, fatores de risco e como se prevenir

A demência pode estar ligada ao envelhecimento e a outras condições de saúde; histórico familiar e problemas do coração são fatores que aumentam o risco

Resumo
  • A demência é um conjunto de doenças que afetam o cérebro e prejudicam a memória, o raciocínio e o comportamento ao longo do tempo;
  • O Alzheimer é a forma mais comum, junto de outros tipos como a demência vascular e aquelas ligadas a alterações do sistema nervoso;
  • A condição pode ter diferentes causas, como doenças que afetam o cérebro, problemas de circulação ou outras condições de saúde;
  • Idade avançada, histórico familiar e hábitos de vida influenciam o risco de desenvolver demência;
  • O diagnóstico é feito com avaliação médica detalhada e o tratamento ajuda a controlar os sintomas e a melhorar a qualidade de vida.
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A demência acontece quando doenças ou lesões no cérebro afetam a memória, o raciocínio e o comportamento. A Doença de Alzheimer é a causa mais comum e representa entre 60% e 70% dos casos no mundo. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 55 milhões de pessoas vivem com demência, com previsão de crescimento nos próximos anos. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que o número de pacientes seja de mais de dois milhões.

As causas da demência variam conforme o tipo. Em alguns casos, ela aparece por mudanças nas células do cérebro que prejudicam o seu funcionamento, como no Alzheimer. Em outros, está ligada a problemas na circulação do sangue no cérebro, e também pode surgir depois de lesões, infecções ou outras doenças que afetam o sistema nervoso.

Neurologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pessoas que têm sintomas de demência. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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O que é demência?

É importante entender que a demência não é uma única doença. Ela é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sintomas que afetam o funcionamento do cérebro. Com o tempo, há uma perda progressiva de habilidades como memória, raciocínio e linguagem.

A demência é mais frequente em pessoas idosas, mas não faz parte do envelhecimento natural. Esse quadro acontece por danos às células do cérebro, que deixam de funcionar e de se comunicar entre si. Os danos podem atingir diferentes áreas do cérebro, o que explica a variedade de sintomas e tipos de demência.

Leia também: Demência vascular: o que é, sintomas e quando buscar ajuda médica

O que causa demência?

A demência pode aparecer por várias doenças e lesões que afetam o cérebro. Em geral, as causas são divididas em dois grupos: doenças que provocam o desgaste das células do cérebro ao longo do tempo e problemas ligados à circulação do sangue no cérebro. 

Em alguns casos, outras condições de saúde também podem contribuir para o quadro.

Doenças neurodegenerativas

As doenças neurodegenerativas são aquelas em que as células do cérebro vão se deteriorando com o tempo, o que afeta a memória, o raciocínio e outras funções do dia a dia. Elas incluem:

  • Doença de Alzheimer: é a forma mais comum de demência. Acontece quando algumas proteínas se acumulam no cérebro e prejudicam a comunicação entre as células, levando à perda progressiva dos neurônios;
  • Demência com corpos de Lewy: acontece pelo acúmulo de uma proteína anormal no cérebro, podendo causar oscilações na atenção, alucinações visuais e sintomas parecidos com os da doença de Parkinson, como lentidão e rigidez dos movimentos;
  • Demência frontotemporal: afeta áreas do cérebro ligadas ao comportamento, à personalidade e à linguagem. Por isso, costuma começar com mudanças de temperamento e dificuldades na fala.

Essas condições podem evoluir de formas diferentes em cada pessoa. O acompanhamento médico com um neurologista ajuda a identificar o tipo de demência e a definir os cuidados necessários ao longo do tratamento.

Causas vasculares

A demência vascular acontece quando o fluxo de sangue para o cérebro é prejudicado por algum motivo. Sem oxigênio e nutrientes suficientes, as células cerebrais, chamadas de neurônios, podem sofrer danos.

Esse problema pode surgir depois de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou depois de pequenos derrames que acontecem e nem sempre são percebidos. Pessoas com pressão alta, diabetes e colesterol alto têm maior risco de desenvolver esse tipo de demência.

Outras condições que podem levar à demência

Além das causas mais comuns, outras condições podem levar a sintomas de demência. Em alguns casos, esses quadros podem ser revertidos quando a causa é identificada e tratada corretamente, e os principais incluem:

  • Lesões cerebrais traumáticas: pancadas repetidas na cabeça podem causar danos ao cérebro ao longo do tempo e levar a problemas cognitivos;
  • Infecções: algumas infecções que atingem o sistema nervoso podem afetar o funcionamento do cérebro e provocar sintomas parecidos com os da demência;
  • Deficiências nutricionais:falta de vitaminas importantes, como B12 e B1, pode prejudicar o funcionamento do cérebro;
  • Problemas metabólicos e hormonais: alterações em órgãos como a tireoide podem interferir no raciocínio e na memória;
  • Tumores cerebrais: dependendo da localização, os tumores podem pressionar áreas do cérebro e afetar suas funções.

A avaliação médica ajuda a identificar a causa dos sintomas e diferenciar de outros tipos de demência, o que permite definir o tratamento certo para cada caso.

Tem fatores que aumentam a chance de demência?

Vários fatores podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver demência, e eles costumam ser divididos em dois grupos: os que não podem ser mudados e os que podem ser controlados com hábitos saudáveis e cuidados.

Fatores não modificáveis

Alguns pontos não podem ser mudados ao longo da vida, como:

  • Idade: é o principal fator de risco. A chance de desenvolver demência aumenta de forma significativa depois dos 65 anos;
  • Genética: ter familiares com demência pode aumentar o risco. Alguns genes estão ligados a uma maior predisposição, mas a herança direta não é comum.

Esses fatores ajudam a entender quem tem mais risco, mas não significam que a demência vai acontecer. Outros aspectos da saúde e do estilo de vida também influenciam nesse processo.

Fatores modificáveis

A OMS afirma que cuidar dos fatores de risco ao longo da vida pode ajudar a prevenir ou atrasar o surgimento da demência. Sendo assim, a Organização orienta:

  • Controlar pressão alta e diabetes: manter essas condições sob controle ajuda a proteger os vasos sanguíneos do cérebro;
  • Praticar atividade física com frequência: exercícios ajudam na circulação do sangue e na saúde do cérebro;
  • Manter uma alimentação equilibrada: dietas com frutas, vegetais e gorduras saudáveis estão ligadas a um menor risco de desenvolvimento de demência;
  • Evitar fumar e reduzir o álcool: esses hábitos não saudáveis prejudicam os neurônios e o sistema circulatório;
  • Estimular a mente: atividades como leitura e aprendizado ajudam a manter o cérebro ativo;
  • Manter contato social: conviver com outras pessoas reduz o isolamento, um fator que pode aumentar o risco.

No geral, esses cuidados ajudam a proteger o cérebro ao longo do tempo. Quando fazem parte da rotina, podem diminuir o risco de problemas de memória e raciocínio.

Leia também: Primeiros sintomas de Alzheimer: quando esquecer é um alerta?

Quais são os primeiros sinais de alerta?

Os sintomas no início de um quadro de demência podem mudar de acordo com a causa, mas alguns sinais aparecem com frequência. O esquecimento de fatos recentes é o mais comum, embora não seja o único. Outros sintomas são:

  • Dificuldade para resolver problemas ou organizar tarefas da rotina;
  • Confusão com o tempo ou o lugar, como se perder em trajetos conhecidos;
  • Dificuldade para encontrar palavras durante uma conversa;
  • Esquecer onde deixou objetos e não conseguir recuperá-los depois;
  • Mudanças de humor ou comportamento, como irritação, apatia ou desconfiança;
  • Dificuldade para fazer atividades cotidianas, como cozinhar ou cuidar de dinheiro.

Quando esses sinais aparecem com frequência, é importante buscar avaliação médica, já que o diagnóstico certo do quadro ajuda a identificar a causa e definir os próximos cuidados.

Como é feito o diagnóstico de demência?

Não existe um exame único que confirme a demência. O diagnóstico é feito a partir de uma avaliação completa, que também ajuda a descartar outras doenças. Geralmente, o médico, como o neurologista, combina diferentes tipos de avaliação para chegar ao resultado:

  • Histórico médico e sintomas: conversa detalhada com o paciente e familiares para entender as mudanças percebidas;
  • Exame físico e neurológico: avaliação de reflexos, equilíbrio e outras funções do corpo e do sistema nervoso;
  • Testes de memória e raciocínio: exames que analisam memória, atenção e outras habilidades cognitivas;
  • Exames de sangue: alguns testes ajudam a identificar falta de vitaminas, alterações na tireoide ou infecções;
  • Exames de imagem do cérebro: tomografias e ressonâncias magnéticas podem mostrar alterações como tumores ou sinais de AVC.

O diagnóstico certo também ajuda a entender em que fase a condição está e a organizar os cuidados para manter a autonomia do paciente pelo maior tempo possível.

A demência tem cura?

Para a maioria dos tipos de demência que pioram com o tempo, como o Alzheimer, ainda não existe cura. Mesmo assim, há tratamentos que ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa e de quem cuida dela.

O cuidado pode incluir medicamentos para reduzir sintomas de memória e comportamento, além de terapias sem remédios. Além disso, atividades como terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia e estímulo cognitivo podem ajudar.

Leia também: Sinais de demência em idosos: como identificar no dia a dia

Como lidar com um familiar com demência?

Um diagnóstico de demência afeta toda a família e exige paciência, empatia e adaptação. Com a perda progressiva da memória, o foco é o conforto e o respeito às preferências da pessoa no presente.

Os sintomas também podem afetar o comportamento e o emocional, o que traz desafios para quem convive com o paciente. Em alguns momentos, podem acontecer confusões e até recusa de cuidados, o que torna o apoio especializado importante para a família.

Em alguns casos, existem algumas ações que podem ajudar, como:

  • Manter uma rotina ajuda a dar mais segurança e previsibilidade no dia a dia;
  • Usar uma comunicação simples, com frases curtas e contato visual facilita o entendimento;
  • Adaptar o ambiente diminui riscos, como quedas e acidentes com objetos perigosos;
  • Incentivar a autonomia ajuda a pessoa a continuar fazendo tarefas que ainda consegue fazer;
  • Buscar apoio é importante, já que o cuidado pode ser cansativo e envolve família e profissionais.

Os cuidados com o familiar diagnosticado com demência devem ser ajustados conforme os sintomas evoluem. A orientação de profissionais é o que ajuda a lidar melhor com as mudanças ao longo do tempo.

Leia também: Tratamentos para Alzheimer: o que realmente retarda a doença?

Quando procurar ajuda médica?

Se você ou alguém da família perceber sintomas frequentes de perda de memória ou outras mudanças que atrapalham a rotina, é importante buscar avaliação médica. Muitas vezes, esses sinais são vistos como parte do envelhecimento, mas nem sempre são normais.

O diagnóstico precoce faz diferença, porque ele ajuda a identificar a causa, excluir condições que podem ser tratadas e começar o tratamento mais cedo nos casos de doenças que evoluem com o tempo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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