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A falta de ácido fólico é comum na gravidez; esse nutriente é essencial para a formação do cérebro e da coluna do bebê no início da gestação

O ácido fólico baixo acontece quando o organismo não tem vitamina B9 em quantidade suficiente. No geral, esse nutriente participa da formação das células do sangue e do material genético do corpo.
Quando os níveis estão baixos, podem aparecer sinais como cansaço intenso, palidez, irritação e dor de cabeça. Na gravidez, essa deficiência pode afetar o desenvolvimento do sistema nervoso do bebê, incluindo o fechamento correto do tubo neural.
O diagnóstico é feito por exames de sangue que avaliam a quantidade de ácido fólico no organismo. O tratamento envolve ajuste na alimentação e, em muitos casos, uso de suplementação para corrigir a deficiência.
Ginecologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de gestantes com o quadro. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O ácido fólico é uma vitamina do complexo B necessária para o crescimento e o funcionamento do corpo. Ele participa da formação da hemoglobina, que leva oxigênio pelo sangue, e ajuda na produção de novas células.
Essa vitamina também atua na criação e no reparo do DNA, que contém as informações do organismo humano. Quando há falta de ácido fólico, esse processo de divisão celular pode ficar comprometido, o que afeta o funcionamento do corpo.
Durante a gravidez, a deficiência de ácido fólico precisa de ainda mais atenção, pois pode aumentar riscos para o desenvolvimento do bebê e para a continuidade da gestação, já que interfere em etapas da formação celular.
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Quando há pouco ácido fólico, o corpo não consegue produzir células vermelhas do sangue do jeito certo, o que pode levar a um tipo de anemia chamada anemia megaloblástica. Os sintomas costumam aparecer aos poucos e podem ser confundidos com cansaço.
Um dos primeiros sinais da falta de ácido fólico é o cansaço intenso, causado pela anemia megaloblástica. Nesse quadro, a pessoa pode sentir fraqueza, cansaço que não passa e notar a pele mais pálida.
Também podem aparecer falta de ar, tontura e dor de cabeça, mesmo em atividades consideradas leves. Isso acontece porque o corpo produz menos glóbulos vermelhos, responsáveis por levar oxigênio para os tecidos, o que diminui a energia e a disposição.
A falta de ácido fólico também pode afetar o sistema digestivo e a saúde da boca. Entre os sintomas estão diarreia frequente, perda de apetite e perda de peso. Na boca, pode aparecer inflamação na língua, com dor e alteração na aparência, além de feridas e mudança no paladar. Esses sintomas podem dificultar a alimentação e a saúde geral.
O ácido fólico também participa do funcionamento do cérebro e da saúde mental. Quando está em baixa quantidade, podem aparecer mudanças de humor, como irritação, tristeza e ansiedade. O paciente também pode ter dificuldade de concentração, falhas de memória e confusão mental em casos mais intensos.
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A deficiência de ácido fólico pode ter várias causas, principalmente ligadas à alimentação e à forma como o corpo absorve esse nutriente. Quando o médico identificar o motivo dessa deficiência, consegue indicar o tratamento certo para corrigir o problema.
Dentre as principais causas, estão:
A falta de ácido fólico pode acontecer por mais de um motivo ao mesmo tempo, por isso a avaliação médica ajuda a entender o caso.
Durante a gravidez ou no planejamento da gestação, o ácido fólico tem ainda mais importância, porque a vitamina B9 é essencial para o desenvolvimento inicial do bebê. A quantidade certa desse nutriente ajuda a reduzir o risco de malformações congênitas, principalmente as que afetam o sistema nervoso.
O tubo neural é a estrutura que vai formar o cérebro e a medula espinhal do bebê. Ele se desenvolve e se fecha nas primeiras semanas da gestação, muitas vezes antes mesmo de a mulher saber que está grávida.
Quando há falta de ácido fólico nesse período, podem ocorrer defeitos no fechamento dessa estrutura, chamados de defeitos do tubo neural. Entre eles estão a anencefalia, quando há ausência parcial ou total do cérebro, e a espinha bífida, que é uma alteração na formação da coluna e da medula espinhal.
Por causa da importância do ácido fólico no começo da gravidez, é recomendado que mulheres em idade fértil e que planejam engravidar já iniciem a suplementação antes da gestação.
O uso costuma ser mantido no primeiro trimestre da gravidez, conforme orientação do ginecologista. No geral, essa prevenção ajuda a mulher a ter níveis adequados da vitamina no período em que o tubo neural do bebê está se formando.
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A deficiência de ácido fólico é identificada por exames de sangue. Assim, o médico pode pedir a dosagem de folato no sangue e, em alguns casos, nas células vermelhas.
Os resultados, junto com os sintomas e o histórico de saúde do paciente, ajudam a confirmar o diagnóstico. Não se deve iniciar suplementação por conta própria, já que a falta de vitamina B12 pode causar sinais parecidos e precisa de um tratamento diferente.
O tratamento da falta de ácido fólico costuma envolver mudanças na alimentação e, quando indicado, uso de suplementação. A prevenção também tem papel importante, com uma dieta que inclua fontes do nutriente e acompanhamento médico em situações específicas.
Em nível de saúde pública, a adição de ácido fólico em alimentos já mostrou resultados. Em um estudo feito em Queensland, na Austrália, esse tipo de medida diminuiu significativamente os casos de deficiência na população, contribuindo para diminuir problemas de saúde e proteger o desenvolvimento do bebê durante a gestação.
A inclusão de alimentos ricos em ácido fólico na alimentação é uma das formas de prevenir e ajudar no tratamento da deficiência. Esse nutriente pode ser encontrado em vegetais de folhas verdes escuras, como espinafre, couve, brócolis e alface-romana.
A vitamina também está presente em leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico, além de frutas como laranja, mamão, morango e abacate. Cereais e grãos integrais, como arroz integral, pães e massas fortificadas, contribuem para aumentar o consumo.
Fígado e ovos também são boas fontes de folato e ajudam a complementar a alimentação.
Em muitos casos, principalmente na gravidez, em situações de má absorção ou quando a deficiência já foi confirmada, o uso de suplemento de ácido fólico pode ser necessário. A dose e o tempo de uso devem ser definidos por um médico.
Também é importante ter atenção ao fato de que o ácido fólico pode esconder uma falta de vitamina B12. Por isso, a avaliação das duas vitaminas é necessária para evitar problemas neurológicos relacionados à deficiência de B12.
A orientação médica é importante quando surgem sinais como cansaço, palidez ou mudanças de humor. Mulheres grávidas ou que planejam engravidar devem buscar o ginecologista para receber orientações sobre o uso de ácido fólico. O acompanhamento ajuda a confirmar o diagnóstico, saber a causa da deficiência e indicar o tratamento certo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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