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Quem tem HIV pode ter filhos saudáveis e sem o vírus? Saiba como

Com o tratamento certo, a carga viral do HIV pode ficar indetectável no organismo; o acompanhamento com um especialista é indicado para ter uma gestação segura

Resumo
  • Pessoas que vivem com HIV podem ter filhos quando fazem tratamento do jeito certo e acompanhamento médico em todas as fases da gestação;
  • O tratamento antirretroviral reduz o vírus no organismo e pode deixar a carga viral em níveis indetectáveis;
  • Quando a carga viral está indetectável, o risco de transmissão do HIV por via sexual não existe, segundo a OMS e o Ministério da Saúde;
  • O planejamento da gravidez começa antes da concepção e envolve acompanhamento com infectologista e ginecologista durante todo o processo;
  • Mesmo com o HIV controlado, existem cuidados na gestação e após o parto, incluindo orientação sobre a alimentação do bebê para garantir a segurança.
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Pessoas que vivem com HIV podem ter filhos quando fazem acompanhamento médico e usam o tratamento antirretroviral do jeito certo. O controle do vírus muda o risco de transmissão durante a gestação, o parto e os cuidados com o bebê.

O HIV é um vírus que atinge o sistema de defesa do corpo, mas pode ser controlado com medicamentos de uso contínuo. Com o tratamento, a carga viral pode ficar em níveis muito baixos, sendo indetectáveis nos exames.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) afirmam que pessoas com carga viral indetectável não transmitem o HIV por via sexual. Esse entendimento é chamado de “indetectável = intransmissível”.

Infectologistas são os médicos que podem acompanhar o tratamento de HIV e indicar a hora certa e segura de ter uma gravidez. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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O que a ciência diz sobre HIV e ter filhos?

A terapia antirretroviral, chamada de TARV, foi o que mudou o tratamento do HIV. Ela usa remédios que impedem o vírus de se multiplicar no organismo e diminuem a quantidade dele no sangue, o que é conhecido como carga viral.

Quando o tratamento é seguido do jeito certo, a carga viral pode ficar tão baixa que não é detectada nos exames. Nesse caso, a pessoa está com carga viral indetectável, o que sustenta o princípio “indetectável = intransmissível (I=I)”, reconhecido internacionalmente.

Esse mesmo conceito se aplica à transmissão do HIV da mãe para o bebê. 

Com tratamento certo e acompanhamento médico, o risco de transmissão pode chegar a níveis muito baixos, permitindo que pessoas com HIV tenham filhos com segurança, inclusive por concepção natural quando a carga viral está indetectável.

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Como é o planejamento da gravidez com HIV?

O planejamento da gravidez é uma etapa importante para a saúde da mãe, do pai e do bebê. Esse processo começa antes da gestação e precisa de acompanhamento médico especializado.

A consulta pré-concepcional

Antes de tentar engravidar, o casal deve procurar uma equipe de saúde com infectologista e ginecologista-obstetra. Nessa consulta, os profissionais avaliam a saúde de ambos, o uso da terapia antirretroviral e o controle da carga viral. Também orientam sobre o melhor caminho para a concepção, que pode variar conforme quem vive com HIV no casal.

O acompanhamento ajuda a tirar dúvidas e organizar o plano de gravidez com segurança. Em alguns casos, o monitoramento do ciclo menstrual e da temperatura corporal pode ajudar a identificar sinais iniciais de gestação antes dos testes comuns, permitindo o início mais rápido dos cuidados médicos.

O conceito de Indetectável = Intransmissível (I=I)

No planejamento familiar, o objetivo é manter a carga viral indetectável. Segundo o Ministério da Saúde, com o acompanhamento certo durante a gestação e o parto, o risco de transmissão do HIV da mãe para o bebê pode ser reduzido para menos de 2%.

Leia também: Quais são os sintomas do HIV feminino iniciais e quando fazer o teste

O que fazer quando a mulher vive com HIV?

Se a gestante vive com HIV, o objetivo é manter a carga viral indetectável durante toda a gravidez e no parto. Nesse caso, o pré-natal é mais próximo e feito com acompanhamento especializado.

O tratamento antirretroviral é mantido ao longo da gestação e é considerado seguro para a mãe e para o bebê. A escolha da via de parto, vaginal ou cesárea, é definida pelo obstetra perto do nascimento, de acordo principalmente com a carga viral. Com carga viral indetectável, o parto vaginal pode ser indicado com segurança.

Depois do nascimento, o recém-nascido recebe uma medicação antirretroviral por um período determinado, em forma de xarope, como forma de prevenção para reduzir ainda mais qualquer risco de transmissão do vírus.

E quando o homem vive com HIV?

Quando o parceiro masculino vive com HIV e a mulher não, o cuidado é evitar a transmissão do vírus durante a tentativa de engravidar. Com a carga viral indetectável, as opções para a concepção ficam mais seguras.

Estratégia de concepção

Descrição 

Concepção natural planejada

A concepção natural pode ser uma opção segura quando o parceiro com HIV mantém a carga viral indetectável por pelo menos seis meses e o casal não tem dificuldades de fertilidade. Nessa situação, é possível ter relações sexuais sem preservativo no período fértil da mulher, já que o princípio I=I reduz o risco de transmissão para a parceira

Reprodução assistida

Técnicas como a inseminação intrauterina ou a fertilização in vitro (FIV) também podem ser opções. Nesses casos, pode ser usada a lavagem espermática, um processo feito em laboratório que separa os espermatozoides do líquido seminal, onde o HIV pode estar presente

 

A escolha entre essas opções depende da avaliação médica e das condições de saúde do casal. O acompanhamento especializado com um infectologista e um ginecologista-obstetra ajuda a definir o melhor caminho e a conduzir todo o processo com segurança.

 

Leia também: Sintomas de HIV no homem: como identificar e como é transmitido

Por que a amamentação não é recomendada?

Mesmo quando a mãe tem carga viral indetectável, ainda existe um risco pequeno de transmissão do HIV pelo leite materno. Por isso, como forma de maior segurança, o Ministério da Saúde e a OMS recomendam evitar a amamentação em casos de HIV.

No Brasil, o bebê recebe fórmula infantil gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo alimentação segura e adequada desde o nascimento. Essa medida faz parte do cuidado para proteger completamente a saúde da criança.

O diagnóstico de HIV não impede a maternidade ou a paternidade. Com acompanhamento médico, planejamento e tratamento certo, é possível ter filhos com segurança e construir uma família.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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