Entenda os pilares do tratamento, desde os medicamentos prescritos pelo pediatra até as mudanças no ambiente que fazem a diferença.
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Aquela tosse seca que não passa, um chiado no peito que aparece no meio da noite ou a dificuldade para respirar depois de uma brincadeira mais intensa. Cenas como essas são familiares para pais de crianças com asma e geram uma angústia constante. A boa notícia é que, com informação e o acompanhamento correto, é possível controlar a doença e garantir que a criança tenha uma infância plena e ativa.
Para um controle eficaz da asma infantil, é fundamental combinar os medicamentos prescritos com o aprendizado sobre os gatilhos domésticos e o uso correto do espaçador.
Pediatras são os especialistas indicados para acompanhar de maneira primária os sintomas de asma em crianças. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A asma é uma condição crônica que causa a inflamação e o estreitamento dos brônquios, que são os canais que levam o ar para os pulmões. Na criança, esse quadro se manifesta por meio de crises recorrentes, cujos sintomas mais comuns incluem:
É importante ressaltar que os sintomas podem variar muito de uma criança para outra e até mesmo na mesma criança em diferentes momentos. A intensidade pode ir de um leve desconforto a uma crise grave que exige atendimento médico de urgência.
Leia também: Quais são os sintomas característicos da asma infantil
O tratamento da asma infantil, sempre definido por um médico especialista, visa controlar a inflamação dos brônquios e prevenir as crises. Ele é geralmente dividido em duas categorias principais de medicamentos, que atuam de formas diferentes e complementares.
Conhecidos como medicamentos de manutenção, eles são a base do tratamento. O objetivo é reduzir a inflamação crônica das vias aéreas, tornando-as menos sensíveis aos gatilhos. Os mais utilizados são os corticoides inalatórios.
O uso diário desses corticoides inalatórios, conforme a recomendação do pediatra, é o tratamento mais eficaz para controlar a inflamação e prevenir crises de asma na infância. É fundamental manter o uso diário dos medicamentos preventivos, mesmo quando a criança não apresenta sintomas.
A interrupção do uso por conta própria é um dos principais motivos para a perda de controle da doença e o retorno das crises. Esses medicamentos são seguros e eficazes quando utilizados sob prescrição médica.
Também chamados de "bombinhas de resgate", esses medicamentos são os broncodilatadores de ação rápida, como o salbutamol. Eles agem relaxando os músculos ao redor das vias aéreas, abrindo-as rapidamente para facilitar a passagem do ar.
Seu uso é indicado apenas durante as crises de falta de ar, tosse ou chiado. O uso frequente do medicamento de alívio é um sinal de alerta de que a asma não está bem controlada, sendo necessário reavaliar o tratamento de manutenção com o médico.
A eficácia do tratamento inalatório depende diretamente da técnica correta de aplicação. Para controlar a asma infantil, é fundamental que o uso da "bombinha" com espaçador seja feito de forma correta. O acompanhamento médico diário também é essencial.
Em crianças, o uso do espaçador é indispensável. Esse dispositivo é um tubo que se acopla à "bombinha" de um lado e possui uma máscara ou bocal do outro.
O espaçador ajuda a coordenar o disparo do medicamento com a respiração da criança, garantindo que as partículas do remédio cheguem em quantidade suficiente aos pulmões, em vez de ficarem depositadas na boca e na garganta. Sem ele, grande parte da dose é perdida.
De acordo com a pediatra Christine Tamar, do Complexo Hospitalar de Niterói, “muitas vezes o medicamento parece ‘não funcionar’ justamente porque está sendo usado de forma inadequada”, explica.
Por isso, é importante usar corretamente. Veja a sequência:
Siga sempre a orientação do pediatra sobre o número de jatos e a frequência de uso.
O controle ambiental é uma parte fundamental do tratamento. Reduzir a exposição da criança a alérgenos e irritantes pode diminuir drasticamente a frequência e a intensidade das crises. Algumas medidas são essenciais.
Com o tratamento adequado e o controle dos gatilhos, a criança com asma pode e deve ter uma vida completamente normal. Isso inclui brincar, correr e praticar esportes.
A atividade física é, inclusive, benéfica para a saúde pulmonar. Em alguns casos, o médico pode orientar o uso do medicamento de alívio alguns minutos antes do exercício para prevenir o broncoespasmo induzido pelo esforço. O importante é que a doença não seja um fator limitante para o desenvolvimento e a felicidade da criança.
Mesmo com o tratamento em dia, crises podem ocorrer. É fundamental que os pais saibam reconhecer os sinais de gravidade que indicam a necessidade de atendimento médico imediato:
Na presença de qualquer um desses sinais, não hesite em procurar o serviço de emergência mais próximo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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