A insulina regular ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue; aplicar uma dose diferente da necessária pode causar tontura, fraqueza, mal-estar e outros problemas
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A dose de insulina regular depende do nível de açúcar no sangue, da alimentação e do médico que acompanha o paciente. Cada pessoa pode precisar de uma quantidade diferente, e essa necessidade pode mudar ao longo do tratamento.
No geral, esse remédio faz parte do tratamento do diabetes e ajuda a diminuir os níveis de glicose no sangue. Por isso, o uso exige acompanhamento da glicemia para que a aplicação acompanhe o que o corpo precisa no dia a dia.
Quando a dose não está certa, o corpo pode reagir com sintomas como mal-estar, tontura, fraqueza, confusão mental e dificuldade de concentração. O ajuste da dose deve seguir a orientação do profissional de saúde e considerar as medidas de glicose.
Endocrinologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com diabetes. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Não existe uma fórmula única de calcular a quantidade de insulina regular que sirva para todas as pessoas. O organismo responde à insulina de formas diferentes, por isso a dose que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra.
Fatores como peso, altura, alimentação, prática de atividade física, diagnóstico de outras doenças e até níveis de estresse influenciam na necessidade de insulina. Por isso, o tratamento é ajustado de forma individual pela equipe de saúde com o passar do tempo.
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O cálculo da insulina de ação rápida ou regular usada nas refeições, chamada de bolus, costuma levar em conta dois pontos que se somam. Um deles corrige a glicose que está alta no momento da aplicação, e o outro cobre a quantidade de carboidratos da refeição.
Hoje, existem calculadoras digitais que ajudam a fazer esse cálculo. Mesmo assim, o uso dessas ferramentas precisa ser conferido e orientado pela equipe de saúde, especialmente pelo médico endocrinologista.
O bolus de correção é usado quando a glicose está acima da meta antes da refeição, porque ele ajuda a reduzir o açúcar no sangue para níveis mais próximos do esperado.
Para fazer esse cálculo, é preciso conhecer o Fator de Sensibilidade (FS), também chamado de Fator de Correção, que mostra quanto a glicose no sangue costuma cair com uma unidade de insulina regular. Se o Fator de Sensibilidade for 50, por exemplo, uma unidade de insulina tende a reduzir a glicose em cerca de 50 mg/dL.
Já o bolus de alimentação é usado para cobrir os carboidratos da refeição, que são os alimentos que mais aumentam a glicose no sangue depois de comer. O cálculo leva em conta a quantidade de carboidratos do prato e a Relação Insulina/Carboidrato (RIC).
A RIC indica quantos gramas de carboidrato são cobertos por uma unidade de insulina. Por exemplo, se a relação for 1:15, isso significa que uma unidade de insulina é usada para cada 15 gramas de carboidrato ingeridos.
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Com o Fator de Sensibilidade, a Relação Insulina/Carboidrato e a meta de glicose definidos pelo endocrinologista, o cálculo da dose passa a seguir algumas regras. Em boa parte dos casos, os valores ajudam a orientar quanto de insulina deve ser usado em cada situação.
Existem também aplicativos que fazem esse cálculo de forma automática e ajudam a reduzir erros na conta da dose, tanto para corrigir a glicemia quanto para cobrir os carboidratos da refeição. Para entender melhor, aqui está um exemplo com dados fictícios:
A dose final de insulina é obtida ao juntar a quantidade usada para corrigir a glicose atual com a quantidade necessária para cobrir os carboidratos da refeição. E, para chegar a esse valor, é preciso seguir algumas etapas.
Nesse exemplo, antes da refeição, a pessoa mede a glicose e o resultado é de 200 mg/dL.
Depois de medir, o paciente percebe que a glicose está 100 mg/dL acima da meta (200 − 100 = 100). Então, para saber quantas unidades de insulina são necessárias para a correção, esse valor é dividido pelo Fator de Sensibilidade:
No paralelo, o paciente observa o prato que vai consumir e, com ajuda de aplicativos ou tabelas nutricionais, calcula que a refeição tem 60 gramas de carboidratos.
Para saber a quantidade de insulina necessária para os carboidratos, o total de gramas é dividido pela Relação Insulina/Carboidrato:
No fim, a dose total de insulina é a soma da dose usada para corrigir a glicose com a dose usada para cobrir os carboidratos da refeição:
A insulina regular costuma ser aplicada cerca de 30 minutos antes da refeição, ou no tempo indicado pelo médico que acompanha o paciente no tratamento, para que a ação da insulina acompanhe a entrada dos carboidratos no sangue.
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Alguns pacientes ainda usam um método mais antigo chamado escala móvel. Nele, uma tabela definida pelo médico indica quantas unidades de insulina aplicar com base só no valor da glicose medido no momento da refeição.
Esse método é mais simples, mas menos preciso, porque não considera os carboidratos que vão ser consumidos. Assim, essa forma de calcular só corrige o valor atual da glicose, o que pode levar a oscilações maiores.
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O tratamento do diabetes costuma mudar, então a dose de insulina que funciona hoje pode precisar ser ajustada depois. E existem alguns sinais e situações podem indicar a necessidade de conversar com a equipe de saúde, como:
A identificação dessas situações ajuda a perceber quando o corpo não responde como o esperado e quando pode ser preciso medir a glicose em diferentes momentos do dia.
O endocrinologista é o médico que orienta todo o tratamento de diabetes.
É esse profissional quem define as metas de glicose, o Fator de Sensibilidade e a Relação Insulina/Carboidrato de cada paciente. O uso de aplicativos sem orientação médica não substitui essa avaliação e os cálculos precisam ser confirmados com a equipe de saúde.
Nas consultas de rotina, tudo isso é revisto com base nas medições, na alimentação e nos exames. As doses não devem ser mudadas sem orientação, pois mudanças feitas sem avaliação podem levar a quedas importantes da glicose ou à manutenção de níveis altos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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