Obesidade infantil pode ser prevenida com hábitos saudáveis; menos tempo de tela reduz o risco de sedentarismo
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A obesidade infantil gera repercussões significativas na qualidade de vida das crianças e adolescentes, que podem se estender para a vida adulta.
A prevenção começa nos primeiros anos de vida e envolve abordagens como a alimentação saudável e a prática regular de atividade física. Pequenas mudanças diárias na rotina podem gerar benefícios duradouros para a saúde da criança.
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A obesidade infantil é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, que pode ser quantificado por meio de diferentes métodos. Mesmo que a observação visual possa indicar a condição, o diagnóstico preciso depende de medidas como peso, altura, data de nascimento e sexo da criança.
O índice de Massa Corporal (IMC) ajustados para idade e sexo é a ferramenta mais difundida para avaliar o estado nutricional, classificando a criança em sobrepeso ou obesidade.
O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil deve ser feito regularmente por profissionais de saúde. O que permite que sejam feitas algumas intervenções precoces caso seja identificado um ganho de peso excessivo.
A UNICEF, que em português significa Fundação das Nações Unidas para a Infância, afirmou que pela primeira vez, a obesidade superou a desnutrição entre crianças e adolescentes. Dados apresentados em 2025 mostram que, 1 a cada 10 crianças vivem com a doença em todo o mundo.
No Brasil, ela se tornou o tipo de má nutrição mais prevalente desde antes do ano 2000. Há época, 5% dos brasileiros entre 5 e 19 anos tinham o problema. Mas em 2022, o cenário mudou e passou para 15%.
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A obesidade é classificada em dois tipos principais: exógena e endógena. A exógena corresponde a maioria dos casos. Ela é resultante de um desequilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético. Isso significa dizer que a criança consome mais calorias do que gasta.
Fatores genéticos, ambientais e comportamentais possuem uma influência direta para desenvolver esse tipo. Já a endógena é provocada por alguma causa subjacente. Estando associada a síndromes genéticas, disfunções hormonais ou lesões do sistema nervoso central.
Crianças com esse tipo de condição geralmente possuem uma estatura mais baixa. Classificar a condição é importante, já que ela vai direcionar para o tratamento adequado.
A interação de fatores genéticos, ambientais, sociais e comportamentais contribuem para o desenvolvimento da obesidade infantil. A genética desempenha um papel importante, mas os fatores ambientais e comportamentais costumam ser os principais agravantes.
O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em gordura e açúcares contribui significativamente para o ganho de peso. Além da ingestão de comidas ricas em sódio e aditivos químicos.
A diminuição da prática de atividades físicas e o aumento do tempo dedicado a atividades ligadas ao sedentarismo reduz o gasto energético e favorece o acúmulo de gordura. O ambiente em que a criança cresce pode influenciar seus hábitos.
Dentre esses fatores socioeconômicos e culturais estão a disponibilidade de alimentos não saudáveis e a falta de espaços seguros para brincar. A publicidade de produtos alimentícios direcionada para crianças também é um fator contribuinte.
A predisposição genética é menos comum como causa primária. Mas ela pode deixar o pequeno mais suscetível a desenvolver a disfunção quando combinada com um ambiente propício. Os desequilíbrios hormonais ou síndromes específicas também são fatores que podem causar a obesidade infantil.
Usar telas de modo excessivo colabora diretamente para o ganho de peso em crianças e adolescentes. De acordo com informações do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, da UFRJ, a cintura das crianças aumenta proporcionalmente ao tempo que passam na TV e usando tablets, computadores e smartphones.
O Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (COSEMS/SP), em 2025, mostrou em estudo que o tempo levado de tela está associado a um sedentarismo crescente. A pesquisa citou que outros trabalhos mostram que 80% dos jovens não atingem os 60 minutos diários recomendados de atividade física.
Além disso, enquanto usam telas, os pequenos tendem a ingerir grande parte das suas calorias diárias. A publicidade de alimentos influencia nos hábitos alimentares, normalmente deixando as crianças mais resistentes a comer frutas e vegetais.
A utilização excessiva, sobretudo antes de dormir, pode interferir na qualidade e quantidade do sono. O que promove uma influência direta sobre o metabolismo e o controle de peso.
O peso exagerado durante a infância pode gerar repercussões importantes na vida adulta. As crianças acima do peso têm mais chance de se tornarem adultos obesos, o que aumenta o risco de diversas doenças crônicas.
Por isso, elas estão entre as principais consequências. O paciente pode desenvolver diabetes tipo 2, já que a resistência à insulina é uma complicação comum. Dentre as doenças cardiovasculares que podem surgir estão a hipertensão arterial e a dislipidemia.
O excesso de peso sobrecarrega as articulações e a coluna, podendo causar dores e deformidades. Pode também aumentar o risco de fraturas e outras questões osteoarticulares.
Distúrbios psicológicos também estão entre as consequências que impactam diretamente o bem-estar emocional e social infanto-juvenil. O paciente pode ter baixa autoestima, ansiedade e depressão, ou pode se isolar socialmente.
Uma outra possível repercussão são as dificuldades respiratórias durante o sono, que podem afetar a qualidade do descanso e o desenvolvimento cognitivo. Nas meninas, a doença pode auxiliar no desenvolvimento da Síndrome dos Ovários policísticos. O que possui um impacto direto na saúde reprodutiva. O distúrbio pode agravar o quadro de infecções, como a Covid-19.
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A maneira como prevenir a obesidade infantil é um esforço que exige a colaboração de pais, cuidadores, escolas, profissionais de saúde e a comunidade em geral. É importante construir um ambiente que promova hábitos saudáveis desde os primeiros dias de vida.
A alimentação equilibrada é essencial. Por isso, é preciso priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, cereais integrais e leguminosas. Já alimentos ultraprocessados, bebidas açúcares, doces e fast food devem ter o consumo reduzido drasticamente.
A amamentação também é um elemento de proteção. O aleitamento materno exclusivo até os seis meses e continuado até os dois anos ou mais é um fator protetor contra a obesidade e outras condições crônicas.
Os pais e cuidadores devem incentivar brincadeiras ativas ao ar livres, esportes e outras formas de movimento. Além de limitar o tempo de atividades sedentárias e de tela. A prática de atividade física é fundamental.
Outro fator protetor é garantir que a criança tenha horas de sono suficientes e de qualidade. Isso porque a privação do sono pode influenciar o metabolismo e o apetite. Os pais e cuidadores são os principais modelos.
Adotar hábitos saudáveis (fazer refeições juntos e praticar atividades físicas) em família fortalece o vínculo e incentiva a criança a seguir o exemplo. As consultas regulares com um pediatra permitem monitorar o crescimento e o desenvolvimento da criança.
O que permite identificar precocemente qualquer alteração no peso e receber orientações personalizadas. A forma como prevenir a obesidade infantil deve começar e se fortalecer dentro de casa, com a construção de hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida.
A alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física e o sono regular são pilares fundamentais para um crescimento saudável. Ao investir na prevenção, é possível que as crianças tenham um futuro com mais saúde e bem-estar.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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