A hérnia umbilical acontece quando a musculatura da barriga na região do umbigo fica fraca e permite que parte do intestino “estufe”; o tratamento definitivo geralmente é cirúrgico
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A hérnia umbilical é uma abertura ou fraqueza nos músculos do abdômen que permite a passagem de gordura ou de parte do intestino pela região do umbigo, formando um “caroço” visível na pele, que pode acontecer em bebês e adultos.
Em adultos, o problema costuma estar relacionado ao aumento da pressão na barriga, como em casos de obesidade, gestações múltiplas ou esforço físico. Em recém-nascidos, acontece quando o anel umbilical não fecha completamente depois do nascimento.
Na maior parte dos casos, a hérnia não causa sintomas além do estufamento no umbigo. Em algumas situações, porém, pode aumentar de tamanho ou gerar dor ou desconforto ao tossir, chorar ou levantar peso.
Cirurgiões gerais são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pessoas com hérnia umbilical. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A hérnia umbilical é um “caroço” que aparece quando parte de um órgão, como o intestino ou gordura abdominal, passa por uma área mais fraca dos músculos da barriga, na região do umbigo. Essa é uma condição considerada comum e causa o “estufamento” do umbigo.
No geral, a região fraca é chamada de anel umbilical. Antes do nascimento, é esse anel que permite a passagem do cordão umbilical e, depois do parto, ele deveria se fechar por completo.
Mas, quando esse fechamento não acontece ou quando a parede abdominal enfraquece com o passar do tempo, aparece a hérnia umbilical. A pressão dentro da barriga faz com que o conteúdo interno empurre essa área, formando a saliência.
Leia também: O que é hérnia inguinal? Conheça causas, sintomas e tratamento
A hérnia umbilical acontece quando há uma fraqueza ou uma abertura na parede abdominal na região do umbigo, o que permite a passagem de gordura ou parte do intestino. As causas mudam conforme a idade, com origens diferentes em bebês e em adultos.
Em recém-nascidos, a hérnia umbilical é uma condição presente desde o nascimento, e acontece porque o anel muscular por onde passava o cordão umbilical não se fecha totalmente depois do parto, sendo um quadro relativamente comum.
Nos bebês, a saliência que aparece no umbigo fica mais evidente quando a pressão dentro da barriga aumenta, como ao tossir, chorar ou fazer esforço para evacuar. Na maioria dos casos, a hérnia não causa dor e não traz riscos imediatos.
Com o crescimento da criança e o fortalecimento da parede abdominal, o “caroço” costuma desaparecer sozinho, geralmente entre os dois e três anos de idade. Mesmo assim, o quadro deve ser acompanhado de perto por um médico.
Nos adultos, a hérnia umbilical não está presente desde o nascimento. Ela se desenvolve ao longo do tempo quando há aumento da pressão dentro da barriga, o que força os tecidos contra uma região da parede abdominal mais fraca.
Assim, algumas situações que aumentam o risco de surgimento da condição incluem:
Esses fatores podem agir juntos e aumentar a pressão dentro da barriga. Quando essa pressão não passa ou se repete com frequência, a parede abdominal mais fraca pode ceder, facilitando o surgimento da hérnia e o aumento do “caroço” no umbigo.
Leia também: Entenda a diferença de hérnia inguinal e abdominal e como identificar
O sintoma mais comum da hérnia umbilical é visual, ou seja, a pessoa percebe um “caroço” ou um inchaço no umbigo, que pode mudar de tamanho ao longo do dia.
Em muitos casos, esse “caroço” pode diminuir ou até desaparecer quando a pessoa se deita e relaxa. Ele também costuma ficar mais evidente ao fazer esforço, como tossir, levantar peso ou ficar muito tempo em pé.
Nem sempre há sinais além da mudança na aparência. Quando aparecem, podem incluir sensação de peso, desconforto ou dor leve na região, principalmente depois de atividades que exigem força abdominal.
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A principal preocupação com qualquer hérnia umbilical é o risco de complicações, como o encarceramento e o estrangulamento. Mesmo que não sejam frequentes, essas situações exigem atendimento médico na hora.
O encarceramento, por exemplo, acontece quando o tecido que saiu pela abertura da parede abdominal fica preso e não consegue retornar para dentro da barriga. Nesse caso, a hérnia começa a permanecer no local de forma fixa.
Já o estrangulamento é uma das complicações mais graves. Ele acontece quando o tecido preso sofre interrupção do fluxo de sangue, o que pode levar à morte do tecido, chamada de necrose, e a infecções importantes.
Assim, o paciente deve ir ao médico quando a hérnia vem acompanhada de sintomas como:
Esses sinais geralmente indicam que o tecido da hérnia pode estar preso e sem receber sangue suficiente. Quando isso acontece, a situação pode piorar rápido, sendo necessário atendimento médico na hora para avaliar o caso e definir o tratamento certo.
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A indicação de cirurgia para tratar a hérnia umbilical depende da idade do paciente e da presença de sintomas. Além disso, a abordagem em crianças é diferente da técnica de tratamento adotada em adultos.
Em bebês e crianças pequenas, a conduta mais comum é o acompanhamento médico, com observação da evolução da hérnia nas consultas de rotina. A cirurgia, chamada hernioplastia umbilical, geralmente não é indicada de início.
O procedimento pode ser recomendado quando a hérnia não fecha sozinha até os quatro ou cinco anos de idade, quando a abertura na parede abdominal é muito grande ou quando há aumento do tamanho após os dois anos da criança.
Em adultos, a hérnia umbilical não costuma sumir sozinha e pode aumentar de tamanho com o tempo, o que aumenta o risco de complicações. Por isso, o tratamento mais indicado costuma ser a cirurgia, que é feita de forma programada na maioria dos casos.
A hernioplastia é o procedimento cirúrgico usado nesses casos. Nela, o tecido que saiu pela abertura é colocado de volta dentro da barriga e o orifício na parede abdominal é fechado. Em hérnias maiores, pode ser colocada uma tela sintética para reforçar a região.
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Enquanto aguarda a avaliação médica, o paciente deve evitar situações que aumentem a pressão dentro da barriga, já que isso pode piorar a hérnia ou favorecer complicações.
Sendo assim, nesse período, não é indicado levantar peso, fazer exercícios que forcem a região do abdômen ou atividades de alto impacto. Também é importante tratar condições que aumentam esse esforço, como tosse frequente e intestino preso.
A definição do diagnóstico e do tratamento deve ser feita por um médico, que avalia as características da hérnia e o estado de saúde da pessoa para indicar a conduta certa.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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