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Revisado em: 23/06/2026

O que é hérnia inguinal? Conheça as causas, os sintomas e o tratamento

A hérnia inguinal acontece quando uma parte do intestino sai para a virilha, formando um caroço; mesmo sendo comum, o quadro exige atenção médica para evitar complicações

Resumo
  • A hérnia inguinal acontece quando parte do intestino ou gordura da barriga passa por um ponto fraco da parede abdominal na região da virilha, formando um “caroço”;
  • A condição pode causar dor, sensação de peso e um “caroço” na virilha, que costuma ficar mais visível ao fazer esforço físico e pode exigir avaliação médica;
  • O problema está relacionado ao aumento da pressão dentro da barriga junto com o enfraquecimento da musculatura local, algo que pode ocorrer por vários fatores;
  • O diagnóstico da hérnia inguinal é feito em consulta médica, com exame da região e, quando necessário, confirmação por ultrassom ou outros exames de imagem;
  • O tratamento definitivo é cirúrgico e tem como objetivo reposicionar o tecido e reforçar a parede abdominal para evitar que a hérnia volte a aparecer.

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A hérnia inguinal acontece quando uma parte do intestino passa por um ponto fraco da parede abdominal e sai na região da virilha. Essa fraqueza pode existir desde o nascimento ou aparecer com o tempo, principalmente quando há aumento de pressão na barriga.

A condição pode causar dor, sensação de peso e um “caroço” na virilha, que costuma ficar mais evidente ao fazer força. A avaliação médica confirma o diagnóstico e define o tratamento, que geralmente é cirúrgico para corrigir a abertura na parede abdominal.

Cirurgiões gerais são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pessoas com hérnia inguinal. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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O que é uma hérnia inguinal?

A hérnia inguinal acontece quando existe um ponto mais fraco na musculatura da parede abdominal, na região da virilha, permitindo que parte do intestino ou gordura “saia” e forme uma saliência ou caroço.

Essa saída de tecido ocorre por uma abertura chamada canal inguinal, uma passagem natural do corpo dos seres humanos. Quando o conteúdo fica preso nessa região, pode ocorrer estrangulamento, uma condição grave que exige cirurgia de urgência.

Nos homens, o canal inguinal permite a passagem de estruturas ligadas aos testículos, e, nas mulheres, está relacionado a um ligamento que ajuda na sustentação do útero. Por essa diferença anatômica, a hérnia inguinal é mais comum em homens.

Quais são os tipos de hérnia inguinal?

No geral, as hérnias inguinais podem ser divididas em dois tipos, que são definidos de acordo com a forma como se desenvolvem no corpo:

  • Hérnia inguinal direta: aparece ao longo da vida por enfraquecimento da musculatura da parede abdominal, sendo mais comum em adultos e idosos e estando relacionada ao desgaste natural dos tecidos, além de fatores como esforço repetido;
  • Hérnia inguinal indireta: é o tipo mais comum e geralmente está presente desde o nascimento. Ela acontece quando o canal inguinal não se fecha totalmente depois do desenvolvimento do bebê, deixando uma passagem aberta por onde o intestino ou gordura podem sair para a virilha, sendo mais frequente em crianças.

A principal diferença entre os tipos é o caminho por onde o tecido sai da parede abdominal, o que pode mudar a forma como o inchaço aparece na virilha e como a hérnia evolui.

Leia também: O que é hérnia umbilical? Saiba os sintomas e os tratamentos disponíveis

Quais são os sintomas da hérnia inguinal?

O sinal mais comum da hérnia inguinal é um “caroço” na virilha, que pode ficar mais evidente ao tossir, ficar em pé ou fazer esforço, e diminuir quando a pessoa se deita. Além disso, existem outros sintomas que podem aparecer, como:

  • Sensação de peso, pressão ou fraqueza na virilha;
  • Dor ou desconforto na região, principalmente ao se curvar, levantar peso ou tossir;
  • Em alguns casos, o paciente pode ter dor em forma de queimação ou pontadas que se espalham para o escroto, no caso dos homens.

Em qualquer situação, é importante que a pessoa fique atenta aos sintomas de complicação. No geral, o atendimento médico de emergência é indicado quando há dor súbita e intensa, com piora rápida do quadro.

Outro sinal de alerta acontece quando o “caroço” fica duro, doloroso e não volta para dentro do abdômen ao deitar. Alterações na cor da pele sobre a hérnia, como vermelhidão ou escurecimento, também podem indicar um possível agravamento.

Além disso, a presença de náuseas, vômitos e dificuldade para evacuar ou eliminar gases pode indicar uma complicação mais grave, já que esses sinais estão associados à hérnia encarcerada ou estrangulada, que exigem intervenção cirúrgica na hora.

Leia também: Hérnia abdominal: o que é, sintomas e tratamento

Por que a hérnia inguinal acontece?

A hérnia inguinal acontece quando existe um aumento da pressão dentro do abdômen junto com um ponto mais fraco na parede muscular da região da virilha. Assim, qualquer situação que aumente essa pressão pode favorecer o surgimento ou a piora da hérnia, incluindo:

  • Gravidez, pois a gestação pode enfraquecer a musculatura abdominal e aumentar a pressão interna;
  • Envelhecimento, já que a perda natural de força muscular ao longo da idade facilita o aparecimento da hérnia;
  • Esforço físico, visto que levantar objetos pesados do jeito errado pode aumentar a pressão na região abdominal;
  • Obesidade, porque o excesso de peso aumenta a pressão sobre a parede abdominal e favorece o aparecimento da hérnia;
  • Histórico familiar, ou seja a presença de hérnia em parentes de primeiro grau aumenta a predisposição para a condição;
  • Condições crônicas, como tosse persistente, comum em casos de tabagismo ou doenças pulmonares, e prisão de ventre, que exige esforço para evacuar.

A presença desses fatores não significa que a hérnia vai aparecer. Na maioria dos casos, ela acontece pela combinação entre uma região naturalmente mais fraca da parede abdominal e situações que aumentam a pressão dentro da barriga com o passar do tempo.

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Como a hérnia inguinal é diagnosticada?

O diagnóstico da hérnia inguinal costuma ser feito durante a consulta médica. Nela, o profissional avalia a região da virilha e pode pedir para o paciente tossir ou fazer força, já que o movimento aumenta a pressão no abdômen e torna a hérnia mais fácil de identificar.

Quando há dúvida sobre o diagnóstico, principalmente em pessoas com obesidade ou com hérnias pequenas, podem ser pedidos exames de imagem, como o ultrassom. Em alguns casos, a tomografia computadorizada também pode ser usada para confirmar o quadro.

A hérnia inguinal é perigosa?

A hérnia inguinal pode ser perigosa quando não é tratada do jeito certo. Mesmo que algumas pessoas não tenham sintomas ou sintam só um desconforto leve, existe o risco de complicações, principalmente o encarceramento e o estrangulamento.

Essas situações acontecem quando a parte do intestino ou outro tecido que saiu pela abertura na virilha fica presa e não consegue voltar para a posição normal. Nos casos de estrangulamento, o fluxo de sangue para esse tecido pode ser interrompido, o que é uma emergência médica e exige cirurgia na hora para evitar complicações graves.

Assim, o quadro pode causar:

  • Encarceramento: acontece quando a parte do intestino ou da gordura que saiu pela hérnia fica presa e não consegue voltar para dentro do abdômen. Esse quadro pode causar dor forte e, em alguns casos, bloquear a passagem do conteúdo intestinal;
  • Estrangulamento: é uma das piores complicações da hérnia inguinal, e acontece quando o tecido preso deixa de receber sangue suficiente. Sem a circulação certa, o tecido pode morrer, aumentando o risco de infecções graves e outras complicações.

O risco de complicações pode aumentar à medida que a hérnia cresce ou passa a causar sintomas com mais frequência. Por isso, é importante buscar avaliação médica mesmo quando o desconforto ainda é pequeno.

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O que acontece se a hérnia inguinal não for tratada?

A hérnia inguinal não desaparece sozinha. Com o  tempo, ela tende a aumentar de tamanho e causar sinais mais frequentes ou fortes. Além disso, não existem remédios nem exercícios que podem fechar a abertura na parede muscular que deu origem ao problema.

Quando a cirurgia não é feita, o risco de agravamento continua existindo. Nesses casos, o procedimento precisa ser feito em caráter de urgência e costuma ser mais complexo do que uma cirurgia programada, além de estar associado a um risco maior de complicações.

Como é feito o tratamento para a hérnia inguinal?

A cirurgia é o tratamento indicado para corrigir a hérnia inguinal. Durante o procedimento, o médico recoloca o tecido que saiu da cavidade abdominal na posição original e fecha a abertura existente na parede muscular. Na maioria dos casos, também é usada uma tela sintética para reforçar a região enfraquecida e diminuir o risco de a hérnia voltar a aparecer.

Quais são as opções de cirurgia?

Existem várias técnicas cirúrgicas para tratar a hérnia inguinal, e a escolha do procedimento depende de fatores como o tipo de hérnia, as condições de saúde do paciente e as características de cada caso:

Técnica cirúrgica

Descrição

Vantagens 

Cirurgia aberta (convencional)

É feita por meio de um corte na região da virilha, permitindo ao cirurgião acessar e corrigir a hérnia diretamente

É uma técnica já bastante usada pelos cirurgiões, podendo ser feita com anestesia local ou regional

Cirurgia laparoscópica

É minimamente invasiva e usa pequenas incisões, por onde entram uma câmera e instrumentos cirúrgicos

Costuma causar menos dor depois da cirurgia, além de uma recuperação mais rápida e o retorno mais cedo à rotina

Cirurgia robótica

É feita com o auxílio de braços robóticos controlados pelo cirurgião, o que pode oferecer mais precisão e visão em 3D

Une as vantagens da cirurgia por vídeo com a possibilidade de maior precisão em casos mais complexos

Independentemente da técnica usada, o objetivo da cirurgia é fechar a abertura na parede abdominal e evitar que a hérnia volte. A escolha do procedimento também considera a experiência da equipe médica e as particularidades de cada paciente.

Dá para prevenir o aparecimento da hérnia inguinal?

Nem todos os fatores de risco para o aparecimento da hérnia inguinal podem ser evitados, como os relacionados à genética. Mesmo assim, existem algumas medidas que ajudam a diminuir a chance do quadro surgir ou piorar.

Cuidados como manter o peso na faixa adequada, não fumar para diminuir episódios de tosse, consumir alimentos ricos em fibras para evitar prisão de ventre e adotar postura correta ao levantar peso, por exemplo, ajudam a diminuir a pressão na parede abdominal.

Em qualquer caso, a presença de dor na virilha, sensação de peso ou aparecimento de um “caroço” na região deve ser avaliada por um médico, mesmo quando os sintomas são leves ou aparecem de vez em quando.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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