A hérnia inguinal acontece quando uma parte do intestino sai para a virilha, formando um caroço; mesmo sendo comum, o quadro exige atenção médica para evitar complicações
Resuma este artigo com IA:
Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

A hérnia inguinal acontece quando uma parte do intestino passa por um ponto fraco da parede abdominal e sai na região da virilha. Essa fraqueza pode existir desde o nascimento ou aparecer com o tempo, principalmente quando há aumento de pressão na barriga.
A condição pode causar dor, sensação de peso e um “caroço” na virilha, que costuma ficar mais evidente ao fazer força. A avaliação médica confirma o diagnóstico e define o tratamento, que geralmente é cirúrgico para corrigir a abertura na parede abdominal.
Cirurgiões gerais são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pessoas com hérnia inguinal. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A hérnia inguinal acontece quando existe um ponto mais fraco na musculatura da parede abdominal, na região da virilha, permitindo que parte do intestino ou gordura “saia” e forme uma saliência ou caroço.
Essa saída de tecido ocorre por uma abertura chamada canal inguinal, uma passagem natural do corpo dos seres humanos. Quando o conteúdo fica preso nessa região, pode ocorrer estrangulamento, uma condição grave que exige cirurgia de urgência.
Nos homens, o canal inguinal permite a passagem de estruturas ligadas aos testículos, e, nas mulheres, está relacionado a um ligamento que ajuda na sustentação do útero. Por essa diferença anatômica, a hérnia inguinal é mais comum em homens.
No geral, as hérnias inguinais podem ser divididas em dois tipos, que são definidos de acordo com a forma como se desenvolvem no corpo:
A principal diferença entre os tipos é o caminho por onde o tecido sai da parede abdominal, o que pode mudar a forma como o inchaço aparece na virilha e como a hérnia evolui.
Leia também: O que é hérnia umbilical? Saiba os sintomas e os tratamentos disponíveis
O sinal mais comum da hérnia inguinal é um “caroço” na virilha, que pode ficar mais evidente ao tossir, ficar em pé ou fazer esforço, e diminuir quando a pessoa se deita. Além disso, existem outros sintomas que podem aparecer, como:
Em qualquer situação, é importante que a pessoa fique atenta aos sintomas de complicação. No geral, o atendimento médico de emergência é indicado quando há dor súbita e intensa, com piora rápida do quadro.
Outro sinal de alerta acontece quando o “caroço” fica duro, doloroso e não volta para dentro do abdômen ao deitar. Alterações na cor da pele sobre a hérnia, como vermelhidão ou escurecimento, também podem indicar um possível agravamento.
Além disso, a presença de náuseas, vômitos e dificuldade para evacuar ou eliminar gases pode indicar uma complicação mais grave, já que esses sinais estão associados à hérnia encarcerada ou estrangulada, que exigem intervenção cirúrgica na hora.
Leia também: Hérnia abdominal: o que é, sintomas e tratamento
A hérnia inguinal acontece quando existe um aumento da pressão dentro do abdômen junto com um ponto mais fraco na parede muscular da região da virilha. Assim, qualquer situação que aumente essa pressão pode favorecer o surgimento ou a piora da hérnia, incluindo:
A presença desses fatores não significa que a hérnia vai aparecer. Na maioria dos casos, ela acontece pela combinação entre uma região naturalmente mais fraca da parede abdominal e situações que aumentam a pressão dentro da barriga com o passar do tempo.
Leia também: Benefícios de parar de fumar: veja os principais para sua saúde
O diagnóstico da hérnia inguinal costuma ser feito durante a consulta médica. Nela, o profissional avalia a região da virilha e pode pedir para o paciente tossir ou fazer força, já que o movimento aumenta a pressão no abdômen e torna a hérnia mais fácil de identificar.
Quando há dúvida sobre o diagnóstico, principalmente em pessoas com obesidade ou com hérnias pequenas, podem ser pedidos exames de imagem, como o ultrassom. Em alguns casos, a tomografia computadorizada também pode ser usada para confirmar o quadro.
A hérnia inguinal pode ser perigosa quando não é tratada do jeito certo. Mesmo que algumas pessoas não tenham sintomas ou sintam só um desconforto leve, existe o risco de complicações, principalmente o encarceramento e o estrangulamento.
Essas situações acontecem quando a parte do intestino ou outro tecido que saiu pela abertura na virilha fica presa e não consegue voltar para a posição normal. Nos casos de estrangulamento, o fluxo de sangue para esse tecido pode ser interrompido, o que é uma emergência médica e exige cirurgia na hora para evitar complicações graves.
Assim, o quadro pode causar:
O risco de complicações pode aumentar à medida que a hérnia cresce ou passa a causar sintomas com mais frequência. Por isso, é importante buscar avaliação médica mesmo quando o desconforto ainda é pequeno.
Leia também: Fezes escuras e dor abdominal: o que pode ser e quando ir ao médico?
A hérnia inguinal não desaparece sozinha. Com o tempo, ela tende a aumentar de tamanho e causar sinais mais frequentes ou fortes. Além disso, não existem remédios nem exercícios que podem fechar a abertura na parede muscular que deu origem ao problema.
Quando a cirurgia não é feita, o risco de agravamento continua existindo. Nesses casos, o procedimento precisa ser feito em caráter de urgência e costuma ser mais complexo do que uma cirurgia programada, além de estar associado a um risco maior de complicações.
A cirurgia é o tratamento indicado para corrigir a hérnia inguinal. Durante o procedimento, o médico recoloca o tecido que saiu da cavidade abdominal na posição original e fecha a abertura existente na parede muscular. Na maioria dos casos, também é usada uma tela sintética para reforçar a região enfraquecida e diminuir o risco de a hérnia voltar a aparecer.
Existem várias técnicas cirúrgicas para tratar a hérnia inguinal, e a escolha do procedimento depende de fatores como o tipo de hérnia, as condições de saúde do paciente e as características de cada caso:
Independentemente da técnica usada, o objetivo da cirurgia é fechar a abertura na parede abdominal e evitar que a hérnia volte. A escolha do procedimento também considera a experiência da equipe médica e as particularidades de cada paciente.
Nem todos os fatores de risco para o aparecimento da hérnia inguinal podem ser evitados, como os relacionados à genética. Mesmo assim, existem algumas medidas que ajudam a diminuir a chance do quadro surgir ou piorar.
Cuidados como manter o peso na faixa adequada, não fumar para diminuir episódios de tosse, consumir alimentos ricos em fibras para evitar prisão de ventre e adotar postura correta ao levantar peso, por exemplo, ajudam a diminuir a pressão na parede abdominal.
Em qualquer caso, a presença de dor na virilha, sensação de peso ou aparecimento de um “caroço” na região deve ser avaliada por um médico, mesmo quando os sintomas são leves ou aparecem de vez em quando.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES