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Vacina do ebola: saiba como ocorre a prevenção e transmissão da infecção

A vacina do ebola ajuda a conter surtos graves da doença; febre, vômitos e sangramentos estão entre os sintomas

Resumo
  • O ebola é uma doença viral grave transmitida por fluidos corporais
  • A vacina do ebola é eficaz contra algumas cepas, como a Zaire
  • Nem todas as variantes possuem vacina ou tratamento específico
  • Febre, vômitos, dores e sangramentos estão entre os sintomas
  • Prevenção, higiene e uso de EPIs são essenciais contra surtos
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O ebola é uma das doenças infecciosas mais graves. O vírus desperta preocupação mundial por causar febre hemorrágica severa. A transmissão ocorre por contato direto com fluidos corporais e a ausência de tratamento antiviral específico tornam a prevenção uma medida indispensável. 

Por isso a vacina do ebola entra como um fator essencial. Embora ela já exista, a sua cobertura ainda não abrange todas as variantes do ebola, como a que está causando um surto em países da África. Mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) já estuda utilizar o imunizante já existente para frear a disseminação do patógeno.

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O que é o ebola?

O ebola é uma doença causada por vírus, considerada grave, rara e que costuma ser fatal. O microrganismo foi identificado pela primeira vez em 1976, próximo ao rio Ebola, na República Democrática do Congo (RDC). Ele é uma zoonose, denominação  que classifica doenças que atingem animais e podem ser transmitidas para os humanos.

O morcego é o provável hospedeiro do patógeno. Quatro subespécies são capazes de infectar os seres humanos: Vírus Ebola (Zaire Ebolavirus), Vírus Sudão (Sudão Ebolavirus), Vírus Taï Forest (Tai Forest Ebolavirus) e Vírus Bundibugyo (Bundibugyo Ebolavirus). O Zaire é o que apresenta maior letalidade.

O atual surto em países do continente africano atinge a República Democrática do Congo e Uganda. Sendo causado pela espécie Bundibugyo, que tem uma taxa de mortalidade de 40%, de acordo com a OMS.

Por que o vírus é considerado tão perigoso?

O patógeno é visto como perigoso, por causa da sua alta taxa de letalidade e da sua capacidade de causar febre hemorrágica. A transmissão ocorre principalmente através do contato direto com sangue e fluidos corporais como vômito, diarreia, urina, saliva e sêmen. Também ocorre por meio da proximidade com tecidos de animais ou pessoas infectadas.

Durante os surtos, a infecção pode se espalhar rapidamente. O que acontece principalmente em ambientes onde há contato próximo, como no cuidado de doentes ou em rituais funerários que envolvem o manuseio dos corpos. A ausência de tratamento ou vacina específica para algumas cepas, como a Bundibugyo, torna a proliferação desenfreada ainda mais desafiadora.

Quais são os sintomas?

A sintomatologia da infecção pode variar, mas geralmente começa de forma súbita. O período entre a contaminação e a manifestação dos sintomas (período de incubação) varia de 2 a 21 dias, com uma média de 5 a 10 dias.

O indivíduo só se torna contagioso a partir do aparecimento dos primeiros sinais da doença. Ele pode apresentar febre, cefaleia, fraqueza intensa, dores musculares, dor de garganta, vômitos e diarreia. A dor abdominal, perda de apetite e dor ao engolir também podem estar presentes.

Além de manifestações hemorrágicas como sangramentos inexplicáveis na gengiva e na urina. Em casos mais avançados podem ser vistas erupções na pele seguidas de descamação, comprometimentos das funções dos rins e fígado. Alguns dos sintomas podem ser confundidos com o vírus Nipah, também capaz de causar febre, dor de cabeça e dor muscular.

A vacina do ebola existe?

A vacina do ebola existe, mas não protege contra todas as espécies. O imunizante experimental, a rVSV-ZEBOV, demonstrou ser altamente eficaz contra a cepa Zaire em um grande ensaio clínico realizado na Guiné, em 2015.

Ele foi testado em milhares de pessoas e mostrou eficácia ao ser administrada em anéis de vacinação, onde contatos de casos confirmados foram vacinados. E mesmo que o produto seja efetivo contra a Zaire, a proteção contra a cepa que está causando o surto em 2026 ainda está sob avaliação e pesquisa da OMS. 

A expectativa é de que a aplicação possa causar uma imunização cruzada, mas a decisão ainda está sendo avaliada pelo órgão.

O ebola tem cura?

Não existe um tratamento específico para neutralizar o ebola, mas os cuidados de suporte precoce são fundamentais para diminuir consideravelmente o risco de vida dos pacientes. A abordagem terapêutica foca no controle das manifestações clínicas e na estabilização do indivíduo. Ela envolve os seguintes fatores:

  • Hidratação intensiva
  • Correção de distúrbio hidroeletrolíticos: ajustes dos níveis de água e sais minerais como sódio, potássio, cálcio e magnésio do organismo
  • Estabilização hemodinâmica: manutenção da pressão arterial e batimentos cardíacos em níveis seguros
  • Tratamento de infecções bacterianas secundárias
  • Diálise renal
  • Transfusões de sangue e plasma

Quando a pessoa está totalmente livre da infecção, ela desenvolve imunidade para o vírus. Isso significa dizer que o ebola possui cura, segundo o Ministério da Saúde.

Como prevenir a doença?

A prevenção é essencial para conter a propagação viral, sobretudo em áreas de surto. Uma das principais formas de evitar a doença é justamente evitar a exposição a essas áreas. Além de fazer a higiene das mãos, lavando frequentemente com água e sabão.

Não manter contato direto com sangue, fluidos corporais ou objetos contaminados de indivíduos doentes ou suspeitos de estarem infectados também é importante. Assim como a busca por informações confiáveis e seguir as orientações das autoridades de saúde. 

Para os profissionais de saúde e qualquer pessoa que entre em contato com pacientes, o uso de Equipamentos de Proteção Individual adequados é obrigatório. A prevenção continua sendo a principal estratégia para reduzir o impacto da doença e evitar novos surtos ao redor do mundo.

Por isso, a vacina do ebola representa um avanço importante no combate à infecção de algumas cepas mais agressivas. Mas como nem todas as variantes possuem imunização totalmente eficaz ou tratamento próprio, medidas de proteção individual e informação de qualidade seguem sendo indispensáveis. 

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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  • AGÊNCIA BRASIL. Ebola: surto em Uganda e Congo é emergência de interesse internacional, alerta OMS. Brasília, DF: EBC, 2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-05/ebola-surto-em-uganda-e-congo-e-emergencia-de-interesse-internacional. Acesso em: 19 maio 2026. 
  • WORLD HEALTH ORGANIZATION. Regional Office for Africa. Ebola virus disease: FAQ vaccine. Brazzaville: WHO. Disponível em: https://www.afro.who.int/health-topics/ebola-virus-disease/faq-vaccine. Acesso em: 19 maio 2026. 
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  • BRASIL. Ministério da Saúde. Ebola. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/e/ebola. Acesso em: 19 maio 2026. 
  • PLUMMER, F. et al. The story of Canada's Ebola vaccine. CMAJ: Canadian Medical Association Journal, v. 189, n. 43, p. E1345-E1346, out. 2017. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5662448/. Acesso em: 19 maio 2026. 
  • G1. Cepa rara, vacina, médico infectado e reunião de emergência da OMS: tudo sobre o surto de ebola. Rio de Janeiro: Globo, 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/05/19/cepa-rara-vacina-medico-infectado-e-reuniao-de-emergencia-da-oms-tudo-sobre-o-surto-de-ebola.ghtml. Acesso em: 19 maio 2026. 

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