O que tomar para covid depende da intensidade dos sintomas; casos leves exigem repouso, hidratação e controle da febre
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Receber um diagnóstico positivo para Covid-19 ainda pode gerar muitas dúvidas, principalmente quando surgem sintomas como febre, dor no corpo, tosse e mal-estar. Uma das perguntas que pode surgir é: o que tomar para Covid e quais medicamentos realmente ajudam na recuperação?
Embora a maioria das infecções apresente evolução leve e possa ser tratada em casa, é importante saber que nem todo medicamento é indicado. Enquanto alguns ajudam apenas a aliviar os sintomas, outros são reservados para grupos específicos com maior risco de complicações.
Além do mais, a automedicação pode trazer riscos e atrasar a busca pelo tratamento adequado. Não deixe as dúvidas sobre o tratamento atrasarem sua recuperação. Marque uma avaliação médica na Rede Américas.
Quando a infecção por SARS-CoV-2 não apresenta sinais de gravidade, a estratégia principal é o manejo dos sintomas. O tripé do tratamento para quadros leves inclui repouso, hidratação e o uso de medicamentos sintomáticos, sempre com orientação profissional.
A febre e a dor muscular ou de cabeça estão entre as manifestações mais comuns. Além disso, em casos leves, podem ser observados tosse, coriza, mal-estar, vômitos e dor de garganta Para controlá-los, medicamentos analgésicos e antitérmicos são os mais indicados. As opções mais utilizadas incluem:
É fundamental respeitar a dose prescrita por um profissional de saúde, evitando o uso prolongado sem supervisão.
Manter uma boa hidratação é a medida mais importante. Beber bastante água, chás e sucos naturais ajuda a fluidificar as secreções e a aliviar a irritação na garganta. Banhos mornos e o uso de umidificadores de ar também podem trazer conforto respiratório.
Pastilhas para garganta ou sprays podem oferecer alívio temporário, mas o foco deve ser se manter hidratado e no repouso da voz.
Leia também: Sintomas de COVID-19: quais são e quando buscar ajuda
Existem medicamentos antivirais desenvolvidos para combater a replicação do SARS-CoV-2, como aquele que associa o nirmatrelvir e o ritonavir (NMV/r). O seu uso é restrito e não se destina a todos os pacientes.
Eles são reservados para pessoas com maior risco de evoluir para formas graves da doença, como explica o Ministério da Saúde. O objetivo é reduzir o risco de internações, complicações e óbitos em quem é mais vulnerável.
Segundo protocolos do Ministério da Saúde, o medicamento é indicado para grupos específicos. Ele inclui pacientes que preenchem os seguintes critérios:
Além disso, o tratamento com o NMV/r precisa ser iniciado nos primeiros dias de sintomas para ser eficaz. A administração deve ser realizada em até 5 dias após as manifestações clínicas aparecerem. A avaliação e a prescrição devem ser feitas exclusivamente por um médico.
A automedicação representa um risco significativo, pois alguns fármacos podem até piorar o quadro clínico. É essencial evitar o uso indiscriminado de qualquer substância.
Antibióticos são projetados para combater bactérias, não vírus. A infecção é uma doença viral. Assim, o uso de antibióticos não tem efeito sobre o SARS-CoV-2. Seu uso só é justificado quando um médico diagnostica uma infecção bacteriana secundária, como uma pneumonia bacteriana, que pode ocorrer como uma possível complicação.
Medicamentos como ivermectina e hidroxicloroquina ou cloroquina, que fizeram parte do chamado "kit covid", não possuem eficácia comprovada contra a doença, segundo o Ministério da Saúde.
O relatório do CONITEC, divulgado em 2022, mostrou que a cloroquina ou hidroxicloroquina não apresentou benefícios clínicos em pacientes hospitalizados. Por isso, a recomendação foi para não utilizá-los independentemente da via de administração ou em associação com outras substâncias.
Em 2024, o órgão governamental de saúde deixou claro que em 2020, um estudo de Caly et al. mostrou a eficácia da ivermectina contra o coronavírus apenas em laboratório (in vitro). O Ministério da da Saúde foi categórico ao dizer que a dosagem segura para humanos desse remédio é insuficiente para tratar o processo infeccioso.
E ainda afirmou que não existem evidências científicas de que a ivermectina seja eficaz e segura para a prevenção da Covid-19.
Embora a maioria dos casos seja leve, é importante monitorar os sintomas e saber identificar os sinais de alerta que indicam a necessidade de avaliação médica de urgência. Procure um pronto-socorro imediatamente se apresentar:
Ao perceber qualquer um desses sinais, não hesite em buscar ajuda. O tratamento precoce de complicações é fundamental para uma boa recuperação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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