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O que é zika vírus? Entenda sintomas, transmissão e riscos para a saúde

O zika vírus é uma infecção transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, comum em regiões tropicais; na maioria dos casos, os sintomas são leves, mas podem levar a complicações

Resumo
  • O zika vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e costuma causar sintomas leves como febre baixa, manchas na pele e dores no corpo;
  • Muitas pessoas não apresentam sintomas, mas a infecção pode trazer riscos na gravidez e estar associada a complicações neurológicas em alguns casos;
  • A transmissão também pode ocorrer por contato sexual e por transfusão de sangue, além da picada do mosquito;
  • Como os sinais se parecem com os de outras doenças, o diagnóstico depende de avaliação médica e exames específicos;
  • A prevenção envolve eliminar água parada, usar repelente e adotar cuidados para evitar a picada do mosquito.
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O zika é uma infecção causada por um vírus transmitido principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti. Na maioria dos casos, provoca sintomas leves como febre baixa, manchas vermelhas na pele e dores nas articulações.

Mesmo assim, o vírus pode atingir o sistema nervoso e está associado a complicações como síndrome de Guillain-Barré e alterações graves em bebês quando a infecção acontece na gestação, incluindo microcefalia.

A transmissão também pode ocorrer por via sexual e por transfusão de sangue, embora seja mais raro. No geral, o diagnóstico da infecção depende de exames laboratoriais, já que os sintomas podem ser parecidos com os da dengue e da febre chikungunya.

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O que é o zika vírus?

O zika é o vírus que causa a doença chamada zika. Ele pertence ao grupo dos flavivírus, o mesmo da dengue e da febre amarela, e é transmitido por mosquitos, sendo classificado como uma arbovirose, ou seja, uma infecção transmitida por artrópodes como insetos.

O vírus foi identificado pela primeira vez em 1947, em macacos na floresta Zika, em Uganda, na África, o que dá origem ao nome. Durante décadas, ele ficou restrito a surtos isolados em regiões da África e da Ásia.

A chegada e o alerta no Brasil

Mesmo com essa restrição em regiões da África e da Ásia, o cenário mudou em 2015, quando o Brasil confirmou a presença do zika no país. O País passou por uma epidemia e o vírus se espalhou por outros países das Américas.

Nesse período, órgãos de saúde como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) confirmaram a relação entre a infecção na gravidez e casos de microcefalia em bebês, uma malformação congênita grave.

Leia também: Sintomas do zika vírus: entenda quanto tempo duram e como tratar

Como o zika vírus é transmitido?

Quando o paciente conhece as vias de contágio do zika vírus, pode ficar mais atento à prevenção. A principal forma de pegar a doença é pela picada do mosquito Aedes aegypti, responsável por levar o vírus entre as pessoas.

A picada do Aedes aegypti

A transmissão acontece quando a fêmea do mosquito Aedes aegypti pica uma pessoa já infectada pelo vírus. Depois de um período em que o vírus se desenvolve dentro do mosquito, ele passa a transmitir o zika para outras pessoas por novas picadas.

O mosquito Aedes albopictus também pode transmitir, mas com menos eficiência.

Outras formas de contágio

Além da picada do mosquito transmissor, existem outras formas de contágio, que incluem:

  • Transmissão por sangue: é rara, mas pode acontecer por transfusão de sangue contaminado;
  • Transmissão vertical: ocorre da mãe para o bebê durante a gestação e pode levar à Síndrome Congênita do Zika;
  • Transmissão sexual: o vírus pode ser transmitido por relações sexuais sem proteção com uma pessoa infectada, mesmo sem sintomas. Isso acontece porque o zika pode permanecer no sêmen por mais tempo do que em outros fluidos corporais.

Embora sejam menos comuns que a transmissão pelo mosquito, essas formas também permitem a circulação do vírus e aumentam a necessidade de atenção em diferentes situações de contato.

Leia também: Sintomas do zika vírus em gestantes: veja sinais de alerta e o que fazer

Quais são os sintomas da infecção por zika?

Um dos desafios do diagnóstico certo do zika vírus é que muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas ou têm um quadro leve, que costuma durar de dois a sete dias. O CDC estima que cerca de 80% das infecções não causam sintomas.

Mesmo quando os sintomas são leves ou ausentes em adultos, a infecção pode trazer riscos durante a gestação, com possibilidade de alterações neurológicas no feto, incluindo a microcefalia. Quando aparecem, os sinais podem incluir:

  • Febre baixa, em torno de 37,8°C a 38,5°C;
  • Vermelhidão nos olhos sem presença de secreção;
  • Dor de cabeça, com maior intensidade na região atrás dos olhos;
  • Dores leves nas articulações e nos músculos, principalmente em mãos e pés;
  • Manchas vermelhas na pele com coceira forte, que geralmente aparecem primeiro.

Como os sintomas podem ser leves ou parecidos com os de outras doenças, a confirmação do zika depende de avaliação médica e de exames de sangue.

Qual a diferença entre zika, dengue e chikungunya?

Como zika, dengue e chikungunya são doenças transmitidas pelo mesmo mosquito e que têm sintomas iniciais parecidos, é comum que os pacientes se confundam. Algumas diferenças nos sinais podem ajudar na avaliação, mas a confirmação depende do médico.

Característica

Zika

Dengue

Chikungunya

Febre

Ausente ou baixa, com menos de 38,5ºC

Alta, com mais de 38,5°C, e súbita

Alta, com mais de 38,5°C, e súbita

Manchas na pele

Muito frequente, com coceira forte

Frequente, geralmente sem coceira

Frequente, pode ser em mãos e pés

Dor nas articulações

Leve a moderada

Pode acontecer, mas é menos forte

Muito forte e incapacitante

Conjuntivite

Frequente, mas sem secreção com pus

Rara

Pode acontecer

A diferenciação entre essas doenças ajuda o médico a definir o melhor tratamento e a acompanhar possíveis riscos, principalmente em gestantes e pessoas com condições de saúde pré-existentes.

Leia também: Dengue na gravidez: o que é e quando buscar atendimento médico

Quais são os perigos associados ao zika?

Apesar de a fase aguda da doença ser leve na maioria dos casos, as complicações neurológicas e congênitas são o principal ponto de atenção no zika vírus. A OMS destaca a relação entre a infecção e esses riscos, especialmente durante a gestação.

A relação com a microcefalia em bebês

A infecção pelo zika durante a gestação pode causar a Síndrome Congênita do Zika. A microcefalia é uma das principais consequências e ocorre quando o cérebro do bebê não se desenvolve como esperado, resultando em um tamanho menor da cabeça.

O vírus pode atravessar a placenta e afetar o desenvolvimento do cérebro e da visão do feto, causando danos permanentes. E, além da microcefalia, a síndrome pode envolver outras alterações cerebrais, problemas de visão e audição e atraso no desenvolvimento.

Os riscos são maiores quando a infecção acontece no primeiro trimestre da gravidez, fase inicial da formação do bebê.

A síndrome de Guillain-Barré

Em adultos e crianças, a infecção por zika pode estar associada à síndrome de Guillain-Barré, que é uma condição rara em que o sistema de defesa do corpo passa a atacar os nervos, causando fraqueza muscular que pode piorar com o tempo e, em casos mais graves, levar à paralisia.

A recuperação pode ser lenta e, em alguns casos, exige acompanhamento e tratamento no hospital.

Leia também: Mudanças no corpo da gestante mês a mês explicadas

Como é feito o diagnóstico e o tratamento do zika?

O diagnóstico do zika é feito principalmente com base nos sintomas e no histórico, como viagens para onde há circulação do vírus. Exames de sangue ou urina podem ajudar a confirmar a infecção ou a presença de anticorpos, mas nem sempre são necessários.

A confirmação pode ser difícil porque os anticorpos podem seguir no organismo por um longo período depois da infecção inicial. No geral, não existe tratamento antiviral específico para o zika vírus, e o cuidado é voltado para o alívio dos sintomas, podendo incluir:

A automedicação deve ser evitada. Remédios anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno, e os que contêm ácido acetilsalicílico não devem ser tomados, pois podem aumentar o risco de sangramentos, principalmente quando há suspeita de dengue.

Como se prevenir contra o zika vírus?

A prevenção é o jeito mais eficaz de evitar o zika vírus e envolve duas frentes: o controle do mosquito transmissor e a proteção individual. Sendo assim, é possível:

  • Instalar barreiras físicas: use telas em janelas e portas e mosquiteiros sobre as camas para reduzir o contato com o mosquito;
  • Vestir roupas adequadas: em áreas com mais mosquitos, prefira roupas de manga longa e calças compridas, de preferência em cores claras;
  • Usar repelentes: aplique repelente nas áreas expostas do corpo, principalmente os que contêm Icaridina, DEET ou IR3535, seguindo as orientações do fabricante;
  • Proteger gestantes: durante a gravidez, os cuidados devem ser redobrados e, se o parceiro vive ou esteve em área de risco, o uso de preservativo é recomendado;
  • Eliminar a água parada: o mosquito Aedes aegypti se reproduz em água limpa e parada. Verifique e elimine possíveis criadouros em casa e no trabalho, como pneus, garrafas, vasos de plantas e calhas.

O controle do zika vírus depende da participação de todos. Por isso, ao adotar essas medidas, dá para diminuir o risco de infecção e proteger a própria família e outras pessoas ao redor.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Chikungunya. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/chikungunya. Acesso em: 05 mai. 2026.
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Dengue. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/dengue. Acesso em: 05 mai. 2026.
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Microcefalia. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/m/microcefalia. Acesso em: 05 maio 2026.
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Zika vírus. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/z/zika-virus. Acesso em: 05 mai. 2026.
  • CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Clinical considerations for pregnant women with possible zika virus infection. Disponível em: https://www.cdc.gov/zika/hcp/clinical-pregnant/. Acesso em: 05 mai. 2026.
  • CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Congenital zika syndrome and other birth defects. Disponível em: https://www.cdc.gov/zika/czs/. Acesso em: 05 mai. 2026.
  • CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Sexual transmission of zika virus. Disponível em: https://www.cdc.gov/zika/hcp/sexual-transmission/. Acesso em: 05 mai. 2026.
  • CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Testing for zika. Disponível em: https://www.cdc.gov/zika/testing/. Acesso em: 05 mai. 2026.
  • CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Zika symptoms and complications. Disponível em: https://www.cdc.gov/zika/signs-symptoms/. Acesso em: 05 mai. 2026.
  • RASMUSSEN, S. A. et al. Zika virus and birth defects - reviewing the evidence for causality. New England Journal of Medicine. Disponível em: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMsr1604338. Acesso em: 05 mai. 2026.
  • WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Zika virus. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/zika-virus. Acesso em: 05 maio 2026.

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