Hanseníase é contagiosa? Saiba as formas de transmissão e como tratar
A hanseníase provoca lesões na pele e alterações neurológicas, como manchas e perda de sensibilidade; as mudanças no corpo nem sempre são percebidas de imediato
Resumo
- A hanseníase é uma infecção bacteriana que afeta principalmente a pele e os nervos e evolui de forma lenta;
- A transmissão acontece em contato próximo e prolongado com pessoas sem tratamento e para depois do início dos remédios;
- A doença pode causar perda de sensibilidade, fraqueza muscular e manchas ou nódulos na pele ao longo do tempo;
- O diagnóstico é feito por um médico com avaliação da pele e dos nervos e, em alguns casos, com exames da pele;
- O tratamento é feito com antibióticos combinados, e leva à cura quando seguido até o fim do jeito certo, sem interrupções.
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A hanseníase é contagiosa quando a pessoa doente não faz o tratamento certo. A transmissão acontece pela respiração, em contato próximo e frequente com alguém sem remédio. O contágio para logo após o início do tratamento, o que permite o convívio.
A doença atinge a pele e os nervos periféricos, causando manchas e perda de sensibilidade. O diagnóstico precoce ajuda a evitar sequelas físicas, já que o tratamento permite a recuperação completa do paciente.
Dermatologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pessoas com hanseníase. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O que é a hanseníase?
A hanseníase, antes chamada de lepra, é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, conhecida como bacilo de Hansen. Ela atinge principalmente a pele, os nervos, as vias respiratórias superiores, os olhos e os testículos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o diagnóstico precoce e o tratamento completo são importantes para a cura e para evitar o avanço da doença e o aparecimento de incapacidades físicas.
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Como a hanseníase é transmitida?
A hanseníase é contagiosa, mas não se transmite em contatos rápidos ou casuais. A transmissão acontece pelas vias respiratórias, por gotículas de saliva ou secreções nasais eliminadas ao falar, tossir ou espirrar, quando a pessoa tem a doença e não trata.
Esses casos costumam apresentar mais de cinco manchas na pele e maior quantidade da bactéria, o que aumenta o risco de transmissão. Para que o contágio aconteça, é necessário contato direto, próximo e prolongado com a pessoa doente.
De acordo com o Ministério da Saúde, a maioria das pessoas tem defesa natural contra a bactéria Mycobacterium leprae e não desenvolve a doença mesmo em contato com o agente infeccioso.
Quais são os mitos sobre o contágio?
O estigma em torno da hanseníase foi responsável por gerar uma série de informações falsas. Por isso, é importante saber que a doença não é transmitida entre as pessoas por:
- Relações sexuais;
- Picadas de insetos;
- Abraços, beijos ou apertos de mão;
- Uso das mesmas roupas, toalhas ou lençóis;
- Compartilhamento de pratos, talheres e copos.
Diante disso, conviver com uma pessoa com hanseníase em casa ou no dia a dia é seguro, principalmente quando ela já está em tratamento.
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Quando o paciente não transmite mais a doença?
O ponto mais importante para diminuir o medo da hanseníase é entender que a transmissão acontece só em contato próximo e prolongado com uma pessoa sem tratamento. Quando o paciente inicia a poliquimioterapia, os remédios interrompem a transmissão da bactéria.
Segundo o Ministério da Saúde, depois de algumas semanas de tratamento, a pessoa já não transmite a doença, o que permite o convívio com familiares e outras pessoas sem risco. Sendo assim, o diagnóstico rápido e o início imediato do tratamento são importantes para a cura e para interromper a cadeia de transmissão na comunidade.
Quais os primeiros sintomas da hanseníase?
O tempo entre o contato com a bactéria e o aparecimento dos primeiros sintomas da hanseníase é longo e pode variar de dois a sete anos. Por isso, observar os sinais desde o início ajuda a procurar atendimento médico mais cedo, incluindo:
- Ressecamento dos olhos ou da pele;
- Caroços (nódulos) pelo corpo, alguns doloridos;
- Perda de força muscular em algumas partes do corpo;
- Formigamento, dormência ou sensação de choque em mãos, pés, braços e pernas;
- Manchas na pele (esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas) com perda ou alteração da sensibilidade ao calor, dor ou toque.
Sem diagnóstico e o tratamento certo, a infecção pode avançar e causar perda maior de sensibilidade, principalmente em mãos, pés e olhos.
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Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico da hanseníase é feito por um médico a partir da avaliação da pele e dos nervos, observando sinais clínicos e o histórico de contato do paciente. Em alguns casos, pode ser preciso coletar uma pequena amostra da pele para análise.
O tratamento, por sua vez, usa uma combinação de antibióticos chamada poliquimioterapia. A duração depende do tipo da doença, mas o tratamento permite a cura. Para isso, porém, é importante seguir o uso dos remédios até o final, sem interrupções.
Quem tem hanseníase pode conviver com pessoas?
Uma pessoa em tratamento para hanseníase pode manter a rotina de trabalho, estudo e convívio familiar e social normalmente. O início do tratamento interrompe a transmissão de forma rápida e permite o convívio seguro com outras pessoas.
O isolamento de pacientes não é mais indicado desde a década de 1960 e é considerado desnecessário. O apoio de familiares e amigos contribui para a continuidade do tratamento e para o bem-estar emocional, além de ajudar a diminuir o preconceito pela doença.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
Bibliografia
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