Loading
InícioSaúdeTratamentos

Resuma este artigo com IA:

Loading

Diálise e hemodiálise: entenda as diferenças e como elas funcionam

Saiba o que é a terapia renal substitutiva e como os dois principais métodos, hemodiálise e diálise peritoneal, atuam no organismo.

Resumo
  • Diálise é o termo geral para o tratamento que substitui a função dos rins, enquanto a hemodiálise é um tipo específico de diálise.
  • A hemodiálise filtra o sangue fora do corpo, usando uma máquina conhecida como "rim artificial".
  • A diálise peritoneal utiliza uma membrana do próprio abdômen, o peritônio, para filtrar o sangue internamente.
  • A escolha entre os métodos depende de fatores clínicos, estilo de vida e decisão conjunta com o médico nefrologista.
  • Ambos os tratamentos visam remover toxinas e o excesso de líquidos do corpo.
diálise e hemodiálise​1.webp

O diagnóstico de insuficiência renal chega e, com ele, um vocabulário novo e que pode parecer intimidador. Termos como "diálise" e "hemodiálise" surgem nas conversas com a equipe de saúde, e é natural sentir-se confuso sobre o que cada um significa e qual o seu impacto no dia a dia. Entender essas diferenças é o primeiro passo para uma participação ativa no seu tratamento.

Nefrologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento desse tipo de quadro. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

Hospital

Endereço

Agendamento

Hospital Brasília

SHIS QI 15

Agende sua consulta com um nefrologista em Brasília..

Hospital e Mat. Christóvão da Gama Sto Andre

Av. Dr Erasmo, 18

Marque sua consulta com um nefrologista em Santo André.

Encontre um nefrologista perto de você.

O que é diálise e quando ela é necessária?

A diálise é um tratamento médico que realiza artificialmente a principal função dos rins: filtrar o sangue. Quando os rins perdem sua capacidade de remover resíduos, toxinas e o excesso de líquido do corpo, a diálise se torna essencial para manter o equilíbrio do organismo e a vida do paciente.

Este procedimento é indicado em casos de insuficiência renal, que pode ser aguda, quando há uma perda súbita da função renal com chance de recuperação, ou crônica, quando a perda é gradual e permanente. O médico nefrologista é o especialista que avalia a necessidade e o momento certo para iniciar a terapia.

Leia também: Veja o que é a doença renal aguda

Quais são os principais tipos de diálise?

Embora muitas pessoas usem "diálise" e "hemodiálise" como sinônimos, a hemodiálise é, na verdade, um dos dois principais tipos de terapia dialítica. A outra modalidade é a diálise peritoneal. A diferença fundamental entre elas está em onde e como o sangue é filtrado. Em essência, a diálise peritoneal usa o próprio abdômen do paciente, enquanto a hemodiálise emprega máquinas externas.

O tempo e a frequência de ambos os tratamentos são cuidadosamente ajustados conforme a necessidade clínica individual.

Hemodiálise (hd): a filtragem externa do sangue

A hemodiálise é o método mais conhecido. Neste tratamento, o sangue do paciente é retirado do corpo e bombeado para uma máquina. Dentro dela, o sangue passa por um filtro especial, chamado dialisador ou "rim artificial", que remove as impurezas e o excesso de líquidos.

Após ser filtrado, o sangue limpo é devolvido ao corpo do paciente. Para que esse processo ocorra, é necessário um acesso vascular, geralmente uma fístula arteriovenosa (FAV) ou um cateter, que permite um fluxo sanguíneo adequado para a máquina. É importante notar que essa filtragem rápida de toxinas e líquidos pelo equipamento externo exige monitoramento cuidadoso da pressão arterial, para prevenir quedas bruscas durante a sessão.

Enquanto as sessões de hemodiálise convencional duram cerca de 4 horas, existem terapias de substituição renal contínuas que podem se estender por períodos mais longos, como 21 horas ou até 45 horas seguidas. 

Esses tratamentos prolongados permitem um controle mais preciso dos líquidos e uma limpeza profunda de substâncias tóxicas do sangue. Estudos mostram que a hemodiálise, seja convencional ou contínua, tem impactos semelhantes na contagem de plaquetas sanguíneas.

Diálise peritoneal (dp): a filtragem interna abdominal

Na diálise peritoneal, o processo de filtragem ocorre dentro do próprio corpo do paciente. O tratamento utiliza o peritônio, uma membrana natural que reveste a cavidade abdominal, como filtro.

Um cateter flexível é implantado cirurgicamente no abdômen. Através dele, uma solução de diálise é infundida na cavidade peritoneal. Essa solução permanece ali por algumas horas, absorvendo as toxinas e o excesso de líquido do sangue através dos vasos do peritônio. Posteriormente, o líquido com as impurezas é drenado para uma bolsa e descartado.

Como a hemodiálise e a diálise peritoneal se comparam na prática?

Compreender as diferenças práticas entre os dois métodos ajuda na tomada de decisão. A tabela abaixo resume os principais pontos de comparação entre as terapias.

Característica

Hemodiálise (HD)

Diálise Peritoneal (DP)

Local do tratamento

Geralmente em clínicas especializadas, centros de diálise ou hospitais.

Realizada pelo próprio paciente ou por um cuidador, em casa ou no trabalho.

Frequência

Normalmente 3 vezes por semana.

Diariamente (várias trocas durante o dia ou uma troca contínua durante a noite).

Duração da sessão

Em média, de 3 a 4 horas por sessão.

As trocas manuais levam cerca de 30-40 minutos; a automatizada ocorre durante o sono (8-10 horas).

Mecanismo

Filtração do sangue por uma máquina externa (rim artificial).

Filtração do sangue através da membrana peritoneal, dentro do abdômen.

Acesso necessário

Fístula arteriovenosa (FAV) ou cateter venoso central.

Cateter peritoneal implantado permanentemente no abdômen.

Qual o impacto de cada tratamento na rotina do paciente?

O impacto no estilo de vida é um dos fatores mais importantes na escolha do tratamento. A hemodiálise impõe uma rotina mais rígida, com deslocamentos frequentes até a clínica em dias e horários fixos. Por outro lado, proporciona contato regular com a equipe de saúde e outros pacientes.

Já a diálise peritoneal oferece maior flexibilidade e autonomia, permitindo que o paciente realize o tratamento em casa e adapte os horários à sua rotina. Contudo, exige mais responsabilidade, disciplina com a higiene para evitar infecções e um espaço adequado em casa para armazenar os materiais.

É possível que os rins voltem a funcionar após iniciar a diálise?

Essa é uma dúvida comum e a resposta depende da causa da insuficiência renal. Em casos de lesão renal aguda, causada por infecções graves ou intoxicação, por exemplo, os rins podem se recuperar. Nesses cenários, a diálise funciona como um suporte temporário até que a função renal seja restabelecida.

Nesses casos de lesão renal aguda, a filtração por máquina limpa o sangue externamente, removendo substâncias inflamatórias e toxinas. Esse processo oferece suporte essencial ao corpo, dando tempo para que os rins recuperem sua função natural.

No entanto, na doença renal crônica, que geralmente é progressiva e causada por condições como diabetes e hipertensão, a perda da função renal é considerada permanente. Para esses pacientes, a diálise é um tratamento contínuo, sendo o transplante renal a única alternativa para substituir completamente a função dos rins.

Como é a escolha do tipo de tratamento?

A decisão sobre o melhor tipo de diálise não é unilateral. Ela é feita em conjunto entre o paciente, seus familiares e a equipe de nefrologia. Diversos fatores são considerados nessa escolha, como:

  • a condição clínica geral do paciente;
  • a presença de outras doenças;
  • o estilo de vida e a rotina de trabalho;
  • a capacidade de autocuidado e o suporte familiar;
  • a preferência pessoal após receber todas as informações.

Ambos os métodos são eficazes para a substituição da função renal. Conversar abertamente com seu médico nefrologista sobre suas dúvidas, medos e expectativas é fundamental para encontrar a terapia que melhor se adapta às suas necessidades e permite a manutenção da qualidade de vida.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • ÇELEĞEN, K.; ÇELEĞEN, M. A retrospective analysis: the outcome of renal replacement therapies in critically ill children. Revista da Associação Médica Brasileira, [s. l.], 2022. DOI: https://www.scielo.br/j/ramb/a/fSdRJZxRJzfnS5Nwc7KVSMh/?lang=en. Acesso em: 04 abr. 2026.
  • GRIFFIN, B. R. et al. Effects of baseline thrombocytopenia and platelet decrease following RRT initiation in patients with severe AKI. Critical care medicine, [s. l.], [s. d.]. DOI: https://journals.lww.com/ccmjournal/abstract/2019/04000/effects_of_baseline_thrombocytopenia_and_platelet.32.aspx.  Acesso em: 04 abr. 2026.
  • MIAO, H. et al. Continuous renal replacement therapy in pediatric severe sepsis: a propensity score-matched prospective multicenter cohort study in the PICU. Critical Care Medicine, [S. l.], v. 47, n. 10, p. e835–e842, set. 2013. DOI: https://journals.lww.com/ccmjournal/fulltext/2019/10000/continuous_renal_replacement_therapy_in_pediatric.36.aspx.  Acesso em: 04 abr. 2026.
  • RATNANINGRUM, A. et al. Early continuous renal replacement therapy for postoperative patient with acute kidney injury following total pancreato-splenectomy: a case report. Journal of Medical Case Reports, [S. l.], 17 maio 2023. DOI: https://link.springer.com/article/10.1186/s13256-023-03923-z.  Acesso em: 04 abr. 2026.
  • TEMTANAKITPAISAN, Y.; SAENGNIPANTHKUL, S.; VUTTHIKRAIVIT, W. Meta-analysis of prophylactic renal replacement therapy after cardiac catheterization in patients with chronic kidney disease. Anatolian Journal of Cardiology, [s. l.], set. 2023. DOI: https://anatoljcardiol.com/article/AJC-55968. Acesso em: 04 abr. 2026.

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

Rua Jaguaruna, 105 – Campo Grande

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Hospital Brasília

Hospital Brasília

Localização

St. de Habitações Individuais Sul QI 15 - Lago Sul, Brasília - DF, 71681-603

Telefone(61) 4020-0057

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

St. Sudoeste QMSW 4 - Cruzeiro / Sudoeste / Octogonal, Brasília - DF, 70680-400

Telefone(61) 2196-5300

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin, São Paulo - SP

Telefone(11) 3040-8000

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP

Telefone(11) 3821-5300

Foto do AMO - Feira de Santana

AMO - Feira de Santana

Localização

Ed. Meddi - Av. Getúlio Vargas, 844 - 3 andar - Centro, Feira de Santana - BA, 44001-525

Telefone(71) 4020-5599

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, 24020-096

Telefone(21) 2729-1000

Ícone do WhatsAppÍcone médicoAgende sua consulta