Entenda por que essa condição renal é silenciosa no início e quais os sinais que exigem atenção médica imediata para evitar complicações
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Você convive com o diabetes e se sente bem na maior parte do tempo ao seguir o tratamento. No entanto, uma preocupação comum é saber se a condição está afetando silenciosamente outras partes do corpo, como os rins. A principal complicação renal do diabetes, a nefropatia diabética, não costuma dar avisos no início. Por isso manter o acompanhamento médico regular é essencial. Agende sua consulta com um nefrologista.
A nefropatia diabética desenvolve-se de forma lenta e progressiva. Nos estágios iniciais, os rins começam a apresentar pequenas lesões em seus filtros (glomérulos) devido aos níveis elevados de açúcar no sangue ao longo dos anos. Essa fase inicial é silenciosa e progride lentamente.
A ausência de sintomas no começo significa que sinais como a perda de proteína e a anemia só se manifestam quando a doença renal já atingiu um estágio mais avançado. É compreensível que a ausência de dor ou desconforto gere uma falsa sensação de segurança.
O verdadeiro primeiro sinal da doença não é algo que se pode sentir, mas sim um achado laboratorial: a microalbuminúria. Trata-se da presença de pequenas quantidades da proteína albumina na urina, indicando que os filtros renais já não estão funcionando perfeitamente.
Assim, a única forma de detectar o problema no começo é por meio de exames de rotina. Sem esse acompanhamento, muitos pacientes só descobrem a condição quando a função renal já está significativamente comprometida.
Quando a sintomatologia finalmente aparece, ela indica que o dano aos rins já é considerável e a capacidade de filtração do sangue está reduzida. Reconhecer os sinais é necessário para buscar ajuda médica especializada o quanto antes.
Um dos sinais mais característicos é a urina com aspecto espumoso. Essa espuma, que não desaparece rapidamente, é causada pela perda excessiva de proteínas.
A urina com espuma é um sinal tardio de que os rins estão perdendo proteínas e filtrando mal o sangue, o que indica que lesões renais já estão presentes. Quando estão saudáveis, eles mantêm a albumina no sangue. Mas quando danificados, permitem que ela "vaze" para a urina.
O acúmulo de líquido no corpo é outro sintoma comum. Esse inchaço, conhecido como edema, aparece principalmente nos pés, tornozelos e pernas. Sendo um sinal de que os rins já estão perdendo proteínas e sofrendo danos graves. Em casos mais graves, pode ocorrer também nas mãos e no rosto, especialmente ao redor dos olhos pela manhã.
A fadiga que não melhora com o descanso pode ter duas causas principais na nefropatia diabética. A primeira é o acúmulo de toxinas no sangue (uremia), que o rim doente não consegue mais filtrar. A segunda é a anemia, pois os rins também são responsáveis por produzir um hormônio que estimula a produção de glóbulos vermelhos; a presença de anemia é um indicativo de que a doença renal já está em estágio avançado.
Além disso, o esgotamento físico e o cansaço extrem podem afetar o bem-estar emocional e elevar o risco de depressão.
Os rins desempenham um papel central na regulação da pressão arterial. Quando estão danificados, esse controle fica prejudicado, levando a um aumento da pressão ou dificultando o tratamento da hipertensão já existente. Uma pressão que se torna subitamente difícil de controlar pode ser um sinal de alerta.
Conforme a função renal diminui, outros sintomas podem surgir, indicando um quadro mais grave. Fique atento a:
Dado que a doença é silenciosa, o rastreamento ativo é a principal ferramenta de proteção. O diagnóstico é simples e baseia-se em dois exames recomendados anualmente para todas as pessoas com diabetes, especialmente após cinco anos do diagnóstico do tipo 1 ou desde o momento do diagnóstico do tipo 2.
A prevenção é a estratégia mais importante e eficaz. Adotar um controle rigoroso do diabetes e de outras condições associadas pode reduzir drasticamente o risco de desenvolver a nefropatia ou retardar sua progressão.
As medidas fundamentais incluem:
O acompanhamento regular com um endocrinologista já inclui a vigilância da saúde renal. Mas o médico deve ser procurado com urgência se o indivíduo apresentar qualquer um dos sintomas avançados descritos, como urina espumosa ou inchaço.
Caso os exames de rotina mostrem alterações, o médico poderá indicar uma avaliação com um nefrologista. O especialista em doenças dos rins, auxilia a ter um acompanhamento mais específico e direcionado para tratar a nefropatia diabética.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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