Entenda por que o imunizante é recomendado em qualquer trimestre, como funciona o esquema de doses e seu papel fundamental no pré-natal
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A consulta de pré-natal avança e, com a caderneta de vacinação em mãos, surgem as dúvidas. Entre as diversas orientações sobre exames e cuidados, a imunização é bastante importante. Uma das principais recomendações é a vacina contra a hepatite B. Ela desempenha um papel essencial na saúde da mãe e do bebê.
Além de proteger a gestante contra uma infecção que pode comprometer o fígado, a vacinação é uma das medidas mais eficazes para evitar a transmissão do vírus para o recém-nascido durante o parto. Manter a proteção em dia é um dos cuidados mais importantes durante a gestação. Agende sua consulta na Rede Américas e receba orientações sobre os imunizantes recomendados no pré-natal.
A hepatite B é uma infecção viral que ataca o fígado, podendo evoluir para formas crônicas, como cirrose ou câncer hepático. Durante a gestação, o maior risco associado à doença é a chamada transmissão vertical. O que ocorre quando o vírus é transmitido da mãe para o bebê, geralmente no momento do parto.
Por isso, o imunizante faz parte do calendário vacinal da gestante. A vacinação é essencial para evitar que ocorra esse tipo de transmissão. Assim como a triagem pré-natal. Um recém-nascido infectado tem um risco superior a 90% de desenvolver a forma crônica da hepatite B, com graves consequências a longo prazo, afirma o Ministério da Saúde.
A prevenção é considerada uma estratégia de proteção dupla: ela protege a mãe e impede que o bebê seja contaminado. Conferindo ao recém-nascido a chamada imunidade passiva, aquela recebida pela mãe, diz a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Os anticorpos passam a ser transferidos ativamente para a placenta a partir da 20º semana, e essa transferência tem um aumento progressivo até o término da gestação, protegendo o bebê.
Artigo publicado na Vaccine, em 2018, mostra que a vacina é considerada segura. Ela é produzida por engenharia genética a partir de partículas não infectantes do vírus, sendo classificada como uma vacina inativada. Isso significa que ela não contém o vírus vivo e, portanto, não apresenta risco de causar a doença na mãe ou no feto.
Devido ao seu alto perfil de segurança, ela pode ser administrada a qualquer momento da gestação. A recomendação é iniciar a vacinação o mais cedo possível no pré-natal para garantir que o esquema seja completado antes do parto, oferecendo a máxima proteção.
As reações adversas são raras e, quando ocorrem, costumam ser leves e localizadas. As mais comuns incluem:
Leia também: O que causa hepatite? Saiba identificar os riscos e sintomas
O esquema da vacina contra a hepatite B em gestante deve ser feito se ela não recebeu a vacina ou não tem como comprovar a vacinação prévia. O esquema padrão recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria é:
É fundamental seguir os intervalos para que o organismo produza a quantidade necessária de anticorpos. Caso não seja possível concluir o esquema antes do parto, a gestante deve retomar a vacinação no pós-parto para completar as doses restantes, segundo a SBP.
Muitas mulheres podem ter dúvidas sobre sua situação vacinal. Nesses casos, a orientação é clara e visa garantir a proteção sem a necessidade de reiniciar esquemas desnecessariamente. De acordo com a APS Redes, uma iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Mundial da Saúde, estas são as indicações:
Se você já tomou uma ou duas doses da vacina contra hepatite B em algum momento da vida, não é preciso começar do zero. O esquema deve ser apenas completado, aplicando as doses que faltam para totalizar três, respeitando os intervalos mínimos entre elas.
Na ausência da caderneta de vacinação ou de qualquer registro, a recomendação é considerar a gestante como não vacinada e iniciar o esquema completo de três doses. Em alguns casos, o médico pode solicitar um exame de sangue (Anti-HBs) para verificar a presença de anticorpos. Se o resultado for negativo ou abaixo do nível de proteção, a vacinação é indicada.
Leia também: Exames para Hepatite B: quais são, tipos e diagnóstico
Além da vacinação, a testagem para hepatite B é um procedimento padrão no pré-natal. O exame de sangue (HBsAg) detecta se a gestante tem uma infecção ativa pelo vírus. O diagnóstico precoce é importante para adotar medidas que reduzam ainda mais o risco de transmissão para o bebê.
Se o teste for positivo, a criança deverá receber a primeira dose da vacina contra hepatite B nas primeiras duas horas de vida ou até 12 horas de vida. Além da imunoglobulina humana anti-hepatite B, uma dose extra de anticorpos prontos para combater o vírus imediatamente.
Manter a caderneta de vacinação atualizada é um dos maiores atos de cuidado durante a gestação. O imunizante contra a infecção é uma ferramenta poderosa e segura para proteger a sua saúde e garantir um começo de vida mais seguro para o seu bebê. Converse sempre com o médico obstetra e esclareça todas as suas dúvidas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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