A hepatite B pode ser aguda ou crônica e nem sempre causa sintomas no início; o tratamento busca controlar o vírus e proteger o fígado de complicações permanentes
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O tratamento da hepatite B varia conforme a fase da doença e pode envolver só acompanhamento do fígado ou uso de antivirais. Em muitos casos de infecção aguda, não há necessidade de remédios, pois o sistema imunológico consegue eliminar o vírus sozinho.
Quando a infecção dura mais de seis meses e se torna crônica, o tratamento costuma incluir medicamentos como tenofovir ou entecavir, que ajudam a bloquear a multiplicação do vírus no organismo.
No geral, esses medicamentos não eliminam totalmente o vírus, mas reduzem sua quantidade no sangue e ajudam a proteger o fígado de inflamações contínuas, diminuindo o risco de cirrose e câncer hepático.
Hepatologistas são os médicos que atendem pacientes com hepatite B, fazendo o diagnóstico e indicando o tratamento certo. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A hepatite B é uma infecção causada por um vírus que atinge o fígado e provoca inflamação. Ela pode se manifestar de duas formas: aguda, quando a infecção é recente e dura pouco tempo, ou crônica, quando o vírus fica no organismo por mais de seis meses.
No caso da forma crônica, o tratamento é importante para evitar que a inflamação prejudique o fígado com o passar do tempo. Sem esse controle, a doença pode evoluir para problemas graves, como cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado.
Sendo assim, o objetivo é impedir a multiplicação do vírus e reduzir o impacto da infecção.
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Depois de um resultado positivo para hepatite B, é preciso identificar se a infecção é recente (aguda) ou se já está presente há mais tempo (crônica). Isso é feito por um médico, com base em exames de sangue, como o HBsAg, que confirma a presença do vírus.
A partir dessa definição, o tratamento é escolhido. Na forma aguda, na maioria dos casos, o cuidado envolve acompanhamento e repouso, já que o próprio corpo pode eliminar o vírus. Já na forma crônica, pode ser preciso o uso contínuo de antivirais para controlar a infecção.
Na maioria dos adultos com sistema imunológico saudável, a hepatite B aguda melhora sozinha. Nesses casos, o corpo consegue combater e eliminar o vírus em algumas semanas ou meses. Por isso, geralmente não há necessidade de antivirais.
Por isso, o cuidado costuma se concentrar em medidas de apoio ao organismo, como:
Mesmo depois da melhora dos sintomas, o acompanhamento médico ainda é necessário para confirmar se o vírus foi eliminado. Nessa situação, os exames de sangue ajudam a avaliar se o fígado voltou ao normal e se não há sinais de infecção ativa no organismo.
Quando a infecção dura mais de seis meses, a hepatite B é considerada crônica. Nesse caso, o tratamento tem como foco controlar a multiplicação do vírus da hepatite B e reduzir ao máximo a quantidade dele no sangue, o que ajuda a diminuir a inflamação no fígado.
O uso de antivirais pode ser indicado de forma precoce para controlar a atividade do vírus e evitar que a doença avance. No geral, essa estratégia é usada para proteger o fígado e reduzir o risco de danos mais graves no futuro.
Porém, nem todas as pessoas com hepatite B crônica precisam iniciar tratamento na hora. A decisão depende de exames e da avaliação médica, que considera a quantidade de vírus no sangue, as enzimas do fígado e possíveis sinais de lesão hepática.
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O tratamento da hepatite B crônica evoluiu muito nos últimos anos. Atualmente, os principais medicamentos são antivirais em comprimidos, que ajudam a controlar o vírus com eficácia e costumam ser bem tolerados pelo organismo, e incluem:
Na maioria dos casos, o tratamento com antivirais orais precisa ser feito todos os dias e por tempo prolongado. O paciente deve seguir corretamente todas as orientações médicas para manter o vírus sob controle e evitar que ele se torne resistente aos remédios.
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De acordo com o Ministério da Saúde, os tratamentos atuais para hepatite B crônica não eliminam totalmente o vírus do corpo, porque ele pode permanecer escondido nas células do fígado, o que torna a cura completa um desafio para a medicina.
Mesmo assim, os antivirais conseguem controlar a infecção, reduzindo o vírus a níveis muito baixos ou indetectáveis. Esse controle faz com que o fígado volte a funcionar melhor e impede que a doença avance.
Com o vírus sob controle, o risco de complicações graves, como cirrose e câncer de fígado, diminui de forma significativa. Por isso, manter o tratamento é importante para proteger a saúde do fígado ao longo do tempo.
Em casos em que o câncer de fígado aparece, existem opções de tratamento mais avançadas, que podem incluir terapias combinadas para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a sobrevida.
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O acompanhamento com um especialista é importante no cuidado da hepatite B crônica, mesmo nos casos em que ainda não há necessidade de remédios. As consultas regulares ajudam a avaliar a atividade da doença e a identificar qualquer sinal de progressão.
Nesse acompanhamento, alguns exames são pedidos com frequência para monitorar o fígado e o vírus, como a carga viral (HBV-DNA), que mede a quantidade de vírus no sangue e indica o nível de atividade da infecção. Por outro lado, os exames de função hepática, como TGO e TGP, mostram se há inflamação ou lesão nas células do fígado.
Também podem ser feitos exames de imagem, como a ultrassonografia de abdômen, que avalia a estrutura do fígado e ajuda a identificar possíveis nódulos. Em alguns casos, é indicada a elastografia hepática, um exame não invasivo que mede a rigidez do fígado e ajuda a estimar o grau de fibrose, ou seja, de cicatrização do tecido hepático.
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Com o diagnóstico precoce, o tratamento certo e o acompanhamento médico frequente, uma pessoa com hepatite B crônica pode manter o fígado funcionando bem e reduzir o risco de complicações, o que permite uma vida longa e com boa qualidade.
Além do uso dos medicamentos quando indicados, alguns cuidados na rotina ajudam no controle da doença, como evitar bebidas alcoólicas, manter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas, hábitos que contribuem para a saúde do fígado.
Também é importante seguir as orientações médicas para reduzir o risco de transmissão, como o uso de preservativos em relações sexuais e não compartilhar objetos que possam ter contato com sangue, como lâminas e alicates.
A prevenção também faz parte do cuidado com a hepatite B. A vacinação é a principal forma de proteção contra o vírus, e a realização de exames de rotina ajuda a identificar a infecção precocemente, evitando a evolução para formas mais graves da doença.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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