Receber o diagnóstico de hepatite B durante o pré-natal pode gerar muitas dúvidas. Entenda o que isso significa e como agir
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A consulta de pré-natal é um momento de muitas expectativas. Entre os diversos exames solicitados, um deles volta com um resultado que acende um alerta: HBsAg reagente. O diagnóstico de hepatite B durante a gestação pode parecer assustador, mas é o primeiro passo para garantir a proteção e a saúde tanto da mãe quanto do bebê.
Um acompanhamento médico especializado, com exames específicos, é essencial para identificar riscos e implementar protocolos que protejam a saúde do recém-nascido. Cada gestação é única e merece um cuidado individualizado. Agende sua consulta e receba orientação especializada na Rede Américas.
A hepatite B é uma infecção do fígado causada pelo vírus da hepatite B (HBV). Durante a gravidez, a doença geralmente não apresenta sintomas ou eles são inespecíficos, como cansaço, náuseas e dor abdominal.
A identificação da hepatite B na gestante durante o pré-natal é fundamental, pois o sistema de defesa do corpo materno passa por adaptações importantes para proteger o bebê. Por isso, a testagem durante o pré-natal é uma etapa fundamental da assistência à gestante.
O principal ponto de atenção é a possibilidade de transmissão do vírus para o bebê, conhecida como transmissão vertical. Isso pode ocorrer principalmente durante o parto, pelo contato com o sangue e secreções maternas.
O pré-natal então se torna bastante importante, já que a Fiocruz afirma que é possível acabar com essa forma de transmissão já durante o acompanhamento gestacional.
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O diagnóstico é realizado por meio de um exame de sangue que detecta o antígeno de superfície do vírus da hepatite B, o HBsAg. Este exame deve ser solicitado logo na primeira consulta de pré-natal, no primeiro trimestre de gestação.
Se o resultado for positivo, o médico solicitará exames complementares para avaliar a fase da infecção e, principalmente, a carga viral. A carga viral mede a quantidade de vírus no sangue e é um indicador essencial para definir a estratégia de tratamento e prevenção.
Quando um recém-nascido é infectado pelo vírus da hepatite B, o risco de a infecção se tornar crônica é muito alto. Segundo a Fiocruz, até 90% dos bebês de mães com hepatite B podem desenvolver infecção crônica, que pode levar a graves lesões no fígado no futuro.
No terceiro trimestre da gestação, as camadas da placenta que separam o sangue da mãe do sangue do feto ficam mais finas, o que aumenta o risco de transmissão vertical. O Ministério da Saúde deixa claro que a chance de transmissão durante o terceiro trimestre pode chegar a mais de 60%. Já quando o contágio ocorre no primeiro trimestre, a possibilidade é pequena, chegando a menos de 10%.
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O manejo da gestante envolve um acompanhamento pré-natal rigoroso. O objetivo é diminuir a chance de o vírus passar para o bebê.
Após a confirmação do diagnóstico, o médico irá monitorar a saúde hepática e a carga viral. O diagnóstico do HBsAg na gestante é fundamental para direcionar o uso de antivirais seguros, como o tenofovir, protegendo tanto a mãe quanto o bebê.
Em casos HBSAG reagente, pode ser indicado o uso desse medicamento a partir do terceiro trimestre da gestação (geralmente após a 28ª semana). O tratamento antiviral visa reduzir a quantidade de vírus no sangue no momento do parto, diminuindo significativamente o risco de infecção do recém-nascido.
A decisão sobre o início do tratamento é sempre individualizada e baseada nos resultados dos exames.
A proteção do bebê começa imediatamente após o nascimento. São duas as medidas essenciais que devem ser aplicadas nas primeiras 2 horas de vida ou até as primeiras 12 horas:
Após a primeira dose, o bebê seguirá o calendário de vacinação padrão, com dois, quatro e seis meses.
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A vacina contra a hepatite B é segura e recomendada para gestantes que não foram imunizadas ou não completaram o esquema vacinal. A vacinação durante a gravidez protege a mãe e também transfere anticorpos para o feto.
O esquema completo consiste em três doses. Caso não seja possível completá-lo durante a gestação, a mulher deve finalizar as doses restantes após o parto.
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A amamentação não é contraindicada, diz o Ministério da Saúde. Uma vez que o recém-nascido recebe a imunoglobulina e a primeira dose da vacina logo após o nascimento, ele está protegido. O aleitamento materno não representa um risco de transmissão do vírus e seus benefícios são amplamente recomendados.
É importante que a mãe observe a presença de fissuras ou sangramentos nos mamilos e busque orientação médica caso ocorram.
Ter um diagnóstico de hepatite B na gestação exige atenção e cuidados, mas com o acompanhamento correto, as chances de ter um bebê saudável são enormes. Siga todas as orientações do seu médico e realize o pré-natal de forma completa.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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