Revisado em: 04/03/2026
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Entenda como o vírus da catapora se espalha, o período em que a pessoa infectada transmite a doença e as formas mais eficazes de prevenção

Você recebe um comunicado da escola do seu filho ou um aviso no grupo de trabalho: há um caso confirmado de catapora. A preocupação é imediata, especialmente se você ou seus filhos nunca tiveram a doença ou não foram vacinados. Afinal, como exatamente se pega catapora?
Compreender os mecanismos de transmissão do vírus Varicela-zoster é o primeiro passo para se proteger e tomar as decisões corretas para cuidar da saúde da sua família. Suspeita de catapora ou teve contato recente com alguém infectado? Agende uma consulta em um hospital da Rede Américas para fazer uma avaliação médica.
A catapora, também conhecida pelo nome técnico de varicela, é uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus Varicela-zoster. Ela é extremamente contagiosa e, por isso, é capaz de infectar milhões de pessoas que não possuem proteção vacinal.
Embora mais comum na infância, pode afetar pessoas de qualquer idade que ainda não tenham imunidade contra o vírus. A principal característica da doença é o surgimento de lesões na pele que coçam muito, evoluindo de manchas avermelhadas para pequenas bolhas cheias de líquido e, finalmente, para crostas que secam e caem.
A alta capacidade de contágio, uma doença com taxa de transmissão extraordinariamente elevada, se deve às suas formas de transmissão.
Ela se espalha facilmente pelo ar ou pelo contato direto, mesmo sem haver contato físico entre as pessoas. As principais vias são o contato com secreções respiratórias e com as lesões de pele da pessoa infectada.
A forma mais comum de transmissão é pelo ar, uma via de contágio fácil e eficaz. A doença se espalha facilmente pelo ar através da respiração. Quando uma pessoa com catapora tosse, espirra ou mesmo fala, ela libera pequenas gotículas de saliva contendo o vírus. Essas gotículas podem ser inaladas por pessoas próximas, infectando-as.
Isso explica por que a doença se espalha com tanta facilidade em ambientes fechados como escolas, creches e escritórios. O vírus consegue permanecer suspenso no ar por um tempo, aumentando o alcance do contágio.
O líquido transparente presente dentro das bolhas (vesículas) é altamente infeccioso. A doença se espalha pelo contato direto com essas feridas da pele. Tocar nas lesões de uma pessoa doente é, portanto, uma via de transmissão muito eficaz.
Por isso, é fundamental evitar o contato físico próximo e o compartilhamento de objetos pessoais com quem está na fase ativa das lesões.
Embora seja menos comum, a transmissão através de objetos recém-contaminados com secreções ou com o líquido das bolhas é possível. Isso pode incluir objetos contaminados, como roupas e toalhas. O patógeno não sobrevive por longos períodos em superfícies, mas a higiene rigorosa é uma medida de precaução importante para evitar o contágio.
Saber o período de contágio é essencial para o controle da doença. Uma pessoa com catapora pode transmitir o vírus antes mesmo de saber que está doente.
O período de transmissão geralmente começa de 1 a 2 dias antes do aparecimento das primeiras manchas na pele e se estende até que todas as lesões tenham evoluído para a fase de crosta (casquinha). Em média, isso dura cerca de 5 a 7 dias após o início da erupção cutânea.
Além das conhecidas lesões de pele, a catapora pode apresentar outros sintomas, que costumam aparecer de 10 a 21 dias após o contágio. Os mais comuns são:
Adultos que não tiveram a doença na infância e não foram vacinados podem pegar catapora. Nesses casos, a doença tende a ser mais grave e com maior risco de complicações.
Enquanto em crianças a infecção geralmente é uma condição benigna, em adultos pode levar a quadros mais sérios, como pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro). Por isso, a atenção médica é indispensável caso um adulto apresente os sintomas.
A prevenção é a ferramenta mais importante, especialmente para evitar os casos mais graves. As estratégias se baseiam principalmente na imunização e em cuidados de higiene.
A vacina contra a varicela é a maneira mais segura e eficaz de prevenir a doença. No Brasil, ela faz parte do Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) e é oferecida no imunizante tetra viral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora. A imunização reduz drasticamente as chances de infecção e, caso a pessoa vacinada adoeça, o quadro tende a ser muito mais leve.
Caso haja alguém com a doença em casa, é importante adotar medidas para reduzir a chance de contágio para outras pessoas não imunes.
Isso inclui separar objetos de uso pessoal, lavar as mãos com frequência e manter os ambientes bem ventilados. O afastamento da escola ou do trabalho durante o período de transmissão também é recomendado.
É muito raro uma pessoa pegar catapora mais de uma vez. Após a infecção, o corpo desenvolve uma imunidade duradoura. No entanto, o vírus Varicela-zoster não é eliminado do organismo; ele permanece inativo nos nervos.
Em alguns casos, geralmente após os 50 anos ou em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, o microrganismo pode ser reativado, causando uma doença diferente chamada herpes zoster, popularmente conhecida como "cobreiro".
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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