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Revisado em: 01/06/2026

Embolia pulmonar: causas, sinais de alerta, fatores de risco e tratamento

A embolia pulmonar acontece quando um coágulo de sangue bloqueia o fluxo nas artérias dos pulmões; o quadro pode comprometer a respiração e piorar rápido

Resumo
  • A embolia pulmonar acontece quando um coágulo bloqueia uma artéria dos pulmões, muitas vezes vindo das veias profundas das pernas;
  • A maioria dos casos começa com trombose nas pernas, quando o coágulo se solta, viaja pela corrente sanguínea e chega aos pulmões, onde pode causar a obstrução;
  • Situações como ficar muito tempo parado, cirurgias, câncer e fatores genéticos aumentam a chance de o sangue coagular e favorecem esse tipo de problema;
  • Os sintomas mais comuns incluem falta de ar repentina, dor no peito e tosse, e a confirmação depende de avaliação médica e exames de sangue e imagem;
  • O cuidado envolve identificar o risco individual e pode incluir orientação médica com uso de anticoagulantes, meias de compressão e mais movimento na rotina.

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A embolia pulmonar acontece quando um coágulo de sangue bloqueia uma artéria dos pulmões, o que interrompe a passagem de sangue e prejudica a chegada de oxigênio ao corpo. Em muitos casos, o coágulo se forma nas veias profundas das pernas.

Esse processo costuma estar ligado a situações que aumentam a formação de coágulos, como ficar muito tempo sem se mexer, cirurgias recentes, alguns tipos de câncer e predisposição genética. Esses fatores alteram o equilíbrio da coagulação do sangue.

O corpo pode reagir com falta de ar, dor no peito que piora ao respirar e tosse, que em alguns casos pode ter sangue. O diagnóstico depende da análise dos fatores de risco, exames de sangue e exames de imagem, como a angiotomografia de tórax.

Pneumologistas são os médicos que podem diagnosticar e orientar o tratamento de pacientes com embolia pulmonar. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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O que causa uma embolia pulmonar?

A embolia pulmonar, também chamada de tromboembolismo pulmonar, ocorre quando uma ou mais artérias dos pulmões ficam bloqueadas. Esse bloqueio acontece por um êmbolo, que é qualquer material que circula na corrente sanguínea e fica preso em um vaso.

Na maioria dos casos, esse material é um coágulo de sangue, chamado de trombo. Quando parte desse coágulo se solta, ele passa a circular pelo corpo e pode chegar aos pulmões, onde interrompe o fluxo de sangue e pode gerar uma situação de emergência médica.

Em muitos pacientes, esse processo começa com uma trombose venosa profunda, geralmente nas pernas, quando o coágulo se forma, se desprende e segue pela circulação até obstruir as artérias pulmonares.

Leia também: Trombose nas pernas: sintomas, diagnóstico e como tratar

Qual a relação entre trombose e embolia pulmonar?

A principal origem dos coágulos que causam a embolia pulmonar é a trombose venosa profunda (TVP), que é a formação de um coágulo em uma veia profunda, mais comum nas pernas ou na pelve.

O sistema circulatório funciona como uma rede de “caminhos” por onde o sangue circula. Quando um coágulo se forma em uma dessas veias e se solta, ele é levado pela corrente sanguínea, passa pelo coração e segue em direção aos pulmões. Lá, os vasos vão ficando cada vez mais estreitos, até que o coágulo fica preso e bloqueia a passagem do sangue.

Por isso, a embolia pulmonar não é uma doença que se origina no pulmão, mas uma complicação da TVP. As duas condições fazem parte do tromboembolismo venoso, um conjunto de doenças relacionadas à formação e deslocamento de coágulos.

Leia também: Que médico cuida de trombose? Veja o que o angiologista faz e trata

Quais são os fatores que aumentam o risco?

A compreensão dos fatores que levam à formação de coágulos ajuda na prevenção. 

O risco aumenta em diferentes situações e condições, reunidas no que os médicos chamam de “Tríade de Virchow”. Esse conceito inclui a redução da velocidade do fluxo sanguíneo, lesões na parede dos vasos e estados em que o sangue tem maior tendência à coagulação.

Imobilidade prolongada

Ficar parado por longos períodos é um dos fatores mais conhecidos. A falta de movimento dos músculos das pernas diminui a velocidade do sangue nas veias e facilita a formação de coágulos, o que pode incluir situações como:

  • Permanência em repouso no leito durante doenças ou após cirurgias;
  • Viagens longas de avião ou carro, geralmente acima de quatro horas;
  • Rotina com pouca atividade física e longos períodos sentado ou deitado.

No geral, se levantar com frequência e movimentar as pernas por um tempo ajuda o sangue a circular melhor e reduz a chance de formação de coágulos nas veias, seja em viagens ou no dia a dia.

Cirurgias e traumas físicos

Cirurgias, principalmente as de grande porte, e lesões graves aumentam o risco de formação de coágulos. Isso acontece porque o período de recuperação costuma envolver pouca movimentação e porque o próprio organismo responde ao trauma aumentando a coagulação do sangue para reduzir sangramentos.

Entre os procedimentos com maior risco, estão:

  • Grandes cirurgias abdominais ou pélvicas;
  • Cirurgias ortopédicas, como prótese de quadril ou joelho;
  • Cirurgias oncológicas, como as feitas para retirada de tumores, que podem aumentar o risco de coágulos nos pulmões e exigem uso de medicamentos preventivos antes e depois da operação.

Na maioria dos casos, o risco costuma ser maior nas semanas depois da cirurgia ou da lesão, quando o corpo ainda está em recuperação e a movimentação pode estar limitada.

Condições médicas preexistentes

Algumas doenças crônicas podem alterar o sangue ou danificar os vasos sanguíneos, deixando o organismo mais propenso à formação de coágulos. Isso aumenta o risco de trombose venosa profunda e, consequentemente, de embolia pulmonar.

As condições de saúde podem incluir:

  • Obesidade: o excesso de peso aumenta a pressão sobre as veias das pernas e da pelve, dificultando o retorno do sangue ao coração;
  • Insuficiência cardíaca: o coração não consegue bombear o sangue com eficiência, o que favorece o acúmulo e a lentidão da circulação nas veias;
  • Doenças inflamatórias crônicas: condições como doença de Crohn e lúpus mantêm o organismo em estado de inflamação, o que pode aumentar a tendência à formação de coágulos;
  • Infecções graves: infecções que provocam inflamação intensa no corpo ativam mecanismos de coagulação e podem contribuir para a formação de coágulos, especialmente quando há também redução da mobilidade;
  • Câncer: alguns tipos de tumores liberam substâncias que aumentam a coagulação do sangue. Pessoas com câncer têm maior risco de trombose e embolia pulmonar, o que exige acompanhamento mesmo quando exames não mostram alterações.

O risco muda de acordo com o controle da doença e com a presença de outros fatores, como pouca mobilidade ou histórico de trombose, que podem aumentar ainda mais a chance de formação de coágulos.

Fatores hormonais e genéticos

Mudanças hormonais podem afetar o sistema de coagulação do sangue. Em algumas fases da vida ou durante determinados tratamentos, o risco de formação de coágulos pode ser maior em mulheres.

Algumas das situações mais comuns são:

  • Trombofilias: condições genéticas que deixam o sangue mais propenso a coagular com facilidade;
  • Gravidez e pós-parto: as mudanças hormonais e a pressão do útero sobre as veias aumentam o risco de trombose nesse período;
  • Terapia de reposição hormonal: tratamentos hormonais usados na menopausa também podem elevar a tendência do sangue a coagular;
  • Uso de anticoncepcionais orais: pílulas com estrogênio, principalmente quando associadas ao tabagismo, podem aumentar o risco de formação de coágulos.

É importante dizer que o risco aumenta quando esses fatores aparecem junto de outras condições, como ficar muito tempo sem se movimentar, passar por cirurgias ou ter doenças que também favorecem a formação de coágulos.

Leia também: Quando o anticoncepcional começa a fazer efeito e o que pode interferir

Existem outras causas além dos coágulos?

Apesar de menos comuns, outras substâncias também podem circular pelo sangue e provocar uma embolia pulmonar, como:

Tipo de êmbolo

Origem comum

Gordura

Pode ser liberada após fraturas de ossos longos, como o fêmur

Bolhas de ar

Podem entrar na circulação durante alguns procedimentos médicos ou em mergulho

Fragmentos de tumor

Pequenos fragmentos de um câncer podem se desprender e chegar aos pulmões

Líquido amniótico

Pode acontecer como uma complicação rara durante o parto

A suspeita dessas causas costuma aparecer a partir da situação que acontece antes dos sintomas, o que ajuda o médico a direcionar a investigação e confirmar o diagnóstico.

Como saber se está em risco e o que fazer?

O conhecimento dos próprios fatores de risco ajuda na prevenção. Sendo assim, pessoas que se encaixam em uma ou mais dessas situações devem buscar orientação médica.

O médico pode avaliar cada caso, especialmente antes de cirurgias, início de tratamentos hormonais ou viagens longas. Em algumas situações, podem ser indicadas medidas como uso de meias de compressão, anticoagulantes ou aumento da movimentação no dia a dia.

A informação sobre as causas da embolia pulmonar contribui para decisões mais seguras e para a redução do risco de complicações. Além disso, o diálogo com a equipe de saúde ajuda na definição das condutas mais adequadas para cada caso.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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