A asma e a DPOC afetam a respiração e podem causar falta de ar; a asma está ligada à inflamação das vias aéreas, enquanto a DPOC pode ter relação com o cigarro e a poluição
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A asma e a doença pulmonar obstrutiva crônica são condições respiratórias diferentes. As duas afetam a passagem do ar pelos pulmões e podem causar sintomas como falta de ar, tosse e chiado no peito, mas têm causas, características e evolução próprias.
A asma provoca inflamação nas vias respiratórias, estruturas que levam o ar até os pulmões. Os sintomas podem aparecer ou piorar depois do contato com fatores como poeira, fumaça, mofo, pelos de animais e mudanças de temperatura.
Já a DPOC, sigla para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, tem muita relação com o tabagismo e com a exposição prolongada à fumaça e a outros poluentes. Mesmo com as diferenças, os quadros podem dificultar a respiração e interferir nas atividades da rotina.
Pneumologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com doenças respiratórias. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A asma é uma doença respiratória crônica que afeta as vias aéreas, estruturas responsáveis por levar o ar até os pulmões. Pessoas com asma têm os brônquios mais sensíveis e, por isso, podem reagir a fatores como poeira, pólen, fumaça, ar frio e infecções.
Quando acontece esse contato, as vias respiratórias ficam inflamadas, inchadas e passam a produzir mais muco. Com isso, o espaço para a passagem do ar diminui, o que pode causar sintomas como tosse, chiado no peito, sensação de aperto no peito e falta de ar.
Uma das principais características da asma é que essa dificuldade para a passagem do ar costuma ser reversível. Os sintomas podem melhorar espontaneamente ou com o uso dos remédios indicados pelo médico, como os inaladores conhecidos como "bombinhas".
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A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma doença respiratória que reúne dois problemas pulmonares: a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. A principal causa da DPOC é a exposição prolongada à fumaça do cigarro.
Por isso, não é certo dizer que asma é DPOC. Mesmo que as duas doenças possam causar falta de ar, tosse e chiado no peito, elas têm características diferentes.
A asma costuma apresentar uma obstrução das vias respiratórias que pode melhorar com tratamento. Já a DPOC provoca uma limitação persistente da passagem de ar pelos pulmões, geralmente associada ao tabagismo e que tende a piorar com os anos.
Na bronquite crônica, os brônquios permanecem inflamados e produzem excesso de muco, o que favorece a tosse e a sensação de peito carregado. No enfisema pulmonar, ocorre a destruição dos alvéolos, as estruturas dos pulmões responsáveis pelas trocas de oxigênio.
Asma e DPOC são doenças diferentes. Na asma, a passagem do ar pelos pulmões costuma melhorar com o tratamento e o controle da inflamação das vias respiratórias. Já na DPOC, a limitação é persistente, tende a piorar e não pode ser revertida completamente:
Essas diferenças ajudam os médicos a identificar qual doença a pessoa tem e qual tratamento pode ser mais adequado. Um diagnóstico certo também contribui para o controle dos sintomas e para a redução do risco de complicações ao longo do tempo.
Leia também: Qual a diferença entre bronquite e asma: sintomas e tratamentos
Algumas pessoas podem ter características tanto da asma quanto da DPOC.
Esse quadro é a Síndrome de Sobreposição Asma-DPOC (ACO, na sigla em inglês) e costuma ocorrer em pacientes com histórico de asma que também desenvolvem alterações respiratórias associadas à DPOC, principalmente depois da exposição ao cigarro.
A identificação dessa condição exige uma avaliação médica detalhada, já que os sintomas das duas doenças podem estar presentes ao mesmo tempo. Nesses casos, o tratamento busca controlar a inflamação das vias respiratórias relacionada à asma e também reduzir a limitação persistente da passagem de ar característica da DPOC.
Para diferenciar a asma da DPOC, o médico avalia o histórico do paciente, incluindo informações como a idade em que os sintomas começaram, o hábito de fumar, a exposição a poluentes e a presença de casos semelhantes na família.
No entanto, o principal exame utilizado para confirmar o diagnóstico é a espirometria.
Também chamada de teste de função pulmonar, mede a quantidade de ar que a pessoa consegue inspirar e expirar, além da velocidade com que o ar circula pelos pulmões. O exame costuma ser feito antes e depois de um remédio que ajuda a dilatar as vias.
Quando a passagem de ar melhora bem depois do medicamento, o resultado sugere asma. Já quando essa melhora é pequena ou não acontece, há suspeita de DPOC. Os resultados do exame são analisados em conjunto com os sintomas e o histórico do paciente.
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O tratamento da asma e da DPOC é diferente porque cada doença afeta o organismo de uma forma. Na asma, o principal problema é a inflamação das vias respiratórias. Por isso, o tratamento costuma incluir remédios inalatórios que ajudam a controlar essa inflamação.
Na DPOC, o foco é aliviar os sintomas, melhorar a respiração e diminuir o risco de agravamentos. Para isso, os médicos costumam indicar medicamentos broncodilatadores, que ajudam a manter as vias respiratórias mais abertas e facilitam a passagem do ar.
Além dos remédios, parar de fumar é a medida mais importante para pessoas com DPOC. De acordo com o Ministério da Saúde, a interrupção do tabagismo ajuda a desacelerar a progressão da doença e a preservar a função pulmonar por mais tempo.
Sintomas respiratórios que persistem por semanas ou meses podem indicar a presença de uma doença que precisa de acompanhamento médico. Sem diagnóstico e tratamento, algumas condições podem evoluir e causar prejuízos permanentes aos pulmões.
A avaliação com um pneumologista é recomendada quando o paciente tem:
Só um profissional de saúde pode identificar a causa dos sintomas e confirmar o diagnóstico. A avaliação médica também é importante para indicar o tratamento mais adequado e ajudar a preservar a saúde dos pulmões.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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