A sertralina é um antidepressivo que age no cérebro; ela aumenta a disponibilidade de serotonina, que está ligada ao humor e às emoções, tratando a ansiedade e a depressão
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O cloridrato de sertralina é um antidepressivo usado no tratamento de depressão, ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno do pânico, transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), fobia social e síndrome pré-menstrual, conforme a bula.
O uso de remédios como esse acompanha um cenário de aumento dos casos de transtornos psiquiátricos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 330 milhões de pessoas vivem com depressão no mundo, o que representa 5,7% da população.
No Brasil, por sua vez, os transtornos de ansiedade atingem mais de 56 milhões de pessoas, segundo o Covitel, o que aumenta a necessidade de tratamentos medicamentosos e o acompanhamento médico especializado.
Psiquiatras são os médicos que atendem pacientes com depressão e outros transtornos psiquiátricos, fazendo o diagnóstico e indicando o tratamento certo. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O cloridrato de sertralina é um remédio de uso oral da classe dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS). Ele é vendido só com retenção de receita e é classificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como de controle especial.
O produto é fabricado em forma de comprimidos revestidos, o que ajuda na estabilidade e no uso certo da substância. A bula informa que o remédio deve ser armazenado em temperatura ambiente, protegido de umidade e luz, para manter as características originais.
O uso do cloridrato de sertralina depende de prescrição e acompanhamento médico. A avaliação profissional é o que permite ajustar a dose e o tempo de tratamento conforme a resposta de cada pessoa, seguindo as orientações descritas na bula aprovada pela Anvisa.
De acordo com a bula da sertralina, o remédio é indicado para o tratamento de diferentes transtornos relacionados à saúde mental. Em qualquer caso, o uso é sempre definido pelo médico, já que cada condição exige avaliação e pode ter diferentes níveis de gravidade.
Em geral, as principais indicações do medicamento incluem:
Esses quadros estão ligados a alterações emocionais e comportamentais que podem afetar o sono, o humor, a rotina e as relações sociais. Em alguns casos, os transtornos também podem prejudicar o bem-estar e a qualidade de vida do paciente.
Leia também: Qual a diferença entre ansiedade e depressão? Sintomas e como tratar
A sertralina age no cérebro ao aumentar a disponibilidade de serotonina na fenda sináptica, que é o espaço entre os neurônios onde ocorre a comunicação. A serotonina é um neurotransmissor e está envolvida na regulação do humor, do sono e da ansiedade.
Em pessoas com depressão ou transtornos de ansiedade, por exemplo, essa comunicação pode ficar desequilibrada. Nessas situações, parte da serotonina liberada é rapidamente “reabsorvida” pelo próprio neurônio antes de exercer totalmente sua função.
O remédio, então, atua bloqueando a proteína responsável por esse processo, chamada transportador de recaptação da serotonina. Com isso, mais serotonina segue disponível entre os neurônios por mais tempo, o que melhora a comunicação entre essas células.
O cloridrato de sertralina é considerado um inibidor seletivo da recaptação da serotonina (ISRS), o que significa que sua ação é mais direcionada a esse neurotransmissor, com menor impacto sobre outros sistemas do cérebro, como noradrenalina e dopamina.
O tempo para a sertralina começar a fazer efeito varia de pessoa para pessoa e depende da resposta do organismo. De acordo com a bula, algumas melhoras iniciais podem aparecer depois de cerca de uma a duas semanas de uso contínuo.
Isso acontece porque o remédio altera a forma como a serotonina atua no cérebro, mas o sistema nervoso precisa de tempo para se ajustar. Mesmo com o aumento da disponibilidade da substância desde o começo do tratamento, a adaptação não é imediata.
O efeito mais completo costuma aparecer entre quatro e seis semanas de uso regular, especialmente em casos de depressão e transtornos de ansiedade. A bula também orienta que o tratamento deve ser sempre mantido conforme a indicação médica.
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A sertralina pode causar efeitos colaterais, principalmente no começo do tratamento ou quando existe ajuste de dose. Conforme a bula, nem todas as pessoas têm essas reações, e, em muitos casos, o organismo se adapta ao remédio com o passar do tempo.
Sendo assim, a bula oficial descreve como efeitos mais comuns:
Esses efeitos costumam ser de leves a moderados e podem diminuir com a continuidade do uso. A bula orienta que, caso os sintomas persistam ou causem incômodo significativo, o médico responsável pelo paciente deve ser procurado para reavaliar o tratamento.
Nesses casos, a interrupção do remédio sem orientação não é recomendada.
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A sertralina deve ser usada exatamente como o psiquiatra orienta e conforme a bula, já que a dose e o horário podem mudar de acordo com cada caso. Em geral, o remédio é tomado por via oral, uma vez ao dia, seguindo:
O acompanhamento com o médico é importante durante todo o tratamento, pois permite avaliar a resposta do organismo e fazer ajustes quando preciso. A bula reforça que qualquer mudança na dose ou suspensão do remédio deve ser feita só com orientação profissional.
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A hora de procurar um psiquiatra está ligada à presença de sintomas emocionais que começam a afetar a rotina e o bem-estar. A bula da sertralina reforça que o diagnóstico e a indicação de tratamento devem ser feitos por esse médico, depois da avaliação clínica.
A busca por atendimento é indicada quando existem sinais como tristeza que não passa, ansiedade forte ou mudanças de humor que não melhoram. Esses sintomas podem indicar um transtorno psiquiátrico que precisa de avaliação profissional para entender a gravidade.
Também é importante procurar atendimento quando esses sinais começam a interferir no sono, no trabalho, nos estudos ou nas relações sociais. A avaliação com o psiquiatra permite identificar o quadro e definir o tratamento mais adequado, que pode incluir remédios, psicoterapia ou outras abordagens, conforme a necessidade de cada paciente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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