A miastenia gravis é uma doença neuromuscular autoimune que pode causar fraqueza e fadiga; os sintomas podem atingir os olhos, o rosto, a fala, a deglutição e os movimentos
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A miastenia gravis é uma doença neurológica que não tem cura, mas o tratamento pode controlar os sintomas e diminuir o impacto da doença na rotina do paciente. A condição é autoimune e interfere na comunicação entre os nervos e os músculos.
A resposta ao tratamento varia conforme a forma da doença, os sintomas, os anticorpos envolvidos e as características de cada pessoa. As opções incluem remédios e tratamentos que reduzem a ação do sistema imunológico, como a plasmaférese.
Mesmo sem cura, algumas pessoas podem passar por períodos de remissão ou ter poucos sintomas quando seguem todas as orientações do médico. Em qualquer caso, o objetivo é controlar a doença, manter a força muscular e evitar complicações graves.
Neurologistas são os médicos que podem fazer o acompanhamento e o tratamento de pacientes com miastenia gravis. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A miastenia gravis é uma doença neurológica autoimune que afeta a região onde os nervos se comunicam com os músculos. Nessa condição, o sistema de defesa do corpo começa a atacar as estruturas dessa região.
Na maioria dos casos, o organismo produz anticorpos contra os receptores de acetilcolina, uma substância que ajuda os nervos a enviar sinais aos músculos. Esses anticorpos, por sua vez, dificultam a passagem desses sinais.
Em alguns pacientes, os anticorpos ainda podem atacar outra proteína, chamada MuSK, que também participa da comunicação entre nervos e músculos. Apesar disso, existem pessoas que não apresentam nenhum desses dois tipos de anticorpos conhecidos.
A causa que faz o sistema imunológico agir dessa forma ainda não é conhecida pela medicina, mas alterações no timo são frequentes, e a miastenia gravis também pode estar associada a outras doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide.
De acordo com o Ministério da Saúde, a miastenia gravis pode ser classificada de acordo com as regiões do corpo afetadas e com a forma como a doença se desenvolve. Essas diferenças são usadas pelo médico para avaliar a situação do quadro e definir o tratamento:
A doença também pode ser classificada pela origem. A forma adquirida está relacionada a uma alteração do sistema imunológico, enquanto as síndromes miastênicas congênitas são condições genéticas raras que costumam aparecer desde o nascimento.
Existe ainda a miastenia gravis neonatal transitória, que pode acontecer em bebês de mulheres com miastenia gravis. Nesse caso, os anticorpos da mãe atravessam a placenta e chegam ao feto. A condição é temporária e tende a desaparecer depois de alguns meses.
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Os sintomas da miastenia gravis podem ser diferentes ao longo de um dia. A fraqueza e o cansaço, por exemplo, costumam piorar depois de um esforço físico e melhorar com o repouso. Em geral, os sinais dependem dos músculos afetados e podem incluir:
A dificuldade para respirar ou engolir pode acontecer quando a doença começa a afetar os músculos responsáveis por essas funções. Nesses casos, o paciente precisa procurar atendimento médico na hora, pois o quadro pode evoluir para uma crise miastênica.
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O diagnóstico da miastenia gravis começa com a avaliação do neurologista, que conversa com o paciente e faz um exame físico no consultório. Nessa etapa, o médico avalia os movimentos e a força dos músculos para identificar se algum sinal pode indicar a doença.
Um dos exames usados na investigação é o exame de sangue, que procura anticorpos relacionados à miastenia gravis. Os mais pesquisados são os anticorpos contra os receptores de acetilcolina e contra a proteína MuSK.
Outro exame importante é a eletroneuromiografia, que avalia como os nervos enviam sinais para os músculos. Uma das fases desse procedimento pode envolver estímulos elétricos repetidos para verificar se a resposta do músculo diminui com esses estímulos.
Além desses procedimentos, a investigação pode incluir exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que permitem avaliar o timo e identificar alterações na glândula, como aumento de volume ou a presença de um tumor.
Atualmente, a miastenia gravis não tem cura definitiva, pois a ciência ainda não encontrou uma forma de interromper de maneira permanente a reação do sistema imunológico. Sendo assim, a doença é crônica, o que significa que pode ficar no corpo por bastante tempo.
Mesmo sem uma cura, existem tratamentos que ajudam a controlar os sintomas da doença e melhorar a força muscular. Nessas situações, as terapias podem agir sobre a resposta do sistema imunológico ou facilitar a comunicação entre os nervos e os músculos.
É importante que o paciente saiba que o diagnóstico de uma doença crônica não significa deixar de ter uma rotina ativa e independente. Com o tratamento certo e acompanhamento médico, muitas pessoas conseguem controlar a doença e ter uma boa qualidade de vida.
A miastenia gravis pode entrar em remissão quando os sintomas da doença desaparecem ou ficam muito leves por um certo período de tempo. Essa possibilidade, portanto, não significa que a doença foi curada, mas que está sob controle.
Para chegar a esse estágio, o médico avalia a presença de sinais, a força dos músculos e a necessidade de remédios para acompanhar a remissão. Na remissão completa estável, a pessoa fica sem sinais da doença por pelo menos um ano e sem tratamento específico.
Em geral, as terapias recomendadas pelo neurologista ajudam a alcançar e manter o controle da miastenia gravis, mas a resposta varia. Por isso, o médico acompanha a evolução do paciente com o passar dos meses e pode ajustar o que for preciso.
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O tratamento da miastenia gravis depende da intensidade da doença, das áreas afetadas, da presença de alterações no timo e da resposta de cada pessoa. Assim, o neurologista pode combinar diferentes opções para controlar a doença e reduzir o risco de piora:
A escolha entre as opções depende da avaliação do especialista responsável pelo paciente. Em uma crise miastênica, quando a doença pode afetar a respiração, a pessoa precisa de atendimento hospitalar e, nesses casos, pode receber plasmaférese ou imunoglobulina.
Além dessas opções, o médico pode indicar a timectomia, uma cirurgia que retira o timo. Ela é recomendada quando há um timoma, um tumor que se forma nessa glândula, e pode ser considerada em alguns pacientes com miastenia gravis generalizada.
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As complicações da miastenia gravis estão ligadas, principalmente, à fraqueza dos músculos usados para respirar e engolir. Elas podem aparecer quando a doença piora e precisam de atendimento médico na hora, e incluem:
Se o paciente tiver falta de ar que aparece ou piora rápido e dificuldade importante para engolir, precisa procurar um pronto-socorro com urgência. Nessa situação, o reconhecimento da piora permite iniciar os cuidados necessários e proteger a respiração.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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