Lesões orais podem ter múltiplas origens, de um simples trauma a infecções, e o tempo de cicatrização é um fator-chave para a avaliação.
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Morder a bochecha sem querer durante o almoço ou sentir uma pequena bolha dolorida surgir na gengiva são situações comuns. As feridas na boca, embora na maioria das vezes inofensivas, geram desconforto e preocupação. Entender suas possíveis causas é o primeiro passo para saber como agir e quando buscar ajuda especializada.
Clínicos gerais são os médicos indicados para o acompanhamento inicial desse tipo de quadro. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A mucosa que reveste a cavidade oral é sensível e está exposta a diversos agentes. Por isso, o surgimento de lesões é relativamente frequente. As causas variam desde eventos mecânicos a quadros infecciosos que demandam tratamentos específicos.
As aftas são talvez as lesões orais mais conhecidas. Apresentam-se como pequenas úlceras arredondadas, esbranquiçadas ou amareladas, com uma borda avermelhada. Não são contagiosas e costumam ser dolorosas, desaparecendo espontaneamente entre 7 e 14 dias.
Seus gatilhos mais comuns são:
Causada pelo vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1), esta infecção se manifesta com pequenas bolhas agrupadas, geralmente nos lábios ou ao redor da boca. Antes do surgimento das bolhas, é comum sentir coceira, queimação ou formigamento no local.
As bolhas se rompem, formando uma crosta que cicatriza em cerca de 10 dias. É uma condição contagiosa, principalmente na fase ativa das lesões.
Leia também: Veja como se desenvolvem as feridas de sífilis na boca
A candidíase é uma infecção causada pelo fungo Candida albicans. Ela provoca o surgimento de placas brancas ou amareladas na língua, no céu da boca ou na parte interna das bochechas.
Quando removidas, essas placas podem deixar uma área avermelhada e sensível. É mais comum em bebês, idosos e pessoas com sistema imunológico comprometido.
O uso de aparelhos ortodônticos, próteses mal ajustadas, mordidas acidentais ou o consumo de alimentos muito quentes podem causar feridas mecânicas ou queimaduras na mucosa oral. Geralmente, essas lesões cicatrizam rapidamente assim que a causa é removida.
Trata-se de uma inflamação que causa feridas, fissuras e crostas nos cantos da boca. A queilite angular pode ser provocada pelo acúmulo de saliva na região, o que favorece a proliferação de fungos ou bactérias. Fatores como o uso de próteses dentárias ou deficiências vitamínicas podem aumentar o risco.
Sim. Embora as causas locais sejam as mais frequentes, lesões orais recorrentes ou persistentes podem ser um reflexo da saúde geral do corpo. Elas podem sinalizar desde carências nutricionais até doenças mais complexas que afetam múltiplos sistemas.
A falta de certos nutrientes no organismo pode levar ao aparecimento de aftas e outras feridas. As deficiências mais associadas a problemas na mucosa oral são de:
Algumas doenças que afetam o corpo como um todo podem ter manifestações na boca. Condições como a doença de Crohn, a doença celíaca e a doença de Behçet, que envolvem processos inflamatórios crônicos, frequentemente causam úlceras orais recorrentes. A avaliação médica é essencial para investigar essa possibilidade.
Nem todas as manchas ou feridas escuras são graves. Por exemplo, algumas podem ser malformações vasculares benignas que sangram ao mastigar. Essas lesões, que podem ser tratadas com laser, geralmente cicatrizam rapidamente.
A grande maioria das feridas na boca é benigna e autolimitada. Contudo, é fundamental estar atento a sinais que podem indicar uma condição mais grave, como o câncer de boca. A principal característica de uma lesão suspeita é a sua persistência.
É importante lembrar que diversas lesões na boca podem ter aparências semelhantes, variando de uma afta comum a condições mais sérias. Por isso, a avaliação de um profissional de saúde é fundamental para um diagnóstico correto, que muitas vezes exige uma biópsia para confirmação definitiva.
Manchas ou feridas brancas persistentes, por exemplo, podem indicar desde traumas e infecções até lesões que têm o potencial de se tornar pré-cancerígenas. Da mesma forma, manchas escuras ou feridas que não desaparecem no céu da boca podem ser confundidas com câncer.
Procure um médico ou dentista se a ferida apresentar as seguintes características:
Fumantes e pessoas que consomem bebidas alcoólicas com frequência devem ter atenção redobrada, pois são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de boca, conforme alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O manejo de uma ferida oral depende diretamente de sua causa. No entanto, algumas medidas gerais podem aliviar o desconforto e favorecer a cicatrização de lesões simples, como as aftas.
Para lesões benignas, é possível adotar algumas práticas para reduzir a dor. Evite alimentos muito ácidos, salgados ou duros, que podem irritar a ferida. Mantenha uma boa higiene bucal, escovando os dentes com suavidade para não machucar a área afetada. Bochechos com água morna e sal podem proporcionar alívio temporário.
A automedicação nunca é recomendada. A avaliação profissional é indispensável para um diagnóstico preciso. Marque uma consulta se a ferida não cicatrizar em duas semanas ou se apresentar qualquer um dos sinais de alerta mencionados.
Somente um especialista poderá identificar a causa e indicar o tratamento correto, que pode variar desde pomadas tópicas até terapias mais complexas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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