Resuma este artigo com IA:
Conheça a principal classe de fármacos, o mecanismo de ação no corpo e a importância vital da avaliação médica antes do uso.
Aquele momento de intimidade que deveria ser de conexão se torna uma fonte de ansiedade e frustração. A expectativa falha, e a confiança diminui. Se essa cena é familiar, saiba que você não está sozinho e que a medicina moderna oferece soluções eficazes e seguras, desde que utilizadas com orientação profissional.
Urologistas podem acompanhar esse tipo de quadro e indicar o tratamento. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A disfunção erétil (DE), por vezes chamada de impotência, é a dificuldade persistente em obter ou manter uma ereção firme o suficiente para uma relação sexual satisfatória. É uma condição comum, que pode afetar homens de todas as idades, embora seja mais prevalente com o envelhecimento.
As causas são variadas e podem envolver fatores físicos, psicológicos ou uma combinação de ambos. Condições como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas e problemas neurológicos são causas físicas importantes. Já a ansiedade de desempenho, o estresse e a depressão representam gatilhos psicológicos comuns.
A grande maioria dos medicamentos orais prescritos para DE pertence a uma classe conhecida como inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5). Para entender seu funcionamento, é preciso primeiro compreender o processo natural da ereção.
Quando um homem é sexualmente estimulado, o cérebro envia sinais que liberam óxido nítrico no pênis. Essa substância ativa a produção de um mensageiro químico chamado guanosina monofosfato cíclico (cGMP), que relaxa os músculos lisos e dilata as artérias do pênis. Assim, o fluxo de sangue para a região aumenta, preenchendo os corpos cavernosos e resultando na ereção.
A enzima PDE5 atua degradando o cGMP, o que faz o pênis retornar ao estado flácido. Os medicamentos inibidores da PDE5 bloqueiam temporariamente a ação dessa enzima. Com menos PDE5 atuando, os níveis de cGMP permanecem elevados por mais tempo, sustentando o relaxamento dos vasos e facilitando a entrada e permanência do sangue no pênis.
Os inibidores da PDE5, como a sildenafila e a tadalafila, relaxam os vasos sanguíneos para aumentar o fluxo sanguíneo peniano, facilitando a ereção quando há estímulo sexual. É fundamental destacar: esses medicamentos não causam uma ereção automática. O estímulo sexual ainda é indispensável para que o processo seja iniciado.
Existem quatro princípios ativos principais nesta classe aprovados para uso no Brasil. Eles se diferenciam principalmente pelo tempo que levam para fazer efeito e pela duração de sua ação no organismo.
A escolha do medicamento mais adequado depende das necessidades individuais, da frequência da atividade sexual e do perfil de saúde do paciente, uma decisão que deve ser tomada em conjunto com um médico urologista.
Leia também: Veja as principais diferenças entre Viagra e Tadalafila
A automedicação com fármacos para disfunção erétil é extremamente perigosa. A necessidade de prescrição médica existe para garantir a segurança do paciente por diversos motivos críticos.
A atividade sexual é um exercício físico que aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial. Além disso, os inibidores da PDE5 causam uma leve dilatação dos vasos sanguíneos em todo o corpo, não apenas no pênis. Em homens com certas condições cardíacas preexistentes, essa combinação pode ser arriscada.
Uma avaliação cardiológica prévia determina se o coração do paciente está apto para o esforço da relação sexual e para o uso do medicamento. Essa avaliação é fundamental, pois os inibidores da PDE5 podem causar hipotensão grave e afetar o ritmo elétrico do coração, como é o caso da tadalafila.
Leia também: Quem tem pressão alta, pode tomar Viagra?
A contraindicação mais absoluta para o uso de inibidores da PDE5 é o uso concomitante de medicamentos à base de nitratos, comumente prescritos para tratar angina (dor no peito). A combinação dessas duas classes de drogas pode causar uma queda súbita e severa da pressão arterial, levando a tonturas, desmaios, ataque cardíaco e até morte.
Muitas vezes, a disfunção erétil não é a doença em si, mas um sintoma de uma condição de saúde subjacente não diagnosticada, como diabetes, doença arterial coronariana ou distúrbios hormonais. A consulta médica permite investigar e tratar a causa primária, melhorando não apenas a função sexual, mas a saúde geral do paciente.
Embora geralmente bem tolerados, os medicamentos para DE podem causar efeitos colaterais. A maioria é leve e transitória. Os mais relatados incluem:
Efeitos graves, como uma ereção prolongada e dolorosa (priapismo), são muito raros, mas constituem uma emergência médica que exige atendimento imediato.
No Brasil, todos os inibidores da PDE5 exigem prescrição médica para serem vendidos. Essa regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) visa proteger a saúde do consumidor.
Comprar esses produtos em canais não oficiais ou na internet sem receita expõe o usuário a riscos graves, como o consumo de produtos falsificados, contaminados ou com dosagens incorretas, o que pode levar a consequências sérias para a saúde.
Leia também: Para comprar o Viagra, preciso de receita?
Sim. Quando os medicamentos orais não são eficazes ou são contraindicados, o urologista pode indicar outras abordagens terapêuticas. Entre elas estão as injeções intracavernosas, que consistem na aplicação de um medicamento diretamente na lateral do pênis, ou dispositivos de vácuo.
A abordagem terapêutica deve ser sempre personalizada. A disfunção erétil é uma condição tratável, e buscar ajuda médica é o primeiro e mais importante passo para recuperar a qualidade de vida e a confiança.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES