Herpes genital feminina: transmissão, como se prevenir e tratamentos
A herpes genital feminina é uma infecção causada por vírus e transmitida no contato íntimo; a condição pode causar feridas, dor e crises que voltam com o tempo
Resumo
- A herpes genital feminina é uma infecção sexualmente transmissível causada por um vírus que segue no corpo depois do contato
- A transmissão acontece no contato íntimo com a pele ou mucosas infectadas, inclusive quando não há sinais visíveis
- Os sintomas podem incluir bolhas, feridas, dor e coceira na região íntima, com crises que podem voltar ao longo do tempo
- O uso de camisinha reduz o risco, mas não impede totalmente a transmissão, já que o vírus pode estar em áreas não cobertas
- O tratamento com antivirais e o acompanhamento médico ajudam a controlar as crises e diminuir o risco de transmissão
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A herpes genital feminina é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo vírus da herpes simples. A transmissão acontece no contato com a pele ou mucosas de uma pessoa infectada durante a relação sexual. O vírus entra no corpo por pequenas aberturas na pele, que não são visíveis, e segue no organismo de forma permanente.
Muitas mulheres com o vírus não têm sinais, o que facilita a transmissão sem saber. Quando aparecem, os sintomas incluem bolhas dolorosas, ardor ao urinar e coceira na região íntima. O uso de preservativo e cuidados com a saúde ajudam a diminuir o risco.
A herpes genital não tem cura, mas o acompanhamento médico ajuda a controlar as crises e reduzir o risco de transmissão. O tratamento geralmente é feito com antivirais, que diminuem a multiplicação do vírus e ajudam na cicatrização das lesões.
Ginecologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de mulheres com herpes genital. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O que é a herpes genital?
A herpes genital é uma infecção causada principalmente pelo vírus herpes simples tipo 2 (HSV-2). Mesmo assim, o tipo 1 (HSV-1), que é mais comum em lesões na boca, também pode infectar a região genital.
Depois da primeira infecção, o vírus segue no corpo, instalado nas células nervosas, e pode voltar a se manifestar ao longo do tempo. Essas reativações podem causar ou não sintomas, como pequenas bolhas ou feridas que costumam doer.
O HSV-2 é transmitido durante a relação sexual e pode causar lesões na região genital feminina. O diagnóstico certo ajuda a identificar a infecção e a diminuir o risco de contrair outras infecções.
Leia também: Herpes genital feminina tem cura? Entenda sintomas e tratamento
Como é a transmissão da herpes genital na mulher?
A transmissão do vírus da herpes é mais comum do que parece e acontece de várias formas. E, quando o paciente entende essas formas, já está no caminho para se prevenir do jeito certo.
Contato durante a relação sexual
A forma mais comum de transmissão é o contato com a pele ou mucosa de uma pessoa infectada durante a relação sexual sem preservativo, seja vaginal, anal ou oral. O atrito durante o sexo pode causar pequenas lesões na pele, o que facilita a entrada do vírus.
Feridas ou mudanças na pele da região íntima feminina também aumentam o risco de transmissão da herpes genital. Mulheres com lesões mais graves nessa região, por exemplo, podem ter maior chance de contrair o vírus.
Contato com lesões ativas e fluidos
O líquido dentro das bolhas e feridas da herpes é muito contagioso. O contato direto com essas lesões ativas pode transmitir o vírus, e isso também vale para o contato com secreções vaginais, uretrais ou anais de uma pessoa infectada.
Transmissão mesmo sem sintomas
Um dos pontos mais importantes sobre a herpes genital é a “liberação viral sem sintomas”, que significa que a pessoa pode transmitir o vírus mesmo sem bolhas, feridas ou sinais visíveis. O vírus pode estar ativo na pele ou nas mucosas e ser passado para a parceria.
O HSV-2, por exemplo, pode infectar a mucosa genital feminina e ser transmitido no contato íntimo mesmo sem sinais de inflamação ou feridas. A herpes genital pode ser transmitida na relação sexual mesmo sem lesões aparentes, o que reforça a importância da prevenção.
Leia também: Tratamento herpes genital: como controlar os sintomas e as crises
O preservativo protege completamente?
O preservativo não oferece proteção total contra a herpes genital, embora reduza muito o risco de transmissão quando usado do jeito certo. Isso acontece porque o vírus pode estar em áreas da pele que não são cobertas pela camisinha.
Regiões como a vulva, a base do pênis, o escroto e a área entre a vagina e o ânus podem ter o vírus e entrar em contato com a pele da parceria durante a relação. Por isso, mesmo com o uso de preservativo, a transmissão ainda pode acontecer.
Qual a fase da herpes genital que transmite?
O vírus da herpes pode ser transmitido em qualquer fase, mas o risco é maior durante as crises, quando há bolhas ou feridas. Mesmo assim, a transmissão também pode acontecer quando não há sintomas visíveis, por causa da liberação do vírus na pele.
Leia também: Herpes genital masculina: tratamento, sintomas e como controlar
Dá para transmitir herpes genital por objetos?
O vírus da herpes simples é frágil e não sobrevive por muito tempo fora do corpo, em superfícies como vaso sanitário, toalhas, roupas ou sabonetes. Por isso, a transmissão por objetos é considerada muito rara. O contágio acontece pelo contato direto entre peles.
Como reduzir o risco de transmissão do vírus?
Uma postura ativa ajuda a cuidar da saúde sexual e, nesse sentido, algumas medidas são importantes para reduzir o risco de contrair ou transmitir a herpes genital, como:
- Diálogo aberto: converse com o parceiro ou a parceira sobre o histórico de ISTs. A troca de informações ajuda na proteção de ambos;
- Uso do preservativo: use camisinha em todas as relações sexuais (vaginal, anal e oral). Isso não elimina o risco, mas reduz bastante a transmissão;
- Evitar contato nas crises: evite relação sexual quando tiver feridas, bolhas ou sinais de que uma crise pode começar, como coceira ou formigamento;
- Acompanhamento médico: faça exames e procure um ginecologista. Caso seja diagnosticada, o tratamento ajuda nas crises e a diminuir o risco de transmissão.
A informação é uma das principais formas de cuidar da saúde. Assim, quando a paciente entende a transmissão da herpes genital, pode tomar decisões mais seguras e conscientes, o que afeta o bem-estar e a qualidade de vida.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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