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Herpes labial: sintomas, causas, transmissão e como tratar o quadro 

A herpes labial é uma infecção causada por vírus que pode provocar feridas nos lábios; a transmissão acontece, principalmente, pelo contato direto

Resumo
  • O herpes labial é uma infecção causada pelo vírus HSV-1, que fica no organismo e pode voltar a aparecer ao longo da vida;
  • As crises começam com formigamento e evoluem para bolhas, feridas e crostas nos lábios e na região da boca;
  • O vírus é transmitido pelo contato direto com saliva, lesões ou objetos contaminados, principalmente quando há bolhas ou feridas abertas;
  • Situações como estresse, exposição ao sol, baixa imunidade e outras infecções podem fazer o vírus voltar a se manifestar;
  • O acompanhamento médico ajuda a controlar os sintomas, diminuir o tempo das crises e evitar complicações e novas transmissões.
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A herpes labial é uma infecção causada por vírus que provoca bolhas e feridas nos lábios. Os sintomas costumam começar com formigamento, ardência ou coceira e, depois, aparecem bolhas que podem se romper, formar crostas e cicatrizar após alguns dias.

O quadro é causado pelo vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1), que segue no organismo após a primeira infecção e pode voltar a se manifestar ao longo da vida. As crises podem surgir em em períodos de estresse ou quando as defesas do corpo estão baixas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3,8 bilhões de pessoas com menos de 50 anos têm infecção pelo HSV-1, a principal causa do herpes oral. Muitas dessas pessoas não apresentam sintomas, mas ainda podem transmitir o vírus.

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O que é herpes labial e como se manifesta?

A herpes labial é uma infecção viral que afeta a região da boca e dos lábios. O quadro é causado pelo vírus herpes simples, geralmente o tipo 1 (HSV-1). Depois da infecção, o vírus segue no corpo de forma “adormecida”, alojado nos nervos, e pode voltar a aparecer.

As manifestações mais visíveis são as lesões que aparecem nos lábios ou ao redor da boca. Elas surgem em ciclos e costumam começar com sensação de incômodo, como formigamento ou ardência, evoluindo depois para bolhas e feridas.

O papel do vírus herpes simplex tipo 1

O vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1) é o principal causador do herpes labial. A primeira infecção, que geralmente acontece na infância, pode não apresentar sintomas ou pode vir com sinais mais fortes, como febre e inflamação na boca, chamada de estomatite.

Depois dessa infecção inicial, o HSV-1 se desloca para os gânglios nervosos e fica “adormecido” no organismo. Em alguns momentos, o vírus pode ser reativado por alguns fatores, o que leva ao aparecimento das lesões na boca e nos lábios.

Mesmo assim, ter o vírus no corpo não significa que a pessoa terá crises o tempo todo. O que existe é uma maior chance de reativação em determinadas situações, como períodos de estresse, exposição ao Sol e outras.

Leia também: Herpes zoster é contagioso? Saiba identificar os sintomas e prevenir

Quais são as fases e os sintomas da herpes labial?

A herpes labial não aparece de repente, pois costuma evoluir em etapas. Quando a pessoa conhece essas fases, consegue entender melhor o que está acontecendo e pode começar o tratamento mais cedo, ajudando a diminuir os sintomas.

Fase prodrômica

Essa é a fase inicial e acontece algumas horas ou até um ou dois dias antes de aparecerem as lesões. Os sintomas mais comuns são formigamento e sensação de queimação no local onde as bolhas vão surgir. Também pode haver coceira, ardência ou dor.

No geral, essa etapa indica que as lesões estão prestes a aparecer e pode ser o momento de começar o tratamento antiviral, quando indicado pelo médico, para tentar diminuir a intensidade e o tempo da crise.

Fase de bolhas

Depois da fase prodrômica, começam a aparecer bolhas com líquido transparente. Elas costumam aparecer em grupo, formando um “cacho”, principalmente na borda dos lábios, mas também podem surgir no queixo, no nariz e, mais raramente, dentro da boca.

Essas bolhas podem causar dor e a pele ao redor pode ficar vermelha e inchada. Nessa fase, a lesão é muito contagiosa, já que o líquido das bolhas concentra grande quantidade do vírus.

Fase de úlceras

Após alguns dias, as bolhas estouram e liberam o líquido, deixando pequenas feridas abertas, úmidas e superficiais, chamadas de úlceras. Essa costuma ser a fase mais dolorosa e incômoda do herpes labial para o paciente.

Essas feridas podem sangrar e ficam mais expostas a infecções por bactérias, principalmente se não tiver o cuidado certo. O contato com a boca, a alimentação e até falar pode aumentar a dor.

Fase de crostas

Quando as úlceras começam a secar, aparece uma crosta amarelada ou marrom. Essa crosta ajuda a proteger a área e indica que o processo de cicatrização já começou. Não se deve coçar ou retirar essa crosta, porque isso pode atrasar a cura e aumentar o risco de infecção ou marcas na pele. Nessa fase, é comum sentir repuxamento e desconforto.

Com o tempo, a crosta cai sozinha e a pele nova aparece por baixo, mais rosada. Em geral, a lesão cicatriza por completo sem deixar marcas, quando não há complicações.

Leia também: Transmissão do Herpes zoster: entenda como acontece

Herpes labial é o mesmo que afta?

É comum confundir herpes labial com outras lesões da boca, como as aftas, mas existem diferenças. As aftas são feridas que não são contagiosas e aparecem, em geral, na parte interna da boca, como língua, gengiva e bochechas. Elas não aparecem a partir de bolhas e não são causadas por um vírus específico, como no caso do herpes.

A herpes labial é causada pelo vírus herpes simples tipo 1 e não é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST) no sentido mais comum do termo, já que a transmissão acontece principalmente pelo contato com a saliva ou com lesões. 

Ainda assim, o vírus pode ser transmitido para a região genital em situações de sexo oral, causando herpes genital.

A herpes genital costuma estar mais relacionada ao HSV-2, mesmo que os dois  tipos de vírus possam estar envolvidos em diferentes áreas do corpo. Nesses casos, a avaliação médica é importante para identificar cada caso do jeito certo.

Leia também: Aftas na garganta: o que pode ser, causas e quando buscar um médico

O que desencadeia uma crise de herpes labial?

O vírus HSV-1 fica “adormecido” no corpo, mas alguns fatores podem reativá-lo e provocar uma nova crise, e os mais comuns incluem:

  • Exposição solar excessiva: a radiação ultravioleta pode ser um gatilho;
  • Trauma labial: lesões ou procedimentos odontológicos na região da boca;
  • Alterações hormonais: períodos como menstruação ou gravidez podem influenciar;
  • Estresse físico ou emocional: períodos de estresse intenso podem enfraquecer o sistema imunológico;
  • Febre e outras infecções: condições que debilitam o corpo, como gripes e resfriados, podem reativar o vírus;
  • Imunidade baixa: pessoas com sistema imunológico comprometido (por doenças ou remédios) têm maior risco de reativações.

 

Esses fatores afetam o equilíbrio do corpo e podem fazer o vírus voltar a se manifestar em alguns momentos. A frequência e a intensidade das crises podem variar de pessoa para pessoa.

Como é a transmissão da herpes labial

A herpes labial é muito contagiosa e pode ser transmitida por contato direto com as lesões, saliva ou secreções orais de uma pessoa infectada, o pode ocorrer por meio de:

  • Beijos;
  • Contato de pele com pele na área afetada;
  • Compartilhamento de objetos como copos, talheres, batons, toalhas de rosto.

O período de maior contágio é quando as bolhas estão presentes e quando as úlceras estão abertas e úmidas. Mesmo assim, a transmissão também pode acontecer, embora com menor frequência, mesmo quando não existem lesões visíveis.

Como evitar o contágio e novas crises?

A prevenção da herpes labial envolve tanto evitar a transmissão quanto diminuir os gatilhos que levam às crises. Sendo assim, é importante:

  • Gerenciar o estresse: adotar práticas de relaxamento e buscar apoio psicológico, se necessário;
  • Fazer a higiene das mãos: lavar as mãos com frequência, especialmente depois de tocar nas lesões;
  • Evitar coçar: não tocar nas feridas para evitar a disseminação do vírus para outras partes do corpo ou para outras pessoas;
  • Usar protetor solar labial: usar produtos com fator de proteção solar nos lábios, especialmente em exposições prolongadas ao Sol;
  • Evitar contato direto: não beijar e não compartilhar objetos pessoais, como copos, talheres, toalhas, batons, com pessoas que estão com lesões ativas;
  • Manter a imunidade: ter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos e garantir um sono adequado contribuem para um sistema imunológico forte.

 

No geral, esses cuidados ajudam a diminuir o risco de novas crises e também reduzem a chance de transmitir o vírus para outras pessoas.

Por que é importante procurar um médico?

Embora o herpes labial geralmente suma sozinho, buscar um médico é importante para ter:

  • Diagnóstico certo: o profissional de saúde pode confirmar se as lesões são realmente herpes labial e descartar outros quadros;
  • Orientação para prevenção: o infectologista pode oferecer conselhos personalizados sobre como prevenir novas crises e evitar a transmissão do vírus;
  • Tratamento eficaz: o médico pode prescrever medicamentos antivirais (em cremes ou comprimidos) que ajudam a acelerar a cicatrização, reduzir a intensidade dos sintomas e diminuir a frequência das crises;
  • Prevenção de complicações: em casos raros, a herpes labial pode levar a complicações sérias, como infecções oculares (herpes ocular) ou, em situações mais graves, inflamação no cérebro, se não for tratada do jeito certo. Ainda há risco de disseminação para outras áreas do corpo ou infecções por bactérias. Pessoas com imunidade comprometida têm risco aumentado para essas complicações.

Assim, deixar o herpes labial sem tratamento pode prolongar o período de dor e desconforto, aumentar o risco de infecções secundárias e, em algumas situações, levar a quadros mais graves. A avaliação de um médico é indicada em todos os casos.

Leia também: Tratamento herpes genital: como controlar os sintomas e as crises

Como aliviar os sintomas e acelerar a recuperação?

Não há cura para a herpes labial, mas os tratamentos focam em aliviar os sintomas, acelerar a cicatrização e diminuir a frequência e intensidade das crises. Os principais métodos incluem:

  • Compressas frias: podem ajudar a aliviar o desconforto e reduzir o inchaço;
  • Analgésicos e anti-inflamatórios: medicamentos para aliviar a dor e o inchaço;
  • Remédios antivirais orais: em casos mais graves, frequentes ou em pessoas imunocomprometidas, o médico pode prescrever antivirais em comprimidos;
  • Medicamentos antivirais tópicos: cremes ou pomadas, como os que contêm aciclovir, penciclovir ou similares, aplicados sobre a lesão. São mais eficazes se usados nos primeiros sinais, na fase prodrômica.

Seguir as orientações médicas sobre dose e tempo de uso dos medicamentos faz diferença no resultado do tratamento. O uso por conta própria pode não funcionar bem e ainda dificultar a identificação de outros problemas de saúde.

Quanto tempo dura uma crise de herpes labial?

Uma crise de herpes labial geralmente dura entre sete e 14 dias, podendo chegar a cerca de 15 dias até a cicatrização completa. O quadro passa por fases como formigamento, surgimento de bolhas, feridas e formação de crostas. O tempo de duração pode variar de pessoa para pessoa e depende também de quando o tratamento é iniciado.

Níveis baixos de vitamina D no organismo podem deixar a cicatrização mais lenta. E casos mais fortes ou em pessoas com o sistema imunológico mais fraco também podem durar mais tempo. Ao primeiro sinal de recorrência, a avaliação médica pode ajudar a reduzir a duração e a intensidade dos sintomas.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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