Entenda como a inflamação do fígado se manifesta, desde os sinais iniciais e sutis até os sintomas clássicos e mais evidentes
Resuma este artigo com IA:
Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

Aquele cansaço que não vai embora, mesmo depois de uma boa noite de sono. Um mal-estar persistente acompanhado de um leve enjoo que atrapalha as refeições. Muitas vezes, atribuímos esses incômodos à rotina agitada ou ao estresse, mas eles podem ser os primeiros indícios de que algo não vai bem com o seu fígado.
Segundo dados de 2022, do Relatório Global de Hepatites 2024, da Organização Mundial da Saúde (OMS), citado pelo Ministério da Saúde, cerca de 304 milhões de pessoas no mundo estão vivendo com infecção crônica por hepatite B ou C. Dessas, a estimativa é que neste mesmo ano 1,3 milhão de pacientes tenham ido à óbito em decorrência das infecções.
Nas fases iniciais, a hepatite costuma provocar sintomas discretos e pouco específicos, fazendo com que muitas pessoas demorem a procurar atendimento médico. Em alguns casos, a doença evolui de forma silenciosa por semanas, meses ou até anos, sobretudo nas hepatites crônicas, aumentando o risco de complicações como cirrose e câncer de fígado.
Mesmo sintomas leves podem indicar alterações no fígado. Agende uma consulta na rede Américas e faça uma investigação completa.
A hepatite é, por definição, uma inflamação do fígado. Este órgão vital desempenha mais de 500 funções no corpo, incluindo a filtragem de toxinas, a produção de bile para a digestão e o armazenamento de energia.
Quando o fígado está inflamado, sua capacidade de funcionar corretamente fica comprometida, gerando uma série de manifestações pelo corpo. O processo inflamatório pode ser causado por diversos fatores.
Os mais conhecidos são os vírus (hepatites A, B, C, D e E), mas o quadro também pode ser desencadeado pelo uso excessivo de certos medicamentos. Além do consumo de álcool ou por uma resposta do próprio sistema imunológico, que passa a atacar as células do fígado (hepatite autoimune).
A fase inicial da hepatite, conhecida como período prodrômico, costuma apresentar sintomas que podem ser facilmente confundidos com os de uma gripe ou virose comum. É uma fase em que o corpo começa a reagir à agressão no fígado.
Um dos sinais mais comuns e precoces é um cansaço extremo (astenia) que não melhora com o repouso. A pessoa pode se sentir sem energia para realizar atividades cotidianas, acompanhado por uma sensação difusa de mal-estar.
O enjoo é frequente, podendo ou não levar a vômitos. A perda de apetite também é característica, muitas vezes associada a uma aversão ao cheiro de certos alimentos e do cigarro, para os fumantes.
Além desses incômodos, a perda de peso sem explicação aparente também pode ser um indicativo inicial da hepatite.
Enjoos, desconforto abdominal e a presença de olhos amarelados (icterícia) são sinais que podem aparecer inicialmente, sendo considerados típicos de infecção e inflamação no fígado.
Pode ocorrer uma febre baixa e persistente, geralmente abaixo de 38,5°C. Dores musculares (mialgia) e nas articulações (artralgia) também são comuns, reforçando a semelhança com um quadro gripal.
Após a fase inicial, podem surgir os sintomas mais característicos da doença hepática, que indicam um comprometimento mais evidente do fígado.
A icterícia é o sinal mais conhecido, e pode surgir desde o início da doença. Ela ocorre devido ao acúmulo de bilirrubina, um pigmento amarelo produzido pela quebra de glóbulos vermelhos que o fígado inflamado não consegue processar. A coloração amarelada aparece primeiro na parte branca dos olhos (esclera) e depois se espalha pela pele.
A urina se torna escura, com uma cor semelhante à de chá preto ou refrigerante de cola. Isso acontece porque o excesso de bilirrubina no sangue é filtrado pelos rins e eliminado pela urina, alterando sua coloração.
As fezes podem se tornar mais claras, pálidas ou até mesmo esbranquiçadas. A cor normal das fezes vem dos pigmentos da bile, que o fígado inflamado deixa de liberar adequadamente no intestino.
A dor ou desconforto abdominal, quando presente, costuma ser localizada no quadrante superior direito do abdômen, que é a região onde o fígado se encontra.
Pode ser uma dor contínua e leve ou uma sensação de peso e inchaço no local. Em quadros mais avançados de hepatite, além da icterícia já mencionada, podem surgir inchaços na barriga e nas pernas.
Leia também: O que causa hepatite? Saiba identificar os riscos e sintomas
As manifestações podem ter particularidades dependendo da causa e da evolução da doença. É fundamental entender as diferenças entre os tipos de hepatite, pois elas impactam o diagnóstico e o tratamento.
Essas formas podem se manifestar de forma silenciosa em alguns casos ou apresentar um quadro sintomático mais claro e autolimitado.
O próprio corpo costuma combater o vírus e se recuperar em semanas ou meses. Em casos sintomáticos, é comum o aparecimento de pele e olhos amarelados (icterícia) e dores abdominais.
A hepatite B e a hepatite C considerados os mais perigosos por serem frequentemente silenciosos. A pessoa pode não apresentar sintoma algum por anos ou décadas, enquanto o vírus causa danos progressivos ao fígado, podendo levar à cirrose ou ao câncer.
Os sintomas da hepatite autoimune e medicamentosa são muito semelhantes aos das hepatites virais. O diagnóstico diferencial depende da história clínica do paciente, do uso de medicamentos e de exames de sangue específicos.
É fundamental procurar atendimento médico ao notar a presença de qualquer um dos sinais clínicos mencionados, principalmente se houver a combinação de alguns deles, como cansaço, náuseas e urina escura. A icterícia é um sinal de alerta que sempre deve ser investigado.
Além disso, pessoas que passaram por situações de risco, como sexo desprotegido, compartilhamento de seringas ou transfusão de sangue, devem realizar testes para as hepatites B e C, mesmo sem sintomas. Eles medem as enzimas hepáticas e detectam a presença de vírus ou anticorpos.
O diagnóstico precoce é a melhor ferramenta para evitar complicações graves. As clínicas de atenção primária desempenham um papel fundamental, auxiliando no monitoramento dos sintomas e no diagnóstico precoce de condições médicas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160
(21) 3316-2900

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011
(71) 4020-0057

QMSW 4 - Sudoeste, Brasília - DF
(61) 2196-5300

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100
(11) 3040-8000

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080
(21) 2545-4000

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010
(11) 3821-5300

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096
(21) 2729-1000