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A fibromialgia pode provocar dor em várias partes do corpo e cansaço que não passa; nas crises, esses sintomas tendem a piorar por um período

Uma crise de fibromialgia é um período em que a dor generalizada e a sensibilidade do corpo aumentam por um tempo limitado. O sistema nervoso começa a interpretar estímulos comuns como dor mais intensa, o que pode manter o quadro por dias ou semanas.
Nesses períodos, aparecem fadiga intensa, rigidez muscular e alterações no sono. O toque leve já é o suficiente para causar desconforto e também podem ocorrer dificuldades de atenção e memória, conhecidas como “névoa mental”.
Estresse, esforço físico e mudanças de rotina estão entre fatores associados ao aumento dos sinais. O cuidado envolve controle dos sintomas com orientação médica, ajuste de atividades e ações para reduzir a sobrecarga do corpo.
Reumatologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com fibromialgia. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Uma crise de fibromialgia, também chamada de “flare-up”, é o aumento temporário e mais forte dos sintomas da doença. Assim, essa não é uma nova condição, mas a piora do quadro que já existe, podendo durar dias ou até semanas.
Ao longo desse período, o sistema nervoso central, que já responde de forma aumentada à dor na fibromialgia, fica ainda mais sensível. Estímulos comuns começam a causar dor e a dor já presente pode se espalhar e aumentar em intensidade.
Nesse cenário, aparecem dor generalizada, cansaço forte e dificuldade de concentração, o que pode atrapalhar atividades da rotina. O controle do quadro costuma pedir acompanhamento médico e medidas individualizadas para redução dos sintomas.
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Os sintomas de uma crise de fibromialgia afetam o corpo, a mente e as emoções ao mesmo tempo. Eles podem surgir de formas diferentes e se combinar, o que torna a experiência mais difícil para o paciente.
A dor é o sintoma mais conhecido da fibromialgia, sendo descrita como:
Para se ter uma ideia, a dor pode ficar tão forte que o toque de um lençol ou um abraço pode causar desconforto.
A fadiga da fibromialgia não é o mesmo cansaço depois de um dia de trabalho. É um esgotamento intenso que pode limitar as tarefas do dia a dia. Durante a crise, esse quadro pode piorar e dificultar até tarefas simples.
O sono, mesmo prolongado, não costuma ser reparador, e a pessoa pode acordar com a sensação de ainda mais cansaço. Esse cansaço profundo, junto da dor no corpo e da dificuldade de concentração, está relacionado a alterações na forma como o sistema nervoso processa os estímulos.
A crise de fibromialgia não afeta só o corpo, ela também interfere na capacidade de raciocínio. Sendo assim, o chamado “fibro fog” pode ficar mais forte e causar:
A dificuldade de raciocínio pode ser frustrante e atrapalhar o trabalho, os estudos e as conversas. A confusão mental é um dos principais sintomas da crise e está ligada ao aumento da sensibilidade do sistema nervoso, que afeta os pensamentos.
Essa mesma sensibilidade também interfere na memória e na concentração, o que torna tarefas que exigem atenção mais difíceis.
Durante a crise, o cérebro passa a perceber os estímulos de forma mais forte. Luzes podem parecer muito fortes e incomodar, sons podem parecer altos e irritantes, e cheiros podem causar enjoo.
A pele também pode ficar mais sensível, fazendo com que roupas ou mudanças de temperatura causem desconforto. A pessoa ainda pode sentir tontura e mais incômodo com ruídos, o que afeta a qualidade de vida.
Além dos principais sintomas, uma crise pode trazer ou intensificar outros sinais. É comum a rigidez muscular, principalmente ao acordar, além de dores de cabeça ou enxaquecas. Também podem aparecer alterações intestinais, como cólicas, diarreia ou constipação, associadas à síndrome do intestino irritável.
Em alguns casos, há aumento da ansiedade ou piora do humor, com episódios depressivos. Outra manifestação possível é o formigamento ou a dormência nas mãos e nos pés.
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As crises não acontecem de forma aleatória. Em geral, elas são desencadeadas por fatores que aumentam a sobrecarga do sistema nervoso, o que de pessoa para pessoa, mas que incluem:
A atenção a esses fatores ajuda a entender o que costuma piorar os sintomas em cada pessoa e a evitar situações que aumentam as crises, o que contribui para manter o quadro mais controlado.
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Uma crise de fibromialgia exige cuidados com o próprio corpo e medidas para aliviar os sintomas. O foco é reduzir a ativação do sistema nervoso e diminuir a intensidade da dor e do desconforto. Algumas ações podem ajudar, mas precisam ser ajustadas a cada pessoa e acompanhadas por um profissional.
É importante apontar que o uso de remédios para controlar a dor e outros sintomas durante a crise deve ser feito só com orientação médica. A automedicação pode trazer riscos e não ter o efeito esperado.
Mesmo que as crises façam parte da fibromialgia, é importante manter o acompanhamento médico frequente com um reumatologista ou outro especialista.
O atendimento deve ser buscado quando a crise acontecer pela primeira vez, quando a dor não melhorar com as medidas caseiras, quando aparecerem sintomas diferentes dos já conhecidos ou quando houver prejuízo importante no autocuidado, como dificuldade para comer, beber ou fazer a higiene.
Também é preciso procurar ajuda se surgirem sinais de depressão forte ou pensamentos negativos que não vão embora.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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