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Entenda como a vacina Shingrix previne a reativação do vírus da catapora e suas complicações dolorosas.

Aquela sensação de queimação em uma faixa da pele, que em poucos dias se transforma em bolhas dolorosas. Quem já teve ou presenciou um caso de herpes zóster, popularmente conhecido como "cobreiro", sabe o desconforto que a condição pode causar, persistindo por semanas e, em alguns casos, deixando uma dor crônica que afeta a qualidade de vida por meses ou até anos.
Infectologistas são os médicos indicados para esse tipo de acompanhamento de quadros infecciosos. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O herpes zóster é uma infecção causada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo que causa a catapora na infância. Após a recuperação da catapora, o vírus não é eliminado do organismo; ele permanece inativo, ou adormecido, nos nervos próximos à medula espinhal e ao cérebro por toda a vida. Essa persistência torna a vacinação fundamental para evitar sua reativação e as complicações dolorosas.
Anos ou décadas depois, ele pode ser reativado. Isso geralmente ocorre devido a uma queda na imunidade, seja pelo envelhecimento natural do corpo ou por outras condições de saúde. Ao ser reativado, o vírus viaja pelos nervos até a pele, causando as lesões características da doença.
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Qualquer pessoa que já teve catapora pode desenvolver herpes zóster. Contudo, o risco aumenta significativamente com a idade. Os principais fatores de risco são:
Atualmente, a principal ferramenta de prevenção disponível no Brasil é a vacina herpes zóster recombinante (inativada), conhecida pelo nome comercial Shingrix. Ela representa um avanço importante em relação a imunizantes mais antigos, garantindo proteção superior contra a reativação do vírus. Essa proteção evita o surgimento do "cobreiro" e de dores crônicas debilitantes.
A tecnologia recombinante significa que a vacina não contém o vírus vivo, mesmo que enfraquecido. Em vez disso, ela é composta por uma parte específica do vírus, a glicoproteína E, que é fundamental para sua multiplicação.
Ao apresentar essa proteína ao sistema imunológico junto com um adjuvante (substância que potencializa a resposta), a vacina ensina o corpo a criar uma defesa forte e duradoura contra o vírus varicela-zóster, sem qualquer risco de causar a doença.
Essa vacinação eficiente é capaz de frear a multiplicação do vírus no organismo, prevenindo que ele se reative e cause crises dolorosas de "cobreiro". Para a proteção contra complicações de vírus da família do herpes, é essencial que as vacinas foquem em barrar a multiplicação viral, garantindo maior eficácia no controle da doença.
Um ponto favorável é que a baixa diversidade genética do vírus causador do cobreiro favorece a eficácia das vacinas. Isso ocorre porque o patógeno sofre poucas mutações que poderiam driblar a imunidade criada.
Leia também: O que pode piorar o quadro de herpes zóster?
A recomendação para a vacinação é clara e visa proteger os grupos mais suscetíveis às complicações da doença.
A vacina é indicada para todos os adultos com 50 anos ou mais, independentemente de terem tido ou não um episódio prévio de herpes zóster. Essa é a principal faixa etária em que a imunidade contra o vírus tende a diminuir.
Adultos a partir de 18 anos que possuem alguma condição de imunossupressão ou que farão uso de medicamentos que afetam o sistema imune também devem ser vacinados. Por ser uma vacina inativada, ela é segura para esse público.
Ter tido a doença não garante imunidade permanente e novos episódios podem ocorrer. A vacinação após um quadro de herpes zóster ajuda a reduzir significativamente o risco de uma nova reativação do vírus. Recomenda-se aguardar o fim da fase aguda da doença para receber o imunizante, conforme orientação médica.
Os estudos clínicos demonstram uma alta eficácia da vacina recombinante. A proteção contra o desenvolvimento de herpes zóster é superior a 90% em adultos com 50 anos ou mais. Além disso, a vacina é altamente eficaz na prevenção da neuralgia pós-herpética, a complicação mais temida e debilitante da doença.
O esquema completo consiste em duas doses administradas por via intramuscular. O intervalo padrão entre a primeira e a segunda dose é de dois meses, podendo ser estendido para até seis meses, se necessário.
Como qualquer imunizante, a vacina contra herpes zóster pode causar reações. Em geral, elas são leves a moderadas e de curta duração. As mais comuns incluem:
Esses sintomas costumam desaparecer em até 72 horas e indicam que o sistema imunológico está respondendo adequadamente à vacina.
Até o momento, a vacina Shingrix não faz parte do Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). Sua inclusão tem sido debatida por órgãos governamentais, como a Comissão de Assuntos Sociais do Senado, mas ainda não há uma definição para sua incorporação na rede pública.
Dessa forma, a vacina está disponível apenas na rede privada de saúde, em clínicas de vacinação e laboratórios.
Você pode encontrar a vacina em clínicas de imunização particulares e em algumas redes de farmácias e laboratórios que oferecem o serviço. O passo mais importante, no entanto, é conversar com um médico de sua confiança.
Um profissional de saúde poderá avaliar seu histórico, tirar todas as suas dúvidas e confirmar se a vacina é a melhor estratégia de prevenção para o seu caso. Proteger-se contra o herpes zóster é um investimento direto em sua qualidade de vida futura.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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