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O implanon é um método contraceptivo hormonal eficaz; falhas podem ocorrer por uso incorreto ou fatores externos

Quem usa o implante contraceptivo, conhecido como implanon, muitas vezes se pergunta sobre sua segurança. É natural ter dúvidas e buscar confirmação da eficácia do método escolhido. Afinal, a preocupação em evitar uma gravidez não planejada é constante.
Ele é um pequeno bastão inserido sob a pele do braço, é amplamente reconhecido pela sua alta eficácia. Mesmo com a garantia de que é um dos métodos mais seguros, relatos isolados ou informações desencontradas podem gerar ansiedade. Entenda seu corpo com acompanhamento médico. Agende sua avaliação em um hospital da Rede Américas.
O implanon é um implante contraceptivo hormonal de longa duração. Ele consiste em um pequeno bastão flexível, com aproximadamente 4 cm de comprimento, que é inserido sob a pele na parte interna do braço, geralmente o não dominante.
Este dispositivo libera continuamente uma pequena dose do hormônio etonogestrel, um progestagênio sintético. O etonogestrel atua de diversas formas para impedir a gravidez. A principal é inibir a ovulação, ou seja, impede que os ovários liberem óvulos.
Além de tornar o muco cervical mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides. Também altera o revestimento do útero, tornando-o impróprio para a implantação de um óvulo fertilizado.
Uma das grandes vantagens é sua ação prolongada, que dura por até três anos. Após a inserção, você não precisa se preocupar com a ingestão diária de pílulas ou com a troca frequente de outros métodos.
Sendo um método altamente seguro cuja eficácia não depende da lembrança diária da paciente. Sua discrição é outro ponto positivo, sendo praticamente imperceptível sob a pele.
É possível engravidar com implanon, mas é extremamente raro. A taxa de eficácia é superior a 99%, o que o torna um dos métodos contraceptivos mais seguros disponíveis. Isso significa que, em cada 1.000 mulheres que usam o implanon por um ano, menos de uma engravidará.
Estudo divulgado no Medicine, em 2021, demonstrou que ele possui altíssima eficácia, com taxas de gravidez mínimas. Em acompanhamentos clínicos rigorosos, não se registrou nenhum caso de gravidez indesejada, o que deixa claro a alta segurança do método.
Essa altíssima eficácia se deve à liberação hormonal contínua e à eliminação do fator "erro humano", comum em métodos como a pílula (esquecimento de doses). Com o implanon, a mulher não precisa se lembrar de tomar o contraceptivo diariamente, o que reduz drasticamente as chances de falha relacionadas ao uso.
A proteção é assegurada de forma independente da usuária, impedindo a ovulação e garantindo a contracepção por três anos. Além disso, o implante mantém sua eficácia contraceptiva superior a 99% mesmo em situações de falha técnica na aplicação ou deslocamento do bastão no corpo.
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Para se ter uma ideia da sua confiabilidade, o implanon é considerado mais eficaz do que a pílula anticoncepcional, o adesivo, o anel vaginal e até mesmo métodos cirúrgicos como a laqueadura tubária feminina e a vasectomia masculina. Sua taxa de falha é uma das mais baixas entre todos os métodos contraceptivos reversíveis.
As raras ocorrências de gravidez com o implanon geralmente não indicam uma falha do método em si, mas sim circunstâncias específicas que comprometem sua eficácia. Entender esses fatores é fundamental para garantir a máxima proteção.
Uma das causas mais comuns para uma gestação inesperada durante a utilização é a mulher já estar grávida no momento da inserção do implante. Nesses casos, o método não tem como interromper a gestação. Por isso, é fundamental que um teste de gravidez seja realizado antes da colocação.
A eficácia depende diretamente da sua correta inserção por um profissional de saúde treinado. Se o implante não for colocado adequadamente sob a pele, ou se houver dúvidas sobre sua presença, a liberação hormonal pode ser insuficiente.
O médico deve fazer a confirmação após a inserir, realizando a palpação. Caso seja necessário, ele pode conferir também por exames de imagem.
Alguns medicamentos podem interferir na ação do etonogestrel, diminuindo a eficiência. Entre eles, destacam-se:
É essencial informar seu médico sobre todos os medicamentos que você está usando antes e durante o período do implanon, incluindo produtos fitoterápicos como a erva-de-são-joão.
O implanon tem uma duração de três anos. Após esse período, a quantidade de hormônio liberada pode não ser mais suficiente para prevenir a gravidez de forma eficaz. Por isso, é importante respeitar o prazo de validade e agendar a remoção ou a substituição antes que sei efeito diminua.
É necessário estar atenta aos sinais que possam indicar uma gravidez, ainda que seja rara. O implanon pode alterar o padrão menstrual, tornando-o irregular ou até suprimindo-o, o que pode dificultar a identificação de um atraso como indicativo de uma gestação.
Se você experimentar sintomas como náuseas, vômitos e sensibilidade nos seio que persistem e não podem ser explicados por outras causas, considere a possibilidade de uma gravidez. Além da fadiga extrema ou mudanças no apetite.
Embora o implanon cause alterações menstruais, um sangramento de implantação incomum ou ausência de menstruação por um período prolongado merece atenção. Principalmente se vierem acompanhados de outros sintomas.
Em caso de qualquer suspeita de gravidez é fundamental realizar um teste de gravidez de farmácia ou laboratorial e procurar um ginecologista imediatamente. O médico poderá confirmar ou descartar. Se confirmada, é feita a orientação sobre os próximos passos, incluindo a remoção do método contraceptivo.
Para aproveitar ao máximo a proteção, algumas precauções são essenciais. Seguir as orientações médicas e estar atenta ao seu corpo são passos importantes.
A inserção deve ser sempre realizada por um médico ginecologista com experiência e treinamento no procedimento. A colocação correta garante que o implante esteja na posição ideal para liberar o hormônio e evitar qualquer risco de gravidez por má técnica.
Após a inserção, você pode palpar suavemente o local para sentir a presença do implante. Faça isso periodicamente para verificar se ele ainda está lá. Em caso de dúvidas sobre a localização ou se você não conseguir senti-lo, procure seu médico.
Se for inserido entre o 1º e o 5º dia do seu ciclo menstrual, a proteção contraceptiva é imediata. Caso a inserção ocorra em outro momento, é recomendado usar um método contraceptivo de barreira (como camisinha) por pelo menos sete dias após a colocação para garantir a eficácia total.
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A fertilidade retorna rapidamente após a remoção do implanon. Uma das vantagens desta opção é que ele não compromete a capacidade de engravidar no futuro. Após a retirada, os níveis hormonais no organismo voltam ao normal em cerca de uma semana, e a maioria das mulheres recupera a fertilidade no primeiro ciclo menstrual completo.
Muitas delas conseguem engravidar nos primeiros meses após a remoção, em um tempo semelhante ao de quem nunca usou contraceptivos hormonais. Se você planeja engravidar, converse com seu médico para planejar a retirada do implante e receber orientações sobre a concepção.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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