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Saiba reconhecer os sinais da insuficiência venosa crônica, entender suas causas e a importância de uma avaliação profissional para o bem-estar das suas pernas.

Você já sentiu as pernas pesadas, inchadas ou doloridas ao final do dia, principalmente depois de passar horas em pé ou sentado? Essa sensação, muitas vezes atribuída ao cansaço rotineiro, pode ser um sinal de que algo não vai bem com a circulação. Esses desconfortos são sintomas comuns da insuficiência venosa, uma condição que afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo.
Médicos e cirurgiões vasculares são os profissionais indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A insuficiência venosa crônica (IVC) é uma condição médica que ocorre quando as veias das pernas perdem a capacidade de bombear o sangue eficientemente de volta ao coração. Essa falha pode acontecer quando as paredes finas das veias se dilatam, prejudicando as válvulas e permitindo que o sangue flua no sentido contrário, conhecido como refluxo.
Além disso, as veias podem se estreitar ou entupir, impedindo a circulação adequada e aumentando a pressão, o que desencadeia processos inflamatórios. Em vez de fluir para cima, o sangue se acumula nas pernas, causando uma série de sintomas e complicações.
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As veias possuem pequenas válvulas unidirecionais que se abrem para permitir a passagem do sangue em direção ao coração e se fecham para impedir seu refluxo. Esse mecanismo é essencial para vencer a gravidade, especialmente nas pernas.
Na insuficiência venosa, essas válvulas falham, permitindo que o sangue retorne e se acumule nas veias das pernas. O mau funcionamento das válvulas dificulta o retorno do sangue, aumentando a pressão e levando ao surgimento dos sintomas característicos da doença. Esse acúmulo de sangue pode provocar inchaço, dor ao final do dia e inflamação.
Os sintomas da insuficiência venosa podem variar de leves a graves, e tendem a piorar ao longo do dia, com o calor ou após períodos prolongados em pé ou sentado. Reconhecer esses sinais precocemente é crucial para buscar tratamento adequado.
A dor nas pernas é um dos sintomas mais relatados, muitas vezes descrita como queimação, latejamento ou desconforto. Além da dor, muitas pessoas sentem as pernas pesadas e cansadas, como se estivessem carregando um fardo extra.
O mau funcionamento das válvulas venosas é o que dificulta o retorno do sangue, provocando essa dor, inchaço e varizes. Essa sensação geralmente se intensifica ao final do dia ou após longos períodos em pé, aliviando-se com o repouso e a elevação das pernas.
O edema é outro sinal clássico da insuficiência venosa. Ele ocorre quando o excesso de líquido se acumula nos tecidos, resultando em inchaço. Tipicamente, o inchaço aparece nos tornozelos e pés, piorando conforme o dia avança e diminuindo pela manhã, após o repouso noturno.
Para verificar o inchaço, você pode pressionar a pele da região por alguns segundos. Se uma marca temporária permanecer, é um sinal de edema.
Muitas pessoas com insuficiência venosa relatam cãibras dolorosas nas panturrilhas, principalmente durante a noite. Essas cãibras podem interromper o sono e são causadas pela má circulação e pelo acúmulo de subprodutos metabólicos nos músculos.
As varizes são veias dilatadas, tortuosas e geralmente azuladas ou arroxeadas que se tornam visíveis sob a pele. Elas são um dos sinais mais reconhecíveis da insuficiência venosa.
Os vasinhos, também conhecidos como telangiectasias, são veias menores e mais finas, avermelhadas ou arroxeadas, que formam padrões semelhantes a teias de aranha. Ambos indicam um problema na circulação venosa.
Com o tempo, a má circulação e o acúmulo de sangue podem causar diversas alterações na pele das pernas. A pele pode ficar seca, escamosa e com coceira intensa (prurido), conhecida como dermatite de estase.
Também é comum o escurecimento da pele, que adquire uma tonalidade acastanhada ou marrom-avermelhada, especialmente na região dos tornozelos. Isso ocorre devido ao extravasamento de glóbulos vermelhos, cuja hemoglobina se degrada e deposita pigmentos na pele. Em casos mais avançados, a pele pode endurecer, condição chamada lipodermatosclerose.
Em estágios muito avançados da insuficiência venosa, a pele pode não cicatrizar bem após pequenos ferimentos ou desenvolver úlceras espontaneamente. As úlceras venosas são feridas abertas, geralmente dolorosas, que surgem nos tornozelos e são difíceis de curar.
A interrupção do fluxo sanguíneo e a pressão resultante nas veias podem levar à formação dessas feridas, que são um sinal de que a circulação está gravemente comprometida. Se ignorados, sinais como dor, inchaço e varizes podem evoluir para essas feridas crônicas, exigindo atenção médica urgente.
A fisiologia por trás dos sintomas está diretamente ligada ao mau funcionamento das válvulas venosas e a problemas no fluxo sanguíneo. As veias podem ter suas paredes finas dilatadas, o que prejudica as válvulas e permite que o sangue flua no sentido contrário, um fenômeno chamado refluxo.
Além disso, as veias podem se estreitar ou até mesmo entupir, impedindo o retorno adequado do sangue ao coração.
Quando essas válvulas não se fecham corretamente ou o fluxo é interrompido, o sangue se acumula nas pernas. Esse acúmulo de sangue gera um aumento da pressão dentro das veias, distendendo suas paredes e tornando-as visíveis, como as varizes. Essa pressão elevada também força o líquido a sair dos vasos sanguíneos para os tecidos ao redor, causando o inchaço.
A dificuldade no retorno do sangue, o acúmulo e a pressão constante geram dor, sensação de peso e inflamação. A interrupção do fluxo sanguíneo impede o retorno do sangue, gerando pressão que causa dor, inchaço e sensação de peso nas pernas.
A inflamação crônica e a falta de oxigenação adequada dos tecidos resultam nas alterações de pele e, em casos extremos, nas úlceras e feridas crônicas.
É importante procurar um angiologista ou cirurgião vascular se você notar qualquer um dos sintomas mencionados, especialmente se eles forem persistentes, piorarem com o tempo ou impactarem sua qualidade de vida. Um diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento adequado e prevenir a progressão da doença e suas complicações.
Mesmo que os sintomas pareçam leves, uma avaliação profissional pode esclarecer a causa e indicar as melhores estratégias de manejo. A prevenção é a melhor forma de cuidar da sua saúde vascular.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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