Fibrose pulmonar causa cicatrizes que deixam os pulmões rígidos; a doença reduz a elasticidade pulmonar e dificulta a respiração
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Você já sentiu falta de ar ao subir uma escada ou percebeu um cansaço fora do comum durante atividades simples do dia a dia? Embora esses sintomas possam ter diversas causas, em alguns casos eles podem estar relacionados a alterações importantes na saúde dos pulmões.
A fibrose pulmonar é uma doença que provoca a formação de cicatrizes no tecido pulmonar, tornando os pulmões mais rígidos e dificultando a passagem do oxigênio para o organismo. Como seus sinais costumam surgir de forma lenta e progressiva, muitas pessoas demoram a procurar ajuda médica.
Elas também podem confundir os sintomas com o envelhecimento natural ou problemas respiratórios mais comuns. Nesse conteúdo, o Dr. Marcos Bethlem, pneumologista da Rede Américas, explica o que é fibrose pulmonar e explica a importância de tratá-la precocemente. Faça uma investigação completa com um pneumologista da Rede Américas.
A fibrose pulmonar é uma condição crônica e progressiva caracterizada pela formação de cicatrizes no pulmão. Esse processo de cicatrização ocorre no interstício, o fino tecido que envolve e sustenta os sacos de ar (alvéolos). Quando esse tecido se recupera, ele se torna mais espesso e rígido, levando ao endurecimento dos pulmões.
A alteração faz com que os órgãos percam sua elasticidade natural, dificultando sua expansão para encher de ar. O que pode dificultar a captação de oxigênio e sua consequente entrega aos tecidos.
“Por esse motivo, o quadro pode fazer com que o paciente apresente sintomas como dificuldade para respirar", explica o especialista. A fibrose pulmonar afeta principalmente idosos, com uma progressão que leva à perda funcional pulmonar e diminuição significativa da qualidade de vida.
Em muitos casos, a causa exata da cicatriz no pulmão não pode ser identificada. Quando isso acontece, a condição é chamada de Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI), que é a forma mais comum e geralmente mais grave da doença.
No entanto, existem diversas causas e fatores de risco conhecidos que podem levar à fibrose secundária. Eles incluem:
“Síndrome Pós-Covid" e “Covid longa" são os nomes dados às sequelas que aparecem após a recuperação dos pacientes. Entre elas está a fibrose pulmonar, visto que a infecção pelo Sars-CoV provoca uma inflamação pulmonar que pode evoluir para fibrose.
A maioria desses pacientes evolui com recuperação das sequelas pulmonares, mas algumas pessoas podem manter o quadro ou até mesmo apresentar progressão da fibrose. "Por esse motivo é importante manter acompanhamento com pneumologista a fim de monitorar a evolução do quadro", afirma o Dr. Marcos Bethlem.
Os sintomas de fibrose pulmonar costumam ser inespecíficos e se desenvolver ao longo de meses ou até anos. Por isso, o seu diagnóstico inicial pode ser considerado um desafio. Sendo indicado consultar um pneumologista caso surjam manifestações como:
O Dr. Marcos recomenda que “caso surja algum dos sintomas mencionados acima, é indicado consultar um pneumologista, visto que um diagnóstico preciso e o início do tratamento precoce, quando indicado, ajuda a retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida".
O profissional destaca ainda que a fibrose pulmonar é um termo genérico para o surgimento de cicatrizes no pulmão. Sendo assim, é importante identificar o que está causando o problema para então tratá-lo.
Dentre as doenças mais comuns, a fibrose pulmonar idiopática aparece como uma das principais condições que levam ao aparecimento progressivo das cicatrizes.
Para o diagnóstico, é importante que se monte um 'quebra-cabeça' de informações coletadas por meio da escuta do histórico do paciente (anamnese), exame físico e análises complementares.
Dentre os exames que podem contribuir para o diagnóstico estão a tomografia, provas de função respiratórias e exames de sangue. "Em algumas ocasiões também pode ser necessário realizar uma biópsia pulmonar", detalha o médico. Veja mais detalhes abaixo:
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) “não existe nenhum tratamento capaz de curar a fibrose pulmonar idiopática”. No entanto, existem tratamentos que podem ajudar a controlar a progressão da doença, aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O tratamento da fibrose pulmonar varia de acordo com o agente causador, e deve ser individualizado. O objetivo principal é controlar os sintomas e diminuir a velocidade com que a doença avança.
De modo geral, parar de fumar, aderir à reabilitação respiratória, alimentação saudável e atividades físicas ajudam o paciente a respirar melhor.
A depender da causa do problema, podem ser prescritas medicações como corticóide e imunossupressores para reduzir a inflamação e a formação de novas cicatrizes pulmonares. Além de promover essa redução, os medicamentos antifibróticos ajudam a preservar a função pulmonar por mais tempo.
Programas de reabilitação, conduzidos por fisioterapeutas, são essenciais. Eles incluem exercícios físicos supervisionados, técnicas de respiração e educação sobre a doença para ajudar o paciente a gerenciar melhor sua condição no dia a dia.
"Para casos avançados, o uso de oxigênio e o transplante de pulmão podem ser considerados", finaliza o especialista em pneumologia da Rede Américas. Quando os níveis de oxigênio no sangue ficam muito baixos, o uso de oxigênio suplementar se torna necessário.
A oxigenoterapia alivia a falta de ar, melhora o sono, o humor e permite que o paciente se mantenha mais ativo.
A fibrose pulmonar é uma condição crônica que pode ser controlada com um diagnóstico precoce e um tratamento adequado.
O acompanhamento constante e a adesão às abordagens terapêuticas podem ajudar a melhorar a qualidade de vida e retardar a progressão da doença. O que reforça a importância de um cuidado contínuo e personalizado.
Adotar um estilo de vida saudável é essencial para o manejo da doença. Algumas medidas são importantes:
Viver com fibrose pulmonar exige acompanhamento médico contínuo e uma abordagem multidisciplinar. Com o suporte correto, é possível controlar os sintomas e levar uma vida ativa e significativa.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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