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Entenda quais estratégias são eficazes para facilitar a passagem de cálculos renais pequenos e quando a ajuda médica é essencial.

As pedras nos rins, ou cálculos renais, surgem quando sais e minerais não se dissolvem adequadamente na urina. Este processo pode ser agravado por condições como o excesso de peso e o diabetes, exigindo atenção médica e hidratação adequada para seu manejo.
A dor, muitas vezes, surge de repente, aguda e na lateral das costas, irradiando para o abdômen. Uma cólica renal é uma experiência intensa e inesquecível, que desperta uma pergunta urgente: como expelir essa pedra nos rins o mais rápido possível?
Nefrologistas podem atender esse tipo de quadro e acompanhá-lo durante o tratamento. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A velocidade com que uma pedra no rim é expelida depende de três fatores principais: seu tamanho, sua localização no trato urinário e as medidas adotadas pelo paciente. A palavra "rapidamente" precisa ser ajustada às expectativas realistas da condição.
Para cálculos pequenos, com menos de 5 milímetros, a expulsão natural é o cenário mais comum. Contudo, esse processo pode levar de alguns dias a poucas semanas. Fragmentos de pedra ainda menores, com menos de 4 milímetros, são frequentemente deixados para uma saída natural. No entanto, é importante saber que mesmo esses fragmentos podem causar novas cólicas e contribuir para o crescimento de futuros cálculos renais. O objetivo do tratamento clínico é tornar essa passagem menos dolorosa e mais eficiente.
Pedras maiores enfrentam mais dificuldade para navegar pelo ureter, o canal estreito que liga o rim à bexiga. Nesses casos, a probabilidade de expulsão espontânea diminui consideravelmente, e a intervenção médica se torna necessária.
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Quando um cálculo renal pequeno está em trânsito, algumas ações podem de fato acelerar sua saída e aliviar o desconforto. As abordagens são baseadas em aumentar o fluxo de urina e relaxar o canal urinário.
A medida mais eficaz e universalmente recomendada é a hiper-hidratação. Beber de 2 a 3 litros de água ao longo do dia aumenta o volume de urina, criando uma pressão que ajuda a "empurrar" o cálculo para fora. Esse aumento na ingestão de líquidos é fundamental para diluir os cristais na urina, facilitando a expulsão natural dos cálculos.
Grandes volumes de líquidos ajudam a diminuir o tempo de trânsito dos cristais pelos rins, reduzindo a chance de novas formações. A urina diluída também diminui a concentração de minerais, o que é fundamental para prevenir a formação de novas pedras. A meta é manter a urina sempre com uma coloração amarelo-clara, quase transparente.
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Sucos de frutas cítricas, especialmente limão e laranja, são ricos em citrato. Essa substância se liga ao cálcio na urina, ajudando a inibir o crescimento de cristais e a formação de cálculos de oxalato de cálcio, o tipo mais comum.
Embora seu papel principal seja na prevenção, consumir sucos cítricos durante uma crise pode contribuir para um ambiente urinário menos propício à agregação de cristais. Vale dizer que o consumo deve ser da fruta natural, sem adição de açúcar.
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Para pedras que causam dor e têm dificuldade de sair, um urologista pode prescrever medicamentos da classe dos alfabloqueadores, como a tansulosina. Eles atuam relaxando a musculatura do ureter, o que alarga o canal e facilita a passagem da pedra. Cálculos renais de até 6 milímetros podem ser expelidos naturalmente, e o uso de alfa-bloqueadores é eficaz para acelerar esse processo e aliviar a dor.
Essa abordagem, conhecida como terapia médica expulsiva (TME), é indicada para cálculos de até 10 mm localizados na porção final do ureter. O uso desses remédios deve ser feito exclusivamente com orientação e acompanhamento médico.
Atividades físicas leves, como caminhadas, podem auxiliar no processo. A gravidade e a movimentação do corpo podem contribuir para o deslocamento do cálculo pelo trato urinário. Não há uma "posição mágica", mas evitar o sedentarismo durante esse período pode ser benéfico.
Muitas receitas populares, como o chá de quebra-pedra ou misturas com vinagre de maçã, são difundidas como soluções rápidas. É preciso cautela. O chá de quebra-pedra (Phyllanthus niruri) possui estudos que sugerem um efeito na prevenção de cálculos, mas sua capacidade de expelir uma pedra já formada e em trânsito não é comprovada cientificamente.
Soluções caseiras sem validação podem atrasar a busca por tratamento adequado e, em alguns casos, piorar a situação. A base do tratamento seguro continua sendo a hidratação e o acompanhamento de um especialista.
O tamanho do cálculo é o fator mais determinante para a expulsão espontânea. Embora pedras de até 6 milímetros tenham uma boa chance de serem expelidas naturalmente, a probabilidade de sucesso diminui drasticamente à medida que a pedra cresce.
Pedras maiores que 10 mm raramente são expelidas sem procedimentos médicos, como a litotripsia (ondas de choque) ou a ureteroscopia (laser para fragmentar a pedra).
Tentar expelir uma pedra em casa tem limites claros. Procure um pronto-socorro ou um urologista imediatamente se apresentar qualquer um dos seguintes sinais:
Esses sintomas podem indicar uma obstrução completa do ureter ou uma infecção grave, condições que exigem tratamento médico imediato para evitar danos permanentes aos rins.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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