A intoxicação por metanol pode causar cegueira irreversível e até a morte. Aprenda a reconhecer os sinais de alerta e saiba quando procurar atendimento médico urgente.
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O metanol é uma substância altamente tóxica. Embora ele esteja presente em quantidades mínimas e seguras em bebidas regulamentadas (sendo um subproduto natural da fermentação), a ingestão em doses tóxicas, encontradas em bebidas alcoólicas adulteradas ou clandestinas, configura uma emergência médica grave.
O Ministério da Saúde, por meio de notas técnicas e alertas, reforça que a rápida identificação dos sintomas de intoxicação por metanol e o socorro imediato são fatores determinantes para evitar sequelas permanentes, como a cegueira irreversível, e o óbito. A seguir, entenda o que é o metanol, saiba como ele pode estar presente nas bebidas, e quais os sintomas de intoxicação por metanol para você aprender a identificar. Para mais informações é preciso buscar um médico especialista. Agende a sua avaliação na Rede Américas.
O metanol (CH3OH), também conhecido como álcool metílico, é um álcool simples e incolor, muito utilizado na indústria química como solvente, anticongelante, aditivo de combustíveis e na produção de plásticos e adesivos.
Por ser um insumo industrial de baixo custo, ele é uma substância utilizada em adulterações de bebidas alcoólicas clandestinas, o que fez com que o Ministério da Saúde emitisse orientações sobre casos de intoxicação por metanol após consumo dessas bebidas.
Embora o metanol e o etanol (CH3CH2OH) sejam quimicamente parecidos, a diferença crucial está na forma como o organismo os metaboliza. O etanol é o álcool presente nas bebidas seguras.
Já o metanol, com apenas um átomo de carbono, é transformado em substâncias altamente tóxicas: formaldeído e ácido fórmico. É o ácido fórmico que agride o sistema nervoso central e, em especial, o nervo óptico, sendo o responsável pela cegueira e pelos danos neurológicos graves.
O metanol pode ser encontrado em bebidas adulteradas, geralmente em destilados falsificados. Ele não confere sabor ou odor desagradável, sendo difícil de ser detectado pelo consumidor.
O perigo real é a sua toxicidade intrínseca, que causa danos celulares graves e acidose metabólica no corpo. Apenas 10 ml (duas colheres de chá) podem causar cegueira, e a ingestão de 30 ml (cerca de um gole) ou mais pode ser fatal.
É importante lembrar que bebidas fermentadas (como cervejas e vinhos) e até mesmo destilados contêm, naturalmente, quantidades mínimas de metanol. Isso ocorre porque o metanol é um subproduto do processo de fermentação, resultado da quebra da pectina presente nas frutas (uva, cevada, etc.).
Essa taxa é segura em produtos legítimos e fiscalizados, pois o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) estabelece padrões de identidade e qualidade com limites máximos permitidos para garantir a segurança.
Os sintomas da intoxicação por metanol são divididos em fases, dependendo da quantidade ingerida e do tempo de metabolização. O período de latência é longo, com sintomas demorando a aparecer, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento.
Os sintomas podem levar de 12 a 24 horas para aparecer se não houver etanol no organismo, e o surgimento pode ser ainda mais tardio se a bebida estiver misturada com etanol.
Importante: não é possível identificar o metanol na bebida apenas pelo cheiro ou sabor, pois ele não altera significativamente as características sensoriais.
A recomendação é sempre consumir bebidas de origem legalizada, com selo fiscal e rótulo em bom estado. Se você ou alguém próximo consumir uma bebida e apresentar qualquer alteração visual ou dor abdominal incomum e intensa, procure um atendimento médico imediato.
O socorro nas primeiras horas é essencial, e o tratamento pode incluir o uso de antídotos (como o etanol venoso) para inibir a formação do veneno no organismo.
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