Revisado em: 19/11/2025
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A febre pode indicar infecção ou avanço do câncer. O diagnóstico rápido é essencial no paciente oncológico

Quando se fala em câncer, a palavra “metástase” surge como um dos maiores temores para os pacientes. Ela representa a disseminação da doença para outras partes do corpo, um processo que pode trazer novos desafios e sintomas.
Um desses sintomas, que muitas vezes é associado a problemas mais simples como infecções, é a febre. Mas, por que a febre pode indicar algo mais grave do que uma simples infecção em um paciente oncológico?
Ao longo do texto você vai entender porque a metástase da febre e como é importante ficar atento a esse sinal.
A metástase é caracterizada pela disseminação pelo corpo das células cancerígenas do tumor principal. Elas circulam pelo organismo por meio da corrente sanguínea ou sistema linfático e se alojam em órgãos e tecidos, se multiplicam e formam novos tumores.
Os locais mais comuns para a instalação do tumor secundário são os ossos, o fígado e o pulmão. O nome do câncer metastático é o mesmo da sua origem e não da sua nova localização.
Assim, um câncer de pulmão com metástase no fígado não se torna um câncer de fígado. Ele é considerado um câncer de pulmão metastático e deve ser tratado dessa maneira.
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A febre é um mecanismo de defesa do organismo que é ativado quando o sistema imunológico detecta algo errado. A partir disso ele aciona o hipotálamo, elevando a temperatura corporal. O hipotálamo é uma região do cérebro que funciona como um termostato.
A temperatura normal do corpo varia entre 35,3ºC e 37,7ºC. A partir de 37,8ºC é considerada anormal, e o indivíduo pode se considerar com febre.
A causa mais comum de febre são as infecções causadas por vírus, bactérias ou parasitas. Mas ela também pode representar outras condições como as doenças reumáticas (artrite reumatoide), autoimunes (lúpus descompensado) e até oncológicas. Também pode ser causada por doenças inflamatórias não infecciosas ou relacionadas ao HIV.
A febre pode fazer parte do quadro sintomatológico dos pacientes com câncer. Ela pode ser considerada um dos sintomas de metástase. Então a resposta mais direta para a pergunta: “câncer com metástase dá febre?” É sim.
O sintoma no paciente oncológico pode ter duas origens principais: a infecciosa e a neoplásica. A febre de origem infecciosa pode acontecer em pacientes que estão fazendo quimioterapia.
Com o tratamento, o sistema imunológico fica enfraquecido, devido a redução das células de defesa. Essa condição é chamada de imunossupressão.
Esse fator torna o organismo mais suscetível a infecções. Em pessoas com a imunidade debilitada, uma simples gripe pode evoluir para uma infecção generalizada, podendo ser fatal.
Então a febre é um sinal de alerta bem importante para esse público. Ela também pode ser causada pelo próprio câncer, sem a presença de um quadro infeccioso. Sendo chamada de febre neoplásica ou febre tumoral, uma síndrome paraneoplásica.
A síndrome é um conjunto de sintomas que não são causados diretamente pela presença física do tumor. Eles ocorrem em decorrência das substâncias liberadas pelas células do câncer ou pela resposta imunológica ao tumor.
A febre neoplásica costuma ser a causa mais comum de febre de origem desconhecida em indivíduos com neoplasia. Um estudo publicado no National Institutes of Health, em 2016, apontou que pacientes com linfoma e leucemia são mais predispostos ao sintoma.
Assim como aqueles com sarcomas ósseos e de tecidos moles. A febre não costuma ser comum em indivíduos com câncer de mama, mas pode estar presente em casos de metástase.
Identificar o motivo específico do aumento da temperatura corporal em pacientes com metástase define qual vai ser o tratamento ideal. Como a manifestação clínica pode ser tanto um sinal de infecção grave quanto do próprio avanço do câncer, a investigação deve ser completa.
Deve envolver exames laboratoriais como o hemograma completo, cultura de sangue e de urina, sorologias e exames de imagem para determinar o foco da febre.
O ultrassom, tomografia computadorizada e a ressonância magnética podem ser solicitados para verificar os focos de infecção ou para avaliar a progressão da doença metastática.
O diagnóstico da febre tumoral costuma ser um diagnóstico de exclusão. Quando as causas infecciosas e outras origens já foram descartadas.
O tratamento da febre metastática depende da causa. Então se a febre for de origem infecciosa, o tratamento deve ser focado em combater a infecção com o uso do medicamento correto.
Com o resultado dos exames, se estiver sendo causada por fungos, devem ser administrados antifúngicos. Já se o quadro for bacteriano, deve ser tratado com antibióticos. No caso da febre neoplásica, o ato de tratar tem o objetivo de controlar a temperatura.
O artigo do National Institutes of Health publicado em 2016, mostrou que o naproxeno foi eficaz no tratamento da febre tumoral em 90% dos 195 pacientes estudados. Em alguns casos, a ressecção cirúrgica do tumor pode levar à resolução completa e imediata da febre.
Mesmo a metástase sendo raramente curável, ela pode ser tratada para retardar a disseminação, aumentar a sobrevida do paciente e aumentar a sua qualidade de vida.
A metástase dá febre, e esse sintoma nunca deve ser ignorada. Pode ser um sinal de uma infecção grave, que exige tratamento imediato. Ou um indicativo da atividade da própria doença, a chamada febre neoplásica.
Por isso, qualquer alteração na temperatura corporal deve ser investigada rapidamente, garantindo um diagnóstico preciso e um tratamento adequado.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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