Entenda os impactos da substância no corpo e na mente e saiba quando o uso, mesmo medicinal, exige atenção especializada.
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Seja por indicação médica para tratar uma condição específica ou pela discussão sobre seu uso recreativo, o tema cannabis está cada vez mais presente. Com isso, surgem dúvidas importantes sobre os seus reais impactos no organismo. Afinal, quais são os efeitos colaterais e como eles se manifestam?
Compreender essas reações é o primeiro passo para um uso consciente e seguro, diferenciando os benefícios terapêuticos dos riscos associados ao abuso ou ao uso sem orientação profissional. Mesmo quando o uso é medicinal, a cannabis pode afetar temporariamente o sistema nervoso e psiquiátrico, sublinhando a importância do acompanhamento profissional.
Psiquiatras são os especialistas indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Logo após o consumo, a cannabis provoca uma série de reações que variam conforme a dose, a via de administração e a sensibilidade individual. Esses efeitos agudos geralmente duram algumas horas e podem ser divididos em psicológicos e físicos.
O tetraidrocanabinol (THC), principal composto psicoativo da planta, age diretamente no sistema nervoso central. Isso pode resultar em:
O corpo também responde à presença dos canabinoides. As reações físicas mais frequentes são:
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Quando o uso de cannabis se torna crônico e frequente, especialmente com produtos de alto teor de THC, os riscos mudam de perfil e podem se tornar mais sérios e duradouros.
O cérebro, principalmente aquele em desenvolvimento, é vulnerável aos efeitos crônicos da cannabis. Estudos indicam que o uso pesado e iniciado na adolescência pode estar associado a dificuldades persistentes de memória, atenção e funções executivas — a capacidade de planejar e executar tarefas. De fato, estudos (2023) observam que o uso de cannabis pode afetar a memória.
Para pessoas com predisposição, o uso contínuo de cannabis pode ser um gatilho para transtornos mentais. Há evidências que o associam a um risco aumentado de desenvolvimento de psicoses, como a esquizofrenia (2020). Além disso, pode agravar quadros de ansiedade e depressão em alguns usuários e levar ao desenvolvimento de dependência.
Estudos indicam que o uso de cannabis pode afetar a saúde mental de diversas formas, sendo um fator a ser considerado por profissionais de saúde. Ainda, o uso de cannabis, especialmente em conjunto com outras substâncias como sedativos, pode acelerar e agravar o desenvolvimento da dependência, principalmente em usuários jovens.
A forma de consumo influencia diretamente os riscos físicos. Fumar cannabis, por exemplo, expõe o sistema respiratório a muitas das mesmas toxinas do tabaco, podendo levar a bronquite crônica e outros problemas pulmonares. Há também preocupações sobre a saúde cardiovascular, dado que a substância pode afetar a pressão arterial e a frequência cardíaca.
Estudos (2019) apontam que o consumo de maconha pode causar danos graves ao coração e aos vasos sanguíneos. Isso inclui inflamação das artérias e um aumento no risco de formação de coágulos, fatores que podem comprometer seriamente a saúde cardiovascular.
O THC e o canabidiol (CBD) são os dois canabinoides mais conhecidos, mas seus efeitos são muito distintos. Enquanto o THC é o principal responsável pela psicoatividade ("chapado"), o CBD não possui esse efeito.
A tabela abaixo resume as principais diferenças em relação aos efeitos adversos:
Embora o CBD possa causar sonolência em doses elevadas, a pesquisa tem explorado combinações específicas, como a de CBD com beta-cariofileno, que demonstram aliviar a dor sem os efeitos colaterais motores típicos, como tontura ou perda de equilíbrio.
Alguns grupos são considerados mais vulneráveis aos efeitos adversos e devem evitar o uso ou fazê-lo sob rigorosa supervisão médica:
Para pacientes que utilizam a cannabis medicinal, a chave é a orientação profissional. O médico saberá indicar o produto com a proporção adequada de CBD e THC, começar com doses baixas e aumentá-las gradualmente, monitorando as reações.
Este acompanhamento é necessário para gerenciar os riscos e evitar interações negativas com outros medicamentos.
De forma geral, algumas práticas ajudam a reduzir riscos:
É fundamental buscar avaliação médica se você ou alguém próximo apresentar reações adversas intensas ou preocupantes após o uso de cannabis.
Fique atento a sinais como:
O diálogo aberto com um profissional de saúde é o caminho mais seguro para entender a relação entre a cannabis e o seu organismo, seja para fins terapêuticos ou para sanar dúvidas sobre seus riscos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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