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Aprenda a diferenciar os sinais clássicos, como febre alta e pus, e entenda por que a avaliação médica é indispensável.

Aquela dor de garganta que começa de repente, mais parecendo que você engoliu cacos de vidro, pode ser mais do que um simples resfriado. Quando a dificuldade para comer ou até mesmo beber água se torna extrema e a febre sobe rapidamente, é hora de prestar atenção a outros sinais. Estes podem ser os primeiros indícios de uma amigdalite bacteriana.
A amigdalite bacteriana é uma inflamação das amígdalas, duas massas de tecido linfoide localizadas no fundo da garganta, causada pela proliferação de bactérias. A principal responsável por esse quadro é a Streptococcus pyogenes, também conhecida como estreptococo do grupo A. Este microrganismo é a causa mais comum de infecções bacterianas na garganta.
Diferente da amigdalite viral, que tende a ser mais comum e autolimitada, a versão bacteriana exige um tratamento específico para combater o agente infeccioso e prevenir complicações sérias. Por isso, reconhecer seus sintomas é o primeiro passo para buscar o cuidado adequado.
Otorrinos são os especialistas que podem atendê-lo neste tipo de quadro. A Rede Américas possui especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Os sinais da infecção bacteriana costumam ser mais intensos e localizados na garganta. É importante observar a combinação dos sintomas, pois raramente eles aparecem de forma isolada.
A dor geralmente começa de forma abrupta e é bastante forte, dificultando a deglutição (ato de engolir). Muitas pessoas descrevem a sensação como uma queimação ou um arranhão constante, que pode irradiar para os ouvidos.
Um dos sinais mais marcantes é a febre, que frequentemente ultrapassa os 38,5°C. Ela pode ser acompanhada por calafrios e uma sensação de mal-estar generalizado, indicando que o corpo está combatendo uma infecção mais robusta.
Ao observar a garganta com uma lanterna em frente ao espelho, é possível notar as amígdalas muito vermelhas e inchadas. Na amigdalite bacteriana, é comum o aparecimento de pontos ou placas de secreção branca ou amarelada sobre elas, um sinal claro da presença de pus.
Os gânglios linfáticos, ou ínguas, localizados no pescoço e abaixo da mandíbula, podem ficar inchados e doloridos ao toque. Eles fazem parte do sistema de defesa do corpo e aumentam de tamanho ao combater uma infecção próxima.
Além dos sintomas principais, outros sinais podem estar presentes, como:
Distinguir os dois tipos é fundamental, pois os tratamentos são completamente diferentes. Enquanto a amigdalite viral melhora com repouso e sintomáticos, a bacteriana necessita de antibióticos. A ausência de sintomas gripais, como tosse e espirros, é uma pista importante.
A tabela abaixo ajuda a visualizar as diferenças:
Vale dizer que apenas uma avaliação médica pode confirmar o diagnóstico com precisão, muitas vezes com o auxílio de exames como o teste rápido para estreptococo.
Sim, a infecção é contagiosa. A transmissão ocorre por meio de gotículas de saliva ou secreções nasais expelidas ao falar, tossir ou espirrar. O compartilhamento de copos, talheres e outros objetos pessoais também pode transmitir a bactéria.
Uma pessoa com amigdalite bacteriana pode transmitir a doença até receber as primeiras 24 a 48 horas de tratamento com antibiótico. Após esse período, o risco de contágio diminui drasticamente.
O tratamento inadequado ou a falta dele aumenta o risco de complicações. A infecção pode evoluir para um abscesso periamigdaliano (acúmulo de pus ao redor da amígdala), que causa dor extrema e dificuldade para abrir a boca. A necessidade de drenar abscessos nas amígdalas, por vezes com cirurgia, é um forte indicativo de infecção bacteriana grave.
Quando a amigdalite aguda é causada pela bactéria Streptococcus beta-hemolítico do grupo A, a progressão para complicações mais sérias, como o abscesso peritonsilar, exige obrigatoriamente o uso de antibióticos.
Em casos mais raros, a bactéria pode se espalhar pela corrente sanguínea e causar problemas mais graves, como a febre reumática, uma condição que afeta o coração, as articulações e o sistema nervoso. Por isso, seguir a orientação médica é essencial.
A avaliação de um especialista, como um clínico geral ou otorrinolaringologista, é sempre recomendada na presença de dor de garganta intensa. Procure atendimento médico imediato se apresentar:
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e no exame da garganta. Para determinar a necessidade de antibióticos, os médicos também utilizam escalas clínicas padronizadas, como Centor ou McIsaac. Essas ferramentas ajudam a estimar a probabilidade de a infecção ser causada por bactérias do grupo A.
O médico pode ainda solicitar um teste rápido de antígeno ou uma cultura de orofaringe para confirmar a presença da bactéria Streptococcus.
Confirmada a infecção bacteriana, o tratamento é realizado com antibióticos prescritos pelo médico. É fundamental tomar o medicamento exatamente como orientado e por todo o período recomendado, mesmo que os sintomas desapareçam antes. A interrupção prematura do tratamento pode levar à recorrência da infecção e aumentar o risco de complicações.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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