Entenda o que difere a remoção padrão do útero de um procedimento mais amplo; a via cirúrgica depende da doença, do útero e das condições da paciente
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A histerectomia é o nome dado ao procedimento cirúrgico para a remoção do útero. Os termos "total" e "radical" servem para definir a extensão dessa cirurgia, ou seja, quais estruturas anatômicas acompanham o útero na retirada.
Na histerectomia total, o cirurgião remove o corpo do útero, que é a parte superior onde o bebê se desenvolve na gravidez, e o colo do útero, a porção inferior que conecta o órgão à vagina. Trata-se da técnica cirúrgica mais comum na ginecologia.
Essa abordagem costuma ser direcionada para condições benignas que causam dor ou sangramento, afetando a qualidade de vida da mulher de forma severa, mas sem risco oncológico imediato.
A histerectomia radical compreende uma cirurgia significativamente mais extensa. Além do corpo e do colo do útero, a equipe médica retira os paramétrios (tecidos e ligamentos que fixam o útero na pelve), a porção superior da vagina e, com frequência, os linfonodos (gânglios linfáticos) da região pélvica.
A indicação desse procedimento mais amplo ocorre para garantir uma margem de segurança no tratamento de tumores malignos, evitando que células doentes permaneçam no organismo.
Nem toda histerectomia é igual. A extensão da cirurgia depende da condição que está sendo tratada e das estruturas que precisam ser preservadas ou removidas. Agende uma avaliação ginecológica na Rede Américas para entender qual abordagem pode ser indicada no seu caso.
A histerectomia total consiste na remoção integral do útero. Isso significa que o colo do útero também é retirado junto com o corpo uterino. Muitas pacientes acreditam que essa cirurgia inclui obrigatoriamente a remoção dos ovários, mas isso não é regra.
A retirada das trompas de Falópio e dos ovários é um procedimento à parte, chamado salpingooforectomia. O médico avalia a necessidade de retirar os ovários com base na idade da paciente e no diagnóstico.
Se os ovários forem preservados, a mulher deixa de menstruar devido à ausência do útero, mas não entra na menopausa cirúrgica, pois a produção hormonal continua ativa. No entanto, a remoção do útero altera as estruturas de sustentação do canal vaginal.
Por essa razão, os cirurgiões recomendam procedimentos de fixação do topo da vagina durante a operação. Essa medida preventiva evita o prolapso genital, que é a descida ou queda futura dos órgãos pélvicos.
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A histerectomia radical tem como foco o controle e tratamento do câncer. Por isso, a cirurgia exige a retirada de estruturas vizinhas ao útero por onde as células tumorais podem se espalhar. O cirurgião remove todo o útero, o colo do útero e avança para os tecidos ao redor.
As estruturas adicionais retiradas incluem os paramétrios, que são os tecidos fibrosos e vasos sanguíneos localizados nas laterais do colo do útero. Uma pequena margem de cerca de um a dois centímetros da parte superior da vagina também é removida.
Além disso, o procedimento costuma incluir a linfadenectomia pélvica, que é a extração dos gânglios linfáticos da pelve para biópsia, verificando se a doença atingiu o sistema linfático.
A escolha entre a histerectomia radical e total depende diretamente da doença que está sendo tratada. Condições benignas exigem abordagens diferentes das condições malignas. A decisão é tomada após exames de imagem e, muitas vezes, biópsias prévias.
Embora a maioria das histerectomias totais seja planejada com antecedência, a cirurgia também pode ser indicada em situações de emergência médica. Em casos de hemorragia grave e incontrolável após o parto, a retirada do útero é considerada a última opção para estancar o sangramento e salvar a vida da mulher, de acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
Existem situações em que a cirurgia começa com a programação para ser total, mas achados durante o procedimento podem exigir uma ampliação. Por isso, o planejamento cirúrgico é discutido entre o ginecologista e a paciente antes da internação.
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O conceito de radical ou total refere-se ao que é retirado, enquanto a "via" refere-se a como o cirurgião acessa o útero.
As técnicas evoluíram muito, priorizando a segurança e a recuperação da paciente. A escolha da via depende do tamanho do útero, histórico de cirurgias anteriores e da experiência da equipe médica. Veja a seguir quais são as possibilidades de técnicas cirúrgicas a serem utilizadas:
Independentemente da técnica adotada, a definição da melhor via de acesso é individualizada. O cirurgião avaliará todas as particularidades do quadro para indicar a abordagem mais segura, garantindo o sucesso do procedimento e uma recuperação mais tranquila para a paciente.
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Na histerectomia total feita por via laparoscópica ou robótica, a paciente costuma receber alta em 24 a 48 horas, com orientação para repouso relativo de duas a três semanas. Já a via abdominal clássica exige de quatro a seis semanas de afastamento de atividades físicas e esforço, de acordo com a Stanford Health Care.
O inchaço abdominal é comum nas primeiras semanas. A barriga depois da histerectomia total pode ficar distendida devido ao processo inflamatório natural da cicatrização e aos gases usados durante a laparoscopia.
Esse quadro diminui progressivamente com caminhadas leves e hidratação adequada, conforme orientação médica. Em relação ao sistema urinário, a bexiga fica localizada logo à frente do útero. Após a retirada do órgão, principalmente na histerectomia radical, é possível que a mulher sinta alterações temporárias na sensibilidade para urinar ou necessite usar sonda por alguns dias.
Isso ocorre porque a manipulação dos nervos pélvicos interfere transitoriamente na função da bexiga. O acompanhamento pós-cirúrgico é fundamental para monitorar a evolução e o restabelecimento total das funções pélvicas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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