InícioSaúdeTratamentos

Revisado em: 07/10/2026

Histerectomia radical e total: entenda as diferenças entre as cirurgias 

Entenda o que difere a remoção padrão do útero de um procedimento mais amplo; a via cirúrgica depende da doença, do útero e das condições da paciente

Resumo
  • A histerectomia total remove o corpo do útero e o colo do útero
  • A histerectomia radical retira o útero, colo, tecidos vizinhos, parte da vagina e linfonodos
  • A técnica total trata miomas, endometriose e sangramentos anormais severos
  • O procedimento radical é indicado, na grande maioria das vezes, para o tratamento de câncer ginecológico
  • O tempo de recuperação varia conforme a via da cirurgia, como laparoscopia ou incisão abdominal

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google
histerectomia radical e total​1.jpg

A histerectomia é o nome dado ao procedimento cirúrgico para a remoção do útero. Os termos "total" e "radical" servem para definir a extensão dessa cirurgia, ou seja, quais estruturas anatômicas acompanham o útero na retirada.

Na histerectomia total, o cirurgião remove o corpo do útero, que é a parte superior onde o bebê se desenvolve na gravidez, e o colo do útero, a porção inferior que conecta o órgão à vagina. Trata-se da técnica cirúrgica mais comum na ginecologia. 

Essa abordagem costuma ser direcionada para condições benignas que causam dor ou sangramento, afetando a qualidade de vida da mulher de forma severa, mas sem risco oncológico imediato.

A histerectomia radical compreende uma cirurgia significativamente mais extensa. Além do corpo e do colo do útero, a equipe médica retira os paramétrios (tecidos e ligamentos que fixam o útero na pelve), a porção superior da vagina e, com frequência, os linfonodos (gânglios linfáticos) da região pélvica. 

A indicação desse procedimento mais amplo ocorre para garantir uma margem de segurança no tratamento de tumores malignos, evitando que células doentes permaneçam no organismo.

Nem toda histerectomia é igual. A extensão da cirurgia depende da condição que está sendo tratada e das estruturas que precisam ser preservadas ou removidas. Agende uma avaliação ginecológica na Rede Américas para entender qual abordagem pode ser indicada no seu caso.

Hospital

Localização

Agendamento

Hospital Nove de Julho Bela Vista

Rua Peixoto Gomide, 263

Marque seu horário com um ginecologista em São Paulo

Complexo Hospitalar de Niterói

Tv. Lasalle, 12

Encontre um ginecologista perto de você em Niterói

Hospital Paraná

Av. Dr. Luiz Teixeira Mendes, 1929 - Zona 05, Maringá - PR

Agende a consulta com um ginecologista em Maringá

A Rede Américas conta com ginecologistas renomados.

Encontre um especialista perto de você!

O que é retirado na histerectomia total?

A histerectomia total consiste na remoção integral do útero. Isso significa que o colo do útero também é retirado junto com o corpo uterino. Muitas pacientes acreditam que essa cirurgia inclui obrigatoriamente a remoção dos ovários, mas isso não é regra. 

A retirada das trompas de Falópio e dos ovários é um procedimento à parte, chamado salpingooforectomia. O médico avalia a necessidade de retirar os ovários com base na idade da paciente e no diagnóstico. 

Se os ovários forem preservados, a mulher deixa de menstruar devido à ausência do útero, mas não entra na menopausa cirúrgica, pois a produção hormonal continua ativa. No entanto, a remoção do útero altera as estruturas de sustentação do canal vaginal. 

Por essa razão, os cirurgiões recomendam procedimentos de fixação do topo da vagina durante a operação. Essa medida preventiva evita o prolapso genital, que é a descida ou queda futura dos órgãos pélvicos.

Leia também: O que causa câncer de colo do útero? HPV e outros fatores de risco 

Estruturas removidas na histerectomia radical

A histerectomia radical tem como foco o controle e tratamento do câncer. Por isso, a cirurgia exige a retirada de estruturas vizinhas ao útero por onde as células tumorais podem se espalhar. O cirurgião remove todo o útero, o colo do útero e avança para os tecidos ao redor.

As estruturas adicionais retiradas incluem os paramétrios, que são os tecidos fibrosos e vasos sanguíneos localizados nas laterais do colo do útero. Uma pequena margem de cerca de um a dois centímetros da parte superior da vagina também é removida. 

Além disso, o procedimento costuma incluir a linfadenectomia pélvica, que é a extração dos gânglios linfáticos da pelve para biópsia, verificando se a doença atingiu o sistema linfático.

Histerectomia radical e total: quando as cirurgias são indicadas?

A escolha entre a histerectomia radical e total depende diretamente da doença que está sendo tratada. Condições benignas exigem abordagens diferentes das condições malignas. A decisão é tomada após exames de imagem e, muitas vezes, biópsias prévias.

Tipo de cirurgia

Principais indicações médicas

Objetivo do procedimento

Histerectomia Total

Miomas uterinos grandes, endometriose severa, adenomiose, prolapso uterino, sangramento pós-parto incontrolável e sangramento anormal sem resposta a remédios

Aliviar sintomas graves, conter sangramentos críticos para preservar a vida da paciente e tratar doenças benignas preservando estruturas adjacentes

Histerectomia Radical

Câncer de colo de útero em estágios iniciais e alguns casos específicos de câncer de endométrio

Remover o tumor com margens de segurança, avaliando linfonodos para estadiamento e controle oncológico

Embora a maioria das histerectomias totais seja planejada com antecedência, a cirurgia também pode ser indicada em situações de emergência médica. Em casos de hemorragia grave e incontrolável após o parto, a retirada do útero é considerada a última opção para estancar o sangramento e salvar a vida da mulher, de acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Existem situações em que a cirurgia começa com a programação para ser total, mas achados durante o procedimento podem exigir uma ampliação. Por isso, o planejamento cirúrgico é discutido entre o ginecologista e a paciente antes da internação.

Leia também: Quem fez histerectomia pode ter câncer de mama? Saiba riscos 

Vias de acesso para a realização das cirurgias

O conceito de radical ou total refere-se ao que é retirado, enquanto a "via" refere-se a como o cirurgião acessa o útero. 

As técnicas evoluíram muito, priorizando a segurança e a recuperação da paciente. A escolha da via depende do tamanho do útero, histórico de cirurgias anteriores e da experiência da equipe médica. Veja a seguir quais são as possibilidades de técnicas cirúrgicas a serem utilizadas:

  • Cirurgia abdominal (laparotomia): feita através de um corte no abdômen, semelhante ao de uma cesárea. É muito utilizada em úteros muito grandes ou em alguns casos de câncer avançado
  • Cirurgia laparoscópica: considerada minimamente invasiva, utiliza pequenas incisões no abdômen por onde entram pinças e uma câmera. Oferece menos dor no pós-operatório e menor tempo de internação
  • Cirurgia robótica: uma evolução da laparoscopia, onde o cirurgião controla braços robóticos com alta precisão de movimentos e visão 3D. Excelente para histerectomias radicais devido à proximidade com nervos e vasos delicados
  • Cirurgia vaginal: o útero é removido inteiramente pelo canal vaginal, sem cortes externos. Costuma ser indicada para casos de prolapso uterino (quando o útero "desce").

Independentemente da técnica adotada, a definição da melhor via de acesso é individualizada. O cirurgião avaliará todas as particularidades do quadro para indicar a abordagem mais segura, garantindo o sucesso do procedimento e uma recuperação mais tranquila para a paciente. 

Leia também: Saiba qual a diferença entre cirurgia robótica e laparoscopia​ 

Como é a recuperação e o tempo de repouso?

Na histerectomia total feita por via laparoscópica ou robótica, a paciente costuma receber alta em 24 a 48 horas, com orientação para repouso relativo de duas a três semanas. Já a via abdominal clássica exige de quatro a seis semanas de afastamento de atividades físicas e esforço, de acordo com a Stanford Health Care.

O inchaço abdominal é comum nas primeiras semanas. A barriga depois da histerectomia total pode ficar distendida devido ao processo inflamatório natural da cicatrização e aos gases usados durante a laparoscopia. 

Esse quadro diminui progressivamente com caminhadas leves e hidratação adequada, conforme orientação médica. Em relação ao sistema urinário, a bexiga fica localizada logo à frente do útero. Após a retirada do órgão, principalmente na histerectomia radical, é possível que a mulher sinta alterações temporárias na sensibilidade para urinar ou necessite usar sonda por alguns dias. 

Isso ocorre porque a manipulação dos nervos pélvicos interfere transitoriamente na função da bexiga. O acompanhamento pós-cirúrgico é fundamental para monitorar a evolução e o restabelecimento total das funções pélvicas.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • JORGENSEN, E. M. et al. Hysterectomy practice patterns in the postmorcellation era. Obstetrics and Gynecology, DOI: https://doi.org/10.1097/AOG.0000000000003181. Disponível em: https://journals.lww.com/greenjournal/abstract/10.1097/aog.0000000000003181~hysterectomy-practice-patterns-in-the-postmorcellation-era?redirectionsource=fulltextview. Acesso em: 06 out. 2026.
  • LORING, M.; MORRIS, S. N.; ISAACSON, K. B. Minimally invasive specialists and rates of laparoscopic hysterectomy. JSLS: Journal of the Society of Laparoendoscopic Surgeons, 2014. DOI: https://doi.org/10.4293/JSLS.2014.00221. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4376222/. Acesso em: 06 out. 2026.
  • MEHTA, A. et al. Patient, surgeon, and hospital disparities associated with benign hysterectomy approach and perioperative complications. American Journal of Obstetrics and Gynecology, dez. 2016. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ajog.2016.12.020. Disponível em: https://www.ajog.org/article/S0002-9378(16)46209-5/fulltext. Acesso em: 06 out. 2026.
  • PETTERSEN, S. et al. Peripartum hysterectomy due to severe postpartum hemorrhage: a hospital‐based study. Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica, abr. 2022. DOI: https://doi.org/10.1111/aogs.14358. Disponível em: https://obgyn.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/aogs.14358. Acesso em: 06 out. 2026.
  • ROSS, W. T. et al. Utilization of apical vaginal support procedures at time of inpatient hysterectomy performed for benign conditions: a national estimate. American Journal of Obstetrics and Gynecology, jul. 2017. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ajog.2017.07.010. Disponível em: https://www.ajog.org/article/S0002-9378(17)30852-9/abstract. Acesso em: 06 out. 2026.
  • SILVA, Sávio Dimas da et al. Cirurgia minimamente invasiva versus procedimentos convencionais: uma análise comparativa. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, [s. l.], v. 5, n. 5, p. 5253-5273, 2023. DOI: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n5p5253-5273[cite: 18]. Acesso em: 6 out. 2026.
  • DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Saúde. Protocolo de Atenção à Saúde: Hemorragia pós-parto. Brasília, DF: SES-DF, 2023. Disponível em: https://www.saude.df.gov.br/documents/d/saude/protocolo-de-hemorragia-pos-parto-1-pdf. Acesso em: 6 out. 2026.
  • STANFORD HEALTH CARE. Types of hysterectomy. Stanford, [2026]. Disponível em: https://stanfordhealthcare.org/medical-treatments/h/hysterectomy/types.html. Acesso em: 6 out. 2026.

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

QMSW 4 - Sudoeste,  Brasília - DF

Telefone(61) 2196-5300

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096

Telefone(21) 2729-1000

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100

Telefone(11) 3040-8000

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010

Telefone(11) 3821-5300