Revisado em: 30/03/2026
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Câncer de mama é um dos tipos que mais acometem mulheres do Sul e Sudeste do Brasil

Você já ouviu alguma amiga falar que o exame de mamografia dói muito e ficou com aquele receio de marcar o seu? Essa história passa de boca em boca e acaba fazendo muitas mulheres adiarem um exame que pode salvar vidas.
É uma situação mais comum do que parece. O medo do desconforto, somado à correria do dia a dia, vai empurrando a consulta para o próximo mês, e o próximo mês nunca chega. Só que o câncer de mama, quando detectado tarde, muda completamente o prognóstico e as possibilidades de tratamento.
Por isso, a pergunta “exame de mamografia dói?” merece uma resposta honesta, sem exageros para nenhum dos lados.
É importante entender algumas informações para você saber como funciona o exame, o que realmente sentir durante a sessão e por que a mamografia continua sendo uma das principais ferramentas de rastreio do câncer de mama.
Ginecologistas são os especialistas que podem acompanhar diagnósticos de câncer de mama. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A mamografia é um exame de imagem que usa raios-X de baixa dose para analisar o tecido mamário. O objetivo é identificar alterações que ainda não dão nenhum sinal clínico, como nódulos, calcificações e outras irregularidades que só aparecem no exame.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou mais de 73 mil novos casos para cada ano do triênio 2023-2025 no Brasil.
Esse tipo de neoplasia é o que mais apresenta altas taxas de ocorrência e mortalidade, sendo as mulheres das regiões Sul e Sudeste as que mais tiveram incidência de câncer de mama de acordo com o estudo divulgado pelo órgão.
Quando detectado na fase inicial, a chance de cura pode chegar a 95%, segundo dados do Jornal da USP. Esse número por si só já responde por que a mamografia é tão indicada pelos médicos no Brasil e no mundo.
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Vamos ser diretas: o exame causa um pouco de desconforto, mas sentir uma dor intensa não é a regra.
Durante o exame, a mama é comprimida entre duas placas por alguns segundos. Essa compressão é necessária para espalhar o tecido e conseguir imagens mais nítidas, reduzindo também a dose de radiação utilizada. A sensação varia bastante de mulher para mulher, e também de acordo com a fase do ciclo menstrual.
Mulheres com mamas mais densas ou que estão próximas ao período menstrual tendem a sentir mais sensibilidade. Por isso, a recomendação geral é agendar o exame entre o sétimo e o décimo dia após o início da menstruação, quando os seios costumam estar menos sensíveis.
O exame em si dura poucos minutos. O desconforto, quando existe, passa logo.
Leia também: Exames de sangue detectam o câncer de mama?
O rastreamento do câncer de mama é indicado para mulheres entre 50 e 69 anos, com frequência de dois em dois anos, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde. Já para mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou fatores de risco identificados, o ginecologista ou mastologista pode indicar o início do rastreio mais cedo, a partir dos 40 anos, e com periodicidade anual.
Se você tem mãe, irmã ou filha com diagnóstico de câncer de mama, converse com o seu médico sobre quando começar. Cada caso precisa ser avaliado individualmente.
O ginecologista é o especialista mais indicado para solicitar a mamografia de rotina, mas o clínico geral e o médico de família também podem fazer esse pedido sem nenhuma dificuldade.
Quando há alguma alteração identificada na mama, seja pelo exame físico ou pelo próprio exame de imagem, o encaminhamento costuma ser feito para o mastologista, que é o especialista dedicado exclusivamente à saúde das mamas e ao diagnóstico de alterações mamárias.
Pelo SUS, o pedido pode ser feito durante qualquer consulta de rotina numa UBS, sem precisar de encaminhamento prévio. Na rede particular, basta uma consulta com o ginecologista para que o exame seja solicitado.
O câncer de mama nos estágios iniciais não dói, não incha e muitas vezes não aparece no autoexame. Quando os sintomas se tornam visíveis, a doença pode já estar em um estágio mais avançado, o que reduz as opções de tratamento e exige intervenções mais agressivas.
Segundo dados divulgados pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), cerca de 70% dos casos de câncer de mama no Brasil ainda são diagnosticados em estágios tardios, o que mostra que o rastreio regular ainda está longe de ser uma realidade para a maioria das mulheres brasileiras.
Não espere sentir alguma coisa para marcar o seu exame. A mamografia serve exatamente para encontrar o que você ainda não consegue sentir.
Se o medo do desconforto é o que está te segurando, vale lembrar que ele dura segundos. O alívio de saber que está tudo bem, ou de detectar algo cedo o suficiente para tratar com mais leveza e menos impacto na sua vida, dura muito mais. Cuide de você com a mesma atenção que você cuida de todo mundo ao redor.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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