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Exame de mamografia dói? O que esperar desse exame por que não adiar

Câncer de mama é um dos tipos que mais acometem mulheres do Sul e Sudeste do Brasil

Resumo
  • O câncer de mama é o mais frequente entre mulheres brasileiras, com mais de 70 mil novos casos estimados pelo INCA
  • Quando detectado na fase inicial, pode chegar a 95%, segundo o INCA
  • A partir dos 50 anos, de dois em dois anos; a partir dos 40 para mulheres com histórico familiar ou fatores de risco, anualmente
  • O exame causa um pouco de desconforto por alguns segundos durante a compressão, mas dor intensa não é a regra
  • Ginecologistas, clínicos gerais ou médicos de família podem solicitar o exame
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Você já ouviu alguma amiga falar que o exame de mamografia dói muito e ficou com aquele receio de marcar o seu? Essa história passa de boca em boca e acaba fazendo muitas mulheres adiarem um exame que pode salvar vidas.

É uma situação mais comum do que parece. O medo do desconforto, somado à correria do dia a dia, vai empurrando a consulta para o próximo mês, e o próximo mês nunca chega. Só que o câncer de mama, quando detectado tarde, muda completamente o prognóstico e as possibilidades de tratamento.

Por isso, a pergunta “exame de mamografia dói?” merece uma resposta honesta, sem exageros para nenhum dos lados.

É importante entender algumas informações para você saber como funciona o exame, o que realmente sentir durante a sessão e por que a mamografia continua sendo uma das principais ferramentas de rastreio do câncer de mama.

Ginecologistas são os especialistas que podem acompanhar diagnósticos de câncer de mama. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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O que é a mamografia e para que ela serve?

A mamografia é um exame de imagem que usa raios-X de baixa dose para analisar o tecido mamário. O objetivo é identificar alterações que ainda não dão nenhum sinal clínico, como nódulos, calcificações e outras irregularidades que só aparecem no exame.

O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou mais de 73 mil novos casos para cada ano do triênio 2023-2025 no Brasil.

Esse tipo de neoplasia é o que mais apresenta altas taxas de ocorrência e mortalidade, sendo as mulheres das regiões Sul e Sudeste as que mais tiveram incidência de câncer de mama de acordo com o estudo divulgado pelo órgão.

Quando detectado na fase inicial, a chance de cura pode chegar a 95%, segundo dados do Jornal da USP. Esse número por si só já responde por que a mamografia é tão indicada pelos médicos no Brasil e no mundo.

Leia também: Veja alguns sintomas característicos do câncer de mama

A mamografia realmente dói?

Vamos ser diretas: o exame causa um pouco de desconforto, mas sentir uma dor intensa não é a regra.

Durante o exame, a mama é comprimida entre duas placas por alguns segundos. Essa compressão é necessária para espalhar o tecido e conseguir imagens mais nítidas, reduzindo também a dose de radiação utilizada. A sensação varia bastante de mulher para mulher, e também de acordo com a fase do ciclo menstrual.

Mulheres com mamas mais densas ou que estão próximas ao período menstrual tendem a sentir mais sensibilidade. Por isso, a recomendação geral é agendar o exame entre o sétimo e o décimo dia após o início da menstruação, quando os seios costumam estar menos sensíveis.

O exame em si dura poucos minutos. O desconforto, quando existe, passa logo.

Leia também: Exames de sangue detectam o câncer de mama?

A partir de que idade fazer a mamografia?

O rastreamento do câncer de mama é indicado para mulheres entre 50 e 69 anos, com frequência de dois em dois anos, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde. Já para mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou fatores de risco identificados, o ginecologista ou mastologista pode indicar o início do rastreio mais cedo, a partir dos 40 anos, e com periodicidade anual.

Se você tem mãe, irmã ou filha com diagnóstico de câncer de mama, converse com o seu médico sobre quando começar. Cada caso precisa ser avaliado individualmente.

Quem pede o exame de mamografia?

O ginecologista é o especialista mais indicado para solicitar a mamografia de rotina, mas o clínico geral e o médico de família também podem fazer esse pedido sem nenhuma dificuldade.

Quando há alguma alteração identificada na mama, seja pelo exame físico ou pelo próprio exame de imagem, o encaminhamento costuma ser feito para o mastologista, que é o especialista dedicado exclusivamente à saúde das mamas e ao diagnóstico de alterações mamárias.

Pelo SUS, o pedido pode ser feito durante qualquer consulta de rotina numa UBS, sem precisar de encaminhamento prévio. Na rede particular, basta uma consulta com o ginecologista para que o exame seja solicitado.

O que acontece se eu não fizer?

O câncer de mama nos estágios iniciais não dói, não incha e muitas vezes não aparece no autoexame. Quando os sintomas se tornam visíveis, a doença pode já estar em um estágio mais avançado, o que reduz as opções de tratamento e exige intervenções mais agressivas.

Segundo dados divulgados pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), cerca de 70% dos casos de câncer de mama no Brasil ainda são diagnosticados em estágios tardios, o que mostra que o rastreio regular ainda está longe de ser uma realidade para a maioria das mulheres brasileiras.

Não espere sentir alguma coisa para marcar o seu exame. A mamografia serve exatamente para encontrar o que você ainda não consegue sentir.

Se o medo do desconforto é o que está te segurando, vale lembrar que ele dura segundos. O alívio de saber que está tudo bem, ou de detectar algo cedo o suficiente para tratar com mais leveza e menos impacto na sua vida, dura muito mais. Cuide de você com a mesma atenção que você cuida de todo mundo ao redor.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • Instituto Nacional de Câncer (INCA). Incidência. Apresenta dados de incidência de câncer de mama no Brasil, regiões e estados. 2023. Disponível: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cancer-de-mama/dados-e-numeros/incidencia. Acesso em: 27 mar. 2026.
  • Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem. No Brasil, uma em cada três mulheres diagnosticadas com câncer de mama tem menos de 50 anos. 2025. Disponível: https://cbr.org.br/pela-saude-dos-pacientes/. Acesso em: 27 mar. 2026.
  • Universidade de São Paulo. Jornal da USP. Câncer de mama tem 95% de chance de cura quando diagnosticado em fase inicial. 2021. Disponível: https://jornal.usp.br/atualidades/cancer-de-mama-tem-95-de-chances-de-cura-quando-diagnosticado-em-fase-inicial/. Acesso em: 27 mar. 2026.
  • Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Estima-se que o Brasil registre 73.610 novos casos de câncer de mama até 2025, aponta INCA. 2024. Disponível: https://www.cofen.gov.br/brasil-deve-registrar-73-610-novos-casos-de-cancer-de-mama-ate-2025-aponta-inca/. Acesso em: 27 mar. 2026.
  • NAV Dasa. Mamografia ajuda a identificar alterações não palpáveis nas mamas. 2025. Disponível: https://nav.dasa.com.br/blog/mamografia. Acesso em: 27 mar. 2026.
  • Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama). Por que mais de 70% dos casos de câncer de mama no Brasil são diagnosticados em estágio avançado. Disponível: https://femama.org.br/site/noticias-recentes/por-que-mais-de-70-dos-casos-de-cancer-de-mama-no-brasil-sao-diagnosticados-em-estagio-avancado/. Acesso em: 27 mar. 2026.

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