A cafeína pode atrapalhar o sono, causar agitação e acelerar os batimentos cardíacos das crianças; além do café e de energéticos, a substância está presente em alguns refrigerantes
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A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) orienta que crianças evitem consumir cafeína, substância que pode afetar o sono, o comportamento e os batimentos cardíacos. Ela está presente no café, no chá-mate, em alguns refrigerantes, no chocolate e nos energéticos.
Um estudo publicado em 2026 analisou mais de nove mil crianças e encontrou uma relação entre o consumo de cafeína, menos horas de sono e diferenças na estrutura do cérebro. Os pesquisadores também observaram uma associação com dificuldades de atenção e humor.
A quantidade consumida e a frequência com que a criança ingere cafeína influenciam sua exposição à substância. Ela pode estar em produtos que nem sempre são reconhecidos como fontes, por isso é importante verificar a composição dos alimentos e das bebidas.
Pediatras são os profissionais que podem orientar pais e responsáveis sobre os efeitos da cafeína na infância e na adolescência. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A SBP orienta que crianças e adolescentes evitem consumir cafeína. A recomendação da Sociedade inclui bebidas como café, chá-mate, refrigerantes à base de cola e energéticos, além de alimentos que contêm a substância, a exemplo do chocolate.
A orientação considera que as pessoas dessas faixas etárias são mais sensíveis à cafeína. Como o organismo ainda está amadurecendo, o consumo pode causar efeitos indesejados e trazer preocupações relacionadas ao desenvolvimento e ao sistema cardiovascular.
Outro ponto é que a cafeína pode causar dependência e intoxicação. O consumo frequente pode fazer o organismo se acostumar à substância e, quando ela é interrompida, provocar sintomas de abstinência, como dor de cabeça, cansaço e irritabilidade.
A recomendação oficial da SBP, atualizada em 2026, explica que não há consenso entre as entidades de saúde sobre uma quantidade segura de cafeína para crianças e adolescentes. Por isso, não existe um valor único que possa ser considerado adequado para todos.
Outro desafio apontado pela Sociedade é saber quanto de cafeína uma criança consome ao longo do dia, já que a quantidade da substância varia conforme o produto e o preparo, e a soma de diferentes fontes pode passar despercebida pelas famílias.
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A cafeína é uma substância estimulante que age no sistema nervoso central, formado pelo cérebro e pela medula espinhal. Ela bloqueia a ação de uma substância que ajuda o corpo a perceber o cansaço, aumentando o estado de alerta e diminuindo a sensação de sono.
Em crianças e adolescentes, o consumo da cafeína pode provocar vários sintomas, que variam conforme a sensibilidade de cada pessoa e da quantidade ingerida, e podem incluir:
Esses efeitos podem atrapalhar a alimentação, o descanso e as atividades da criança. Em casos de intoxicação, a cafeína pode causar desmaios e até convulsões. Nessas situações, é necessário que os pais ou os responsáveis procurem atendimento médico na hora.
Se a criança ou o adolescente tiver alguma reação depois de ingerir cafeína, é necessário informar ao médico qual produto ele comeu ou bebeu, quanto consumiu e há quanto tempo isso aconteceu, pois essas informações ajudam a definir o que deve ser feito.
Uma pesquisa publicada em 2026 na Biological Psychiatry: Cognitive Neuroscience and Neuroimaging investigou a relação entre a cafeína e o cérebro, analisando dados de 9.632 crianças de nove a 11 anos que participavam de um estudo sobre desenvolvimento infantil.
Os cientistas avaliaram o consumo de café e refrigerantes com cafeína e viram imagens do cérebro obtidas por ressonância magnética. Os resultados associaram o maior consumo da substância a uma menor área do córtex cerebral, que participa da atenção e das decisões.
Essa associação foi observada em 22 regiões cerebrais, e os pesquisadores ainda puderam identificar uma relação entre um maior consumo de cafeína e menos horas de sono, que, por sua vez, estavam ligadas às diferenças na estrutura cerebral.
No acompanhamento feito seis e 18 meses depois, o maior consumo de cafeína também foi relacionado a dificuldades de atenção, humor e comportamento. Ainda assim, os autores ressaltam que os resultados não comprovam que a cafeína cause essas alterações.
Para confirmar a associação entre a cafeína e as mudanças no cérebro das crianças, são necessárias pesquisas que acompanhem os pacientes por mais tempo e considerem outros fatores que podem influenciar os resultados, como a qualidade do sono e o uso de telas.
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A cafeína pode ser encontrada naturalmente em alguns ingredientes ou ser adicionada na fabricação dos produtos. A quantidade varia conforme a composição do item e, por isso, produtos parecidos podem ter concentrações diferentes da substância.
Em geral, a cafeína está presente em:
Nos produtos industrializados, a lista de ingredientes do rótulo ajuda a identificar a cafeína e fontes dela. Alguns suplementos alimentares também podem conter esses ingredientes, por isso é importante verificar a composição antes de oferecê-los às crianças.
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Se a criança ou o adolescente consumir cafeína, é importante saber qual item foi ingerido, a quantidade e há quanto tempo isso aconteceu. Nesses casos, essas informações ajudam a equipe médica a avaliar a situação geral e decidir quais cuidados são necessários.
A substância pode causar tremores, agitação e aceleração dos batimentos. Se a criança tiver esses sinais, é necessário buscar atendimento médico e, em caso de desmaio ou convulsão, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) deve ser acionado.
Mesmo sem sintomas, a avaliação médica pode ser necessária quando existe suspeita de consumo excessivo. Independente da situação, não se deve provocar vômito nem oferecer remédios sem orientação médica, pois essas medidas podem piorar o estado do paciente.
A proteção da saúde infantil também envolve evitar substâncias que podem ser prejudiciais ao desenvolvimento. Assim, pais e responsáveis têm um papel importante nesse cuidado, ajudando a criança a desenvolver hábitos alimentares adequados à idade, como:
O chocolate é um alimento que merece atenção extra, pois contém cafeína naturalmente e faz parte da alimentação de muitas crianças. Aqui, a orientação é oferecê-lo em ocasiões específicas, em vez de incluí-lo na rotina, especialmente nas versões com mais cacau.
A consulta com o pediatra é indicada quando os pais têm dúvidas sobre a alimentação da criança ou suspeitam que ela esteja consumindo cafeína. O profissional pode avaliar os hábitos alimentares e orientar mudanças de acordo com a idade e as necessidades dela.
Se a criança tiver alterações no sono, irritabilidade ou perda de apetite que possam estar relacionadas ao consumo da substância, também é importante buscar o pediatra. O médico pode investigar as possíveis causas desses sinais e indicar o que deve ser feito.
Quando o pequeno desenvolve dependência de cafeína, parar de consumi-la pode causar dor de cabeça e irritabilidade. Se isso acontecer ou houver suspeita de intoxicação, os responsáveis devem procurar atendimento médico para avaliar o caso.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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