Entenda a diferença entre a avaliação do ortopedista e do reumatologista para investigar e tratar dores nos tendões.
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Começa assim: você tenta levantar uma sacola de compras ou digitar no computador e sente uma pontada perto da articulação. Se você suspeita de uma inflamação nos tendões, o ortopedista é o médico indicado para investigar e tratar a tendinite.
Muitas vezes, o clínico geral é o primeiro profissional a avaliar essas dores. Ele possui capacitação para realizar o diagnóstico inicial e começar o tratamento básico. Esse primeiro atendimento ajuda a encaminhar o paciente para a conduta mais adequada rapidamente.
Apesar de o ortopedista ser o passo lógico, não presuma que todo desconforto seja uma tendinite. O corpo sinaliza o desgaste físico de várias formas. Dores ao redor de ombros, pulsos ou joelhos podem indicar uma tendinopatia, que é o desgaste crônico do tendão.
O ortopedista é o médico capacitado para avaliar lesões musculares, ósseas e tendíneas. Ele atua diretamente na identificação das inflamações causadas por esforço repetitivo ou sobrecarga mecânica. O tendão é a estrutura fibrosa que liga o músculo ao osso.
A ortopedia conta com várias subespecialidades para tornar o tratamento mais preciso. É comum encontrar ortopedistas focados em áreas específicas do corpo. Um paciente com dor na base do calcanhar, por exemplo, deve buscar um especialista em pé e tornozelo.
Já quem sofre com dores ao levantar o braço pode procurar um especialista em ombro. O acompanhamento especializado é importante porque as tendinites representam 22% das lesões em atletas, atingindo com frequência os tendões do joelho e do calcanhar.
A busca por um ortopedista deve acontecer logo que a dor começa a limitar atividades diárias simples. Ignorar o desconforto inicial pode transformar uma inflamação aguda em um problema crônico. O diagnóstico precoce evita que a lesão se agrave com o tempo.
Procure uma avaliação ortopédica se você apresentar os seguintes sinais:
Leia também: Bursite e tendinite no ombro: entenda a diferença e a ligação entre elas
A dor nos tendões nem sempre acontece por causa de um esforço físico. Em alguns casos, o reumatologista investiga dores que têm origem no sistema imunológico do paciente, pois doenças autoimunes inflamam os tecidos ao redor das articulações e dão sinais parecidos.
Na investigação, o médico vê se a dor é causada por esforço ou por condições específicas. Problemas como diabetes e obesidade também podem estar ligados ao surgimento de dores nos membros inferiores, e o controle dessas doenças faz parte do tratamento.
Se a dor for acompanhada de fadiga e rigidez prolongada pela manhã, o reumatologista deve ser consultado. Esse médico vai pedir exames de sangue para descartar ou confirmar doenças sistêmicas, e o foco será o uso de remédios para controlar a imunidade.
O diagnóstico da tendinite começa com uma conversa sobre os hábitos e a rotina de exercícios. O médico faz o diagnóstico clínico por meio de um exame físico minucioso. Essa etapa é essencial para diferenciar meras inflamações de possíveis rupturas nos tecidos.
O especialista movimenta a articulação afetada e identifica os pontos de sensibilidade e fraqueza. Para confirmar a extensão do problema, o médico recorre a exames de imagem. A ultrassonografia é o método mais rápido e eficiente para visualizar o tendão inflamado.
Em casos complexos ou de dores prolongadas, a ressonância magnética pode ser solicitada. Ela permite observar se há rupturas parciais na fibra do tendão. O histórico detalhado do paciente orienta o médico sobre a gravidade da lesão.
A fisioterapia é uma etapa importante para a reabilitação do paciente. O ortopedista pode prescrever analgésicos e repouso na fase inicial de dor intensa. O fisioterapeuta conduz a cicatrização do tecido por meio de recursos analgésicos e exercícios graduais.
O médico deve propor exercícios personalizados para as necessidades de cada paciente. A relação de confiança entre o especialista e a pessoa em tratamento é fundamental para a recuperação, já que esse vínculo aumenta as chances de sucesso do tratamento.
O fortalecimento muscular tira a sobrecarga do tendão doente, prevenindo novas crises. Intervenções cirúrgicas são indicadas só como último recurso. A via cirúrgica é considerada quando meses de tratamento falham ou quando ocorre o rompimento completo da estrutura.
Com o diagnóstico médico precoce e o cumprimento das orientações, a tendinite tem cura. A recuperação depende da adesão do paciente ao programa de exercícios terapêuticos, e modificar os hábitos que causaram a sobrecarga ajuda a evitar o retorno da inflamação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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