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Embora não exista uma fórmula mágica, adotar um estilo de vida saudável pode reduzir significativamente o risco

Esquecer onde deixou as chaves ou o nome de um conhecido é uma situação comum que, com o passar dos anos, pode gerar uma preocupação latente: será que isso é um sinal de Alzheimer? Embora a idade seja o principal fator de risco para a doença, a ciência mostra que a prevenção é um caminho possível e que começa com as escolhas do dia a dia.
As mudanças patológicas no cérebro, como o acúmulo de proteínas, começam a se acelerar significativamente na faixa dos 45 a 50 anos. Isso reforça a importância de priorizar a prevenção na meia-idade, antes que as alterações se tornem mais pronunciadas.
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Ainda não existe uma cura ou uma forma garantida de impedir 100% o desenvolvimento da doença de Alzheimer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que a gestão de fatores de risco modificáveis pode prevenir ou retardar uma parcela significativa dos casos de demência.
Para a forma mais comum da doença, chamada Alzheimer esporádico, fatores ambientais como o estilo de vida exercem um peso crescente na probabilidade de desenvolvimento, reforçando a importância da prevenção ativa.
A doença de Alzheimer é complexa e influenciada por uma combinação de fatores genéticos e ambientais. A identificação de novas abordagens terapêuticas e preventivas depende de estudos avançados que analisam dados genéticos, protéicos e metabólicos do corpo humano.
Mesmo para pessoas com predisposição genética, a adoção de hábitos saudáveis demonstra um impacto positivo. A estratégia central é construir o que os especialistas chamam de "reserva cognitiva", uma espécie de "poupança" da capacidade cerebral que torna o cérebro mais resiliente aos danos causados pela doença.
O que você come tem um impacto direto na saúde dos seus neurônios. A inflamação crônica e o estresse oxidativo são processos ligados ao desenvolvimento do Alzheimer, e uma dieta adequada pode combatê-los.
O estresse oxidativo é um dos principais mecanismos que tornam o cérebro vulnerável à doença. Por isso, estratégias que envolvem o consumo de alimentos ricos em antioxidantes, presentes em dietas saudáveis, são estudadas para ajudar a controlar a progressão da condição.
Fatores como a dieta, exercícios físicos e o controle do estresse influenciam o risco de desenvolver Alzheimer. Isso ocorre porque esses hábitos agem diretamente na saúde e na composição do microbioma intestinal, que mantém uma comunicação complexa e bidirecional com o cérebro.
Considerada um dos modelos alimentares mais saudáveis, a dieta mediterrânea é rica em compostos anti-inflamatórios e antioxidantes. Ela prioriza o consumo de alimentos frescos e naturais, sendo uma forte aliada da saúde cognitiva.
Seus pilares incluem:
Uma forma prática de organizar a alimentação é focar na qualidade dos nutrientes. Veja a tabela abaixo:
Leia também: Primeiros sintomas de Alzheimer: quando o esquecimento vira um alerta?
Exercitar o corpo é uma das mais eficazes estratégias de prevenção. A atividade física melhora o fluxo sanguíneo cerebral, garantindo que mais oxigênio e nutrientes cheguem aos neurônios. Estimula também a liberação de substâncias que protegem as células cerebrais e incentivam a formação de novas conexões.
A recomendação geral é combinar diferentes tipos de exercícios. O ideal é praticar pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada por semana, como caminhada rápida, natação ou ciclismo.
É importante também incluir exercícios de força, como a musculação, duas vezes por semana. Eles ajudam no controle do açúcar no sangue e na manutenção da massa muscular, fatores indiretamente ligados à saúde cerebral.
O cérebro funciona sob a lógica de "use-o ou perca-o". Desafiar a mente com novas atividades estimula a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de formar e reorganizar conexões sinápticas. Isso fortalece a reserva cognitiva.
Algumas atividades eficazes incluem:
A prevenção do Alzheimer é multifatorial. Cuidar da saúde geral do corpo é fundamental para proteger o cérebro. Por isso, é preciso atenção a outros aspectos do estilo de vida.
Fatores de risco vasculares estão diretamente ligados a um maior risco de demência. Manter sob controle condições como hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e colesterol elevado é essencial. O acompanhamento médico regular e a adesão ao tratamento prescrito são indispensáveis.
Durante o sono profundo, o cérebro realiza uma espécie de "limpeza", removendo toxinas que se acumulam durante o dia, incluindo a proteína beta-amiloide, associada ao Alzheimer. Priorizar entre 7 e 8 horas de sono de qualidade por noite é uma medida protetora.
Manter laços sociais fortes e participar de atividades em grupo estimula a cognição e protege contra o isolamento, um conhecido fator de risco.
Da mesma forma, a perda auditiva não tratada tem sido associada a um declínio cognitivo mais rápido. Assim, é fundamental procurar um especialista ao notar qualquer dificuldade para ouvir.
O tabagismo aumenta o estresse oxidativo e a inflamação em todo o corpo, incluindo o cérebro. Parar de fumar é benéfico em qualquer idade. O consumo excessivo de álcool também é tóxico para os neurônios e deve ser evitado.
Até o momento, não há comprovação científica de que uma vitamina específica ou um suplemento alimentar possa prevenir a doença de Alzheimer. Embora nutrientes como vitaminas do complexo B, vitamina E e ômega-3 sejam importantes para a saúde cerebral, seus benefícios são mais bem obtidos por meio de uma dieta balanceada.
A automedicação ou o uso de suplementos sem orientação profissional pode ser prejudicial. A abordagem mais segura e eficaz continua sendo a adoção de um estilo de vida saudável e o acompanhamento médico regular. Somente um profissional pode avaliar a necessidade de qualquer suplementação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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