Revisado em: 04/02/2026
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Identificar os sinais iniciais da doença é fundamental para um diagnóstico precoce, que permite melhor planejamento e qualidade de vida

Esquecer onde deixou as chaves ou o nome de um conhecido que não vê há tempos é uma situação comum. Mas não saber para que servem as chaves ou esquecer o nome do próprio filho é diferente. Essa distinção, embora sutil no início, é central para compreender os primeiros sinais da doença de Alzheimer.
Reconhecer os sintomas precoces é um passo essencial. A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva, impulsionada por uma sequência de eventos biológicos.
Estes eventos começam com o depósito de proteínas como amiloide e tau, que levam à degeneração dos neurônios e à perda gradual das capacidades cognitivas. O estresse oxidativo, que provoca danos celulares específicos no cérebro, é um dos principais fatores biológicos que impulsionam essa doença.
Embora ainda não tenha cura, o diagnóstico no estágio inicial permite que pacientes e familiares se preparem melhor para o futuro. A identificação precoce permite iniciar tratamentos que podem ajudar a manejar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Marque uma consulta com um médico neurologista na Rede Américas.
A perda de memória recente é o sintoma mais famoso, mas a doença se manifesta de múltiplas formas. É fundamental observar um conjunto de mudanças no comportamento e nas habilidades cognitivas.
Mesmo antes de um diagnóstico formal, e enquanto a pessoa ainda parece cognitivamente normal, já é possível identificar declínios em funções como atenção, linguagem e capacidade visuoespacial. Focar apenas no esquecimento pode atrasar a busca por ajuda médica.
Uma pessoa no início do quadro pode ter problemas para realizar atividades que sempre fez com facilidade. Isso inclui desde seguir uma receita conhecida e preparar uma refeição até gerenciar as contas de casa ou lembrar as regras de um jogo de cartas que sempre jogou.
Perder a noção das datas, das estações do ano ou da passagem do tempo é um sinal característico. A desorientação espacial também é comum, levando a pessoa a se perder em locais familiares, como o próprio bairro, ou a não saber como chegou a determinado lugar.
A dificuldade em encontrar a palavra certa é um sintoma frequente. A pessoa pode parar no meio de uma conversa sem saber como continuar ou substituir palavras por termos inadequados, tornando o discurso difícil de compreender. Acompanhar ou participar de um diálogo pode se tornar um desafio.
A doença de Alzheimer pode afetar a capacidade de tomar decisões. Isso pode se manifestar em escolhas financeiras ruins, como gastar dinheiro de forma imprudente, ou em um menor cuidado com a higiene pessoal e a aparência.
Mudanças significativas na personalidade são um forte alerta. Apatia intensa, que se manifesta como perda de interesse ou iniciativa sem estar ligada a um quadro de depressão grave, é um indicador precoce.
Desinibição social ou irritabilidade excessiva também são sinais comportamentais importantes de quadros demenciais. Uma pessoa antes sociável pode se tornar apática e isolada, além de apresentar confusão, desconfiança, ansiedade e até episódios de depressão sem motivo aparente.
A preocupação em distinguir o que é parte do processo natural de envelhecer e o que pode ser um sinal de demência é legítima. A principal diferença está na frequência e no impacto que esses lapsos causam na vida diária. Uma tabela pode ajudar a visualizar essa distinção.
Se os sinais descritos se tornam persistentes e começam a interferir na segurança e na rotina diária, é hora de buscar uma avaliação profissional. Não se deve esperar um agravamento do quadro. Procure um médico, preferencialmente um neurologista ou geriatra, se notar:
O diagnóstico não é baseado em um único exame. Trata-se de um processo de exclusão e avaliação detalhada. O médico irá realizar uma anamnese completa, ouvindo o paciente e os familiares sobre as mudanças percebidas.
Podem ser solicitados testes cognitivos para avaliar memória, raciocínio e linguagem. Exames de sangue convencionais e de imagem, como ressonância magnética ou tomografia computadorizada do cérebro, ajudam a descartar outras condições que podem causar sintomas semelhantes, como deficiências vitamínicas ou tumores.
Embora a idade e a genética sejam fatores de risco importantes, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que a adoção de um estilo de vida saudável pode ajudar a reduzir o risco ou retardar o aparecimento dos sintomas de demência. As principais recomendações que dizem como prevenir o Alzheimer incluem:
Notar os primeiros sinais de Alzheimer em si mesmo ou em um ente querido pode ser assustador. A informação e a busca por orientação médica são os melhores caminhos. O diagnóstico precoce é a ferramenta mais eficaz para garantir o melhor manejo possível da condição.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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