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A cólica chega forte, muito antes da menstruação, e parece tomar conta de todo o seu corpo, da lombar ao abdômen.

Aquela dor pélvica intensa que irradia para as costas e pernas não é apenas uma "cólica forte". Para milhões de mulheres, é um sinal de endometriose, uma condição crônica em que o tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero.
O uso de anticoncepcionais hormonais surge como uma das principais estratégias para gerenciar essa dor e devolver a qualidade de vida. Esses métodos são considerados uma opção segura para pacientes com diversas condições clínicas, sendo fundamentais para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida de forma personalizada.
Ginecologistas são os médicos indicados para o acompanhamento desse tipo de quadro. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A endometriose ocorre quando células parecidas com as do endométrio (a camada interna do útero que descama na menstruação) se implantam em outras áreas, como ovários, intestinos e bexiga. A cada ciclo menstrual, esses focos de tecido também respondem aos hormônios, principalmente ao estrogênio, crescendo e sangrando.
Diferente do sangue menstrual que é expelido, esse sangramento interno não tem por onde sair. Isso gera um processo inflamatório crônico, que causa dor intensa, formação de cicatrizes e aderências entre os órgãos.
O tratamento hormonal com anticoncepcionais não elimina as lesões já existentes, ou seja, não cura a endometriose. No entanto, ele é fundamental para controlar a progressão da doença e, principalmente, aliviar os sintomas dolorosos.
Estudos mostram que os anticoncepcionais hormonais auxiliam no tratamento da endometriose ao possibilitar a interrupção da menstruação, o que ajuda a controlar os focos inflamatórios e as dores associadas.
Dessa forma, eles são eficazes em reduzir o sangramento e aliviar as dores pélvicas, auxiliando no controle geral dos sintomas da doença. A sua ação se baseia em dois pilares centrais.
Leia também: Veja como funciona a injeção anticoncepcional trimestral
A endometriose é uma doença dependente de estrogênio. Ao usar um anticoncepcional de forma contínua, sem as pausas entre as cartelas, o ciclo menstrual é interrompido.
Sem a flutuação hormonal que leva à ovulação e à menstruação, os focos de endometriose não são estimulados a crescer e sangrar. Isso quebra o ciclo de inflamação mensal, resultando em uma redução significativa da dor.
Os hormônios presentes nos anticoncepcionais, especialmente os progestagênios, têm um efeito direto sobre os focos da doença. Eles induzem um estado de "atrofia" nesse tecido, fazendo com que ele encolha e se torne inativo. Essa ação ajuda a controlar a inflamação local, que é a principal responsável pela dor pélvica crônica.
O uso prolongado de pílulas de progestagênio isolado ou do DIU hormonal, por exemplo, é conhecido por reduzir dores pélvicas persistentes. Isso ocorre porque esses métodos suspendem a ovulação e os ciclos menstruais, diminuindo a estimulação dos focos da doença.
A escolha do método é individual e depende do histórico de saúde da paciente, da adaptação e da recomendação médica. Geralmente, os métodos com progestagênio isolado são preferidos, mas os combinados também podem ser usados de forma estratégica.
É importante lembrar que, embora os métodos hormonais sejam seguros para muitos pacientes, a definição do tratamento deve ser sempre personalizada. Os critérios para o controle dos sintomas da endometriose podem ser diferentes daqueles usados para a prevenção de uma gravidez.
Como qualquer medicação, os anticoncepcionais podem apresentar efeitos colaterais. Os mais comuns costumam ser mais intensos no período de adaptação (primeiros 3 a 6 meses) e variam conforme o tipo de hormônio e a sensibilidade de cada mulher.
Entre os possíveis efeitos estão:
A preocupação com o ganho de peso é muito comum. Embora algumas mulheres possam sentir aumento do apetite ou retenção de líquidos, muitos estudos não mostram uma ligação direta e significativa entre o uso de anticoncepcionais modernos e o ganho de peso a longo prazo. É fundamental conversar com seu médico sobre qualquer efeito adverso.
O diagnóstico e o tratamento da endometriose são complexos. A automedicação é perigosa e ineficaz. Somente um ginecologista, preferencialmente com experiência em endometriose, pode realizar uma avaliação completa, solicitar os exames necessários e indicar o melhor tratamento hormonal para o seu caso.
A escolha do método hormonal é segura para pacientes com diversas condições clínicas, mas exige uma análise detalhada. Isso porque os critérios para tratar os sintomas da endometriose podem ser diferentes dos critérios para a prevenção de uma gravidez, necessitando de uma personalização rigorosa.
Além disso, o acompanhamento regular permite ajustar a medicação caso surjam efeitos colaterais ou caso a resposta ao tratamento não seja a esperada, garantindo segurança e bem-estar.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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