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A crença popular de que friagem ou vento direto no ouvido provoca infecção é comum, mas a ciência explica o que realmente acontece.

Um passeio no parque em um dia mais fresco ou o ar-condicionado ligado para aliviar o calor. De repente, o bebê fica irritado, leva a mãozinha à orelha e começa a chorar. A primeira suspeita de muitos pais e avós é a mesma: "foi o vento".
Essa é uma das crenças mais difundidas sobre a saúde infantil. Ainda que a intenção de proteger seja a melhor possível, é importante separar o mito da realidade médica para cuidar do bebê de forma eficaz.
Pediatras são os médicos que podem atender de maneira primária esse tipo de quadro e incômodo nos pequenos. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais do Brasil.
A sensação de dor que um adulto ou bebê pode sentir ao ser exposto a um vento frio é real, mas não se trata de uma infecção. Essa dor, chamada tecnicamente de otalgia, ocorre por uma reação física do corpo à mudança brusca de temperatura.
O ar gelado pode causar a contração dos músculos e vasos sanguíneos dentro e ao redor do canal auditivo. Por ser uma área muito sensível e enervada, essa contração pode ser percebida como uma dor aguda e pontual. O desconforto é uma resposta ao estímulo do frio, e não a uma invasão de microrganismos.
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A infecção de ouvido, cujo quadro é a otite média aguda, acontece quando vírus ou bactérias chegam à orelha média, uma pequena câmara cheia de ar localizada logo atrás do tímpano.
Estudos científicos (2017) mostram que, diferente da crença popular, as infecções e dores de ouvido em bebês são causadas por microrganismos como vírus e bactérias, e não pela exposição ao vento ou ar-condicionado.
Esses agentes infecciosos não entram pelo canal auditivo externo levados pelo vento. Na grande maioria dos casos, a otite é uma consequência de outra condição, como um resfriado, gripe ou crise alérgica.
A causa das infecções de ouvido em bebês são vírus e bactérias, geralmente associados a resfriados, e não a simples exposição ao vento.
Durante esses quadros, as vias respiratórias (nariz e garganta) ficam inflamadas e com acúmulo de secreção. A tuba auditiva, um pequeno canal que liga a parte de trás do nariz à orelha média, também pode inflamar e ficar obstruída.
Embora o vento não cause a infecção, a poluição do ar pode aumentar a chance de inflamação.
Nos bebês, essa tuba é mais curta, mais larga e mais horizontalizada que nos adultos. Essa anatomia facilita o caminho para que vírus e bactérias presentes na secreção do nariz ou da garganta "subam" até a orelha média, causando a infecção. O vilão não é o vento, mas sim os agentes infecciosos de um quadro respiratório.
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Saber identificar os sinais é crucial para agir corretamente e evitar preocupações desnecessárias ou a demora em procurar ajuda médica. O desconforto causado pelo vento é temporário e melhora assim que o bebê é aquecido, enquanto a otite apresenta um quadro mais persistente e severo.
Observe os seguintes pontos para diferenciar as duas situações:
Embora o vento não cause a infecção, proteger o bebê do frio excessivo é importante para o seu bem-estar e para evitar o desconforto. O frio pode diminuir a resistência do sistema imunológico, tornando a criança mais suscetível a resfriados, que são a porta de entrada para a otite.
Algumas medidas que podem ser adotadas incluem:
Nunca medique seu bebê por conta própria sem prescrição médica. A avaliação de um profissional é indispensável para um diagnóstico correto e um tratamento seguro.
Procure atendimento médico imediatamente se o bebê apresentar:
O pediatra ou um otorrinolaringologista poderá examinar o ouvido do bebê com um aparelho chamado otoscópio para confirmar a infecção e indicar o tratamento adequado, que pode incluir analgésicos e, em casos de infecção bacteriana, antibióticos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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