Revisado em: 02/02/2026
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A leucemia é um câncer do sangue que se origina na medula óssea; ela causa produção excessiva de glóbulos brancos anormais

A leucemia é um tipo de câncer que se origina na medula óssea, o tecido esponjoso no interior dos ossos responsável pela produção das células sanguíneas.
Sendo caracterizada pela produção descontrolada de glóbulos brancos anormais, que se acumulam e substituem as células saudáveis no sangue e na medula. Os tratamentos para leucemia são definidos de acordo com a classificação, a velocidade de progressão, as alterações genéticas envolvidas e as condições clínicas de cada paciente.
O número de novos casos estimados da doença para o Brasil pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) é de 11.540, sendo os homens os mais atingidos. A estimativa leva em consideração três anos: 2023, 2024 e 2025.
O acompanhamento médico adequado é essencial no cuidado com a leucemia. Agende sua consulta em um hospital da Rede Américas.
A leucemia é classificada como um câncer do sangue e da medula óssea. Ela se desenvolve a partir de células-tronco da medula óssea que sofrem alterações genéticas, levando a multiplicações descontroladas e imaturas.
Assim acabam sendo produzidos glóbulos brancos defeituosos, chamados de células blásticas. O acúmulo dessas células cancerígenas suprime a produção normal de células sanguíneas saudáveis.
O que resulta em complicações como a anemia, causada pela falta de glóbulos vermelhos. O paciente também fica mais vulnerável a infecções, por causa da deficiência de glóbulos brancos normais. Além de hemorragias, devido a baixa contagem de plaquetas, um quadro conhecido como trombocitopenia.
É possível também que as células defeituosas invadam outros órgãos como o fígado, baço e os linfonodos.
A leucemia é agrupada em quatro tipos principais. Sendo eles definidos pela velocidade de progressão (aguda ou crônica) e pelo tipo de célula afetada (linfocítica ou mieloide).
Um desses tipos é a Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), que é mais comum na infância. As chances de cura para quem é acometido na infância pode chegar a 95%. Já nos adultos o desfecho não é tão favorável. A sua progressão costuma ser rápida.
Já a Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) tem uma evolução mais lenta e costuma se desenvolver em idosos. Por causa do seu comportamento não agressivo, muitas vezes ela não requer tratamento imediato, apenas acompanhamento. A observação é necessária para que a terapêutica seja iniciada no momento adequado, sem gerar prejuízos à saúde.
A doença também pode ser classificada em Leucemia Mieloide Aguda (LMA), sendo mais comum em adultos. Por esse mesmo motivo o prognóstico dela nesse público é mais favorável do que o observado em crianças. Ela possui vários subtipos que possuem desfechos bem diferentes.
A Leucemia Mieloide Crônica tem um desenvolvimento lento. Sendo caracterizada pela presença do cromossomo Philadelphia (Ph+), uma mutação genética específica. Na maioria dos casos o tratamento é feito com a administração de medicação oral.
A escolha do plano terapêutico é um processo altamente individualizado e complexo. De acordo com a Dra. Luciana Conti, Hematologista e Transplantadora do Hospital São Lucas Copacabana, o tratamento é definido com base em uma avaliação minuciosa do especialista.
Ele considera o tipo específico de leucemia, o subtipo e seus marcadores genéticos. O tratamento para as leucemias agudas deve ser imediato e intensivo. Já as crônicas podem ter abordagens mais brandas ou até mesmo apenas o acompanhamento.
A idade do paciente e o seu estado de saúde geral devem ser levados em conta, para indicar a tolerância a tratamentos intensivos, como a quimioterapia e o transplante de medula óssea.
O estágio da doença também influencia a definir o esquema terapêutico. É avaliado se a doença é recém-diagnosticada ou se houve recidiva (retorno da doença).
Os tratamentos para leucemia evoluíram consideravelmente e hoje incluem diversas abordagens que podem ser usadas de maneira isolada ou em conjunto.
A quimioterapia é a modalidade mais tradicional e consiste na administração de medicamentos que destroem as células cancerígenas. No caso da LLA, ela costuma ser dividida em fases. A primeira é a indução, que tem o objetivo de levar a remissão.
A segunda fase é para eliminar as células residuais, a chamada consolidação. E depois é feita a manutenção, com a administração de doses mais baixas por um longo período. Para a LMA geralmente é realizada a quimioterapia intensiva para alcançar a remissão completa.
Esta abordagem utiliza medicamentos que atacam especificamente genes ou proteínas anormais presentes nas células cancerígenas. Ela é mais seletiva, poupando grande parte das células saudáveis. Por isso costuma ser mais bem tolerada do que a quimioterapia.
É o tratamento padrão para a Leucemia Mieloide Crônica. Utiliza inibidores da tirosina quinase (TKIs) para bloquear proteínas anormais produzidas pelo cromossomo Philadelphia. O que resulta em altas taxas de sobrevida.
A imunoterapia é um dos tratamentos para leucemia, e tem o objetivo de ensinar o sistema imunológico do paciente a reconhecer e destruir as células cancerígenas. Ela usa os anticorpos monoclonais para marcar as células do câncer, facilitando assim a sua destruição pelo sistema imune.
Uma outra possibilidade é a terapia com células CAR-T, que modifica as células T do paciente para atacar especificamente as partículas cancerígenas.
Em muitos casos essa passa ser a única chance de cura do indivíduo. Popularmente conhecido como Transplante de Medula Óssea, o procedimento substitui a medula óssea doente por células-tronco saudáveis.
Situações específicas podem exigir que dentre os tratamentos para a leucemia estejam a radioterapia, que usa a radiação para destruir as células do câncer. Ou mais raramente, a cirurgia.
Os efeitos colaterais dos tratamentos para leucemia geralmente são temporários e desaparecem após a conclusão da terapia. Eles resultam da ação dos medicamentos com o organismos.
A baixa contagem de células sanguíneas é um deles. A quimioterapia pode ser tóxica para a medula óssea, levando à diminuição de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. O que aumenta o risco de anemia, fadiga e sangramentos.
As infecções também podem ser um evento adversos. A deficiência de glóbulos brancos (neutropenia) torna o indivíduo vulnerável a infecções por bactérias e fungos. Por isso, antibióticos e medicações preventivas costumam ser administrados.
É possível apresentar também náuseas e vômitos. Eles costumam ser controlados com medicamentos antieméticos. Outros sintomas que podem surgir são: perda de cabelo, fadiga e dor nos ossos e articulações.
Os tratamentos para leucemia representam um campo em constante evolução. Com avanços recentes como a terapia alvo e a imunoterapia, melhorando significativamente os resultados e a qualidade de vida dos pacientes
É fundamental reforçar que o plano terapêutico é sempre individualizado, determinado pelo tipo e subtipo da leucemia, e pela condição clínica do paciente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2022. Disponível em:
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https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-do-sangue/leucemias/leucemia-mieloide-cr%C3%B4nica-lmc. Acesso em: 29 jan. 2026.
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https://saolucascopacabana.com.br/blog/leucemia-tem-cura-conheca-os-tipos-e-tratamentos/. Acesso em: 29 jan. 2026.
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https://abrale.org.br/doencas/leucemia/lla/tratamentos/. Acesso em: 29 jan. 2026.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINFOMA E LEUCEMIA (ABRALE). Tratamento da leucemia mieloide aguda (LMA). Disponível em:
https://abrale.org.br/doencas/leucemia/lma/tratamento/. Acesso em: 29 jan. 2026.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINFOMA E LEUCEMIA (ABRALE). Tratamentos da leucemia linfocítica crônica (LLC). Disponível em: https://abrale.org.br/doencas/leucemia/llc/tratamentos/. Acesso em: 29 jan. 2026.
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