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Qual é o tratamento para lúpus? Veja os mais indicados

Entenda as principais classes de medicamentos usadas para controlar a atividade da doença, prevenir crises e proteger os órgãos.

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O diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico (LES) chega e, com ele, um turbilhão de dúvidas. Uma das primeiras preocupações de quem recebe essa notícia é sobre como será a rotina de medicamentos. A boa notícia é que, embora o lúpus seja uma doença crônica, existem tratamentos eficazes que permitem controlar os sintomas e levar uma vida plena e ativa.

Reumatologistas são os médicos indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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Por que o tratamento do lúpus é individualizado?

Não existe uma receita única para tratar o lúpus. A doença se manifesta de formas muito diferentes entre as pessoas, podendo afetar apenas a pele e as articulações em alguns casos, ou órgãos vitais como rins, coração e pulmões em outros. Por isso, o plano terapêutico é sempre personalizado.

O reumatologista, médico especialista em lúpus, irá avaliar a extensão e a gravidade dos seus sintomas para definir a melhor combinação de medicamentos. O objetivo principal é sempre o mesmo: controlar a atividade da doença, prevenir as crises (ou surtos) e minimizar o risco de danos permanentes aos órgãos.

Quais são as principais classes de medicamentos utilizadas?

O tratamento medicamentoso do lúpus é baseado em diferentes pilares que atuam em conjunto para modular a resposta do sistema imunológico e combater a inflamação. A seguir, detalhamos as principais classes de fármacos.

Os antimaláricos: a base do controle

Considerados a pedra angular do tratamento, os medicamentos antimaláricos, como a hidroxicloroquina, são terapias primárias e recomendados para uso contínuo ao longo da doença, exceto em casos de contraindicações médicas. 

Eles são indicados para quase todos os pacientes com lúpus, pois a hidroxicloroquina é o único remédio comprovado que aumenta a sobrevida, ajudando a evitar crises, danos em órgãos como o coração, e complicações graves.

A hidroxicloroquina é o principal tratamento de longo prazo, controlando a atividade da doença e prevenindo surtos. Seu uso contínuo também ajuda a diminuir a necessidade de uso prolongado de corticoides, que podem causar outros problemas de saúde. 

Além de proteger a pele da sensibilidade ao sol, seu uso é eficaz e, após cerca de seis meses, os pacientes tendem a ter menos crises inflamatórias. Seu efeito não é imediato, levando alguns meses para se estabelecer completamente.

Os corticoides: ação rápida contra a inflamação

Os corticoides, como a prednisona, são os anti-inflamatórios mais potentes disponíveis. Eles são essenciais para controlar as fases agudas da doença, quando a inflamação está intensa e causa sintomas graves. 

Geralmente, são utilizados apenas para crises agudas, uma vez que tratamentos como a hidroxicloroquina ajudam a diminuir a necessidade de seu uso prolongado, evitando possíveis efeitos colaterais. O médico sempre buscará utilizar a menor dose eficaz pelo menor tempo possível, a fim de minimizar esses efeitos.

Eles podem ser usados de diferentes formas:

  • Cremes ou pomadas: para lesões de pele localizadas.
  • Comprimidos em baixas doses: para sintomas articulares e de pele mais leves.
  • Comprimidos em altas doses ou injeções: para controlar inflamações graves em órgãos internos.

Os imunossupressores: para proteger os órgãos

Quando o lúpus afeta órgãos importantes, como os rins (nefrite lúpica), ou quando os corticoides sozinhos não são suficientes para controlar a doença, os imunossupressores são necessários. 

O uso contínuo desses medicamentos, juntamente com os antimaláricos, é essencial para evitar danos irreversíveis aos órgãos a longo prazo e manter a doença em remissão. Medicamentos como a azatioprina, o metotrexato e o micofenolato de mofetila atuam modulando ou diminuindo a ação do sistema imunológico para evitar que ele ataque o próprio corpo.

Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)

Para sintomas mais leves, como dor nas articulações, febre e inflamação em membranas que revestem órgãos (pleurisia ou pericardite), os AINEs podem ser recomendados. Seu uso deve ser feito com cautela e sob orientação médica, especialmente em pacientes com histórico de problemas renais ou gástricos.

Leia também: Lúpus eritematoso: o que é, tipos e principais sintomas 

E as novas terapias biológicas?

Nos últimos anos, a ciência avançou com o desenvolvimento de medicamentos biológicos. Diferente dos imunossupressores tradicionais, eles são projetados para atuar em alvos específicos do sistema imunológico. Fármacos como o belimumabe e o anifrolumabe são exemplos de terapias que podem ser indicadas para casos específicos que não respondem bem ao tratamento convencional, oferecendo uma nova esperança para o controle da doença.

O tratamento vai além dos remédios?

Sim, definitivamente. O sucesso do tratamento depende muito do seu engajamento com cuidados diários que ajudam a manter a doença em remissão e a melhorar sua qualidade de vida.

Algumas medidas são fundamentais:

  • Proteção solar rigorosa: a exposição aos raios ultravioleta (UV) pode desencadear crises de lúpus. O uso diário de protetor solar com alto fator de proteção (FPS 50 ou superior), mesmo em dias nublados, é essencial. Usar chapéus e roupas com proteção UV também ajuda.
  • Alimentação balanceada: uma dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais, com baixo teor de gordura saturada, ajuda a combater a inflamação e a manter a saúde geral.
  • Atividade física regular: exercícios de baixo impacto, como caminhada e natação, podem reduzir a fadiga, fortalecer os músculos e melhorar o bem-estar emocional. Sempre converse com seu médico antes de iniciar.
  • Não fumar: o tabagismo piora a atividade do lúpus e pode reduzir a eficácia de medicamentos como a hidroxicloroquina.
  • Acompanhamento médico contínuo: realizar consultas e exames periódicos é crucial para monitorar a atividade da doença e ajustar o tratamento sempre que necessário.

É possível ter uma vida normal com lúpus?

Embora o lúpus seja uma condição para toda a vida, o tratamento adequado permite que a grande maioria dos pacientes controle a doença e mantenha suas atividades diárias, profissionais e sociais. A chave é a adesão ao tratamento prescrito e a adoção de um estilo de vida saudável.

Com o suporte de uma equipe de saúde qualificada e o autocuidado, é totalmente possível gerenciar os desafios impostos pelo lúpus e ter uma vida plena e com qualidade.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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