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Lúpus eritematoso: o que é, quais são os tipos e os principais sintomas

Entenda como essa doença autoimune se manifesta no corpo, a diferença entre a forma cutânea e a sistêmica, e a importância do diagnóstico

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Uma mancha avermelhada no rosto que insiste em não desaparecer, um cansaço persistente que atrapalha a rotina ou dores nas juntas sem motivo aparente. 

Esses sinais, muitas vezes vagos, podem ser o primeiro alerta para uma condição complexa chamada lúpus eritematoso, que exige acompanhamento especializado. Agende sua consulta com um reumatologista em um hospital da Rede Américas.

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O que é o lúpus eritematoso?

O lúpus eritematoso é uma doença inflamatória e autoimune crônica. Nela, o sistema imunológico, que deveria proteger o corpo, produz autoanticorpos que atacam células e tecidos saudáveis do próprio organismo. 

Essa agressão causa um processo inflamatório que pode afetar diversas partes do corpo. A doença se manifesta em fases de atividade e de remissão. É classificado como uma doença autoimune crônica que pode se apresentar de forma limitada apenas à pele ou como uma condição sistêmica, mais grave, afetando múltiplos órgãos. 

No lúpus eritematoso sistêmico (LES), que é uma forma da doença, há depósito de complexos inflamatórios em órgãos como pele, articulações e rins. Esse processo pode causar danos em diversos sistemas do corpo, apresentando um curso clínico imprevisível e, em casos mais graves, pode levar à incapacidade.

Por que o corpo ataca a si mesmo?

A causa exata do lúpus ainda não é totalmente compreendida. Contudo, sabe-se que a doença resulta de uma interação complexa entre predisposição genética e fatores ambientais. Isso significa que uma pessoa pode ter genes que a tornam mais suscetível, mas a doença só se manifesta após a exposição a algum gatilho externo.

Quais são os principais tipos de lúpus?

O lúpus pode se apresentar de formas diferentes, sendo as mais comuns a cutânea e a sistêmica. Entender a distinção entre elas é fundamental para o diagnóstico e o tratamento corretos.

Lúpus cutâneo

Nesta forma, a doença limita-se à pele. A manifestação mais conhecida é o lúpus discoide, caracterizado por lesões avermelhadas, arredondadas e com bordas bem definidas, que costumam aparecer em áreas expostas ao sol, como rosto, couro cabeludo e orelhas. Essas lesões podem deixar cicatrizes ou alterações de coloração na pele.

Lúpus eritematoso sistêmico (LES)

O LES é a forma mais comum e potencialmente mais grave, pois a inflamação pode afetar múltiplos órgãos e sistemas. 

Esta condição é altamente heterogênea, o que significa que seus sintomas e gravidade variam muito de pessoa para pessoa. Além da pele, o LES pode acometer articulações, rins, coração, pulmões, sangue e o sistema nervoso. A variedade de sintomas torna seu diagnóstico mais desafiador.

Característica

Lúpus Cutâneo

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) 

Área afetada

Exclusivamente a pele

Pele, articulações, rins, coração, pulmões, cérebro e outros órgãos

Sintomas comuns

Lesões avermelhadas (discoides), sensibilidade ao sol, queda de cabelo localizada

Fadiga, dor articular, febre, erupção malar ("asa de borboleta"), inflamação de órgãos

Gravidade

Geralmente mais branda e localizada

Variável, de leve a grave, com risco de complicações nos órgãos

Quais são os primeiros sinais e sintomas do lúpus?

Os sintomas do lúpus são muito variados e podem imitar os de outras doenças. Eles dependem das partes do corpo que estão sendo afetadas pela inflamação. Alguns dos sinais mais comuns incluem:

  • Fadiga extrema: um cansaço incapacitante que não melhora com o repouso.
  • Dor nas articulações: dor, inchaço e rigidez, principalmente nas mãos, punhos e joelhos.
  • Lesões de pele: a mais característica é a erupção malar, uma mancha avermelhada no nariz e nas bochechas em formato de "asa de borboleta".
  • Febre baixa: febre recorrente sem uma causa infecciosa aparente.
  • Sensibilidade ao sol (fotossensibilidade): exposição à luz solar pode piorar as lesões de pele e desencadear sintomas sistêmicos.
  • Queda de cabelo: pode ocorrer uma perda de cabelo generalizada ou em áreas específicas.

Outros sintomas podem incluir feridas na boca, dor no peito ao respirar, alterações renais identificadas em exames de urina e problemas neurológicos, como dores de cabeça ou confusão mental.

O que pode provocar ou ativar o lúpus?

Como mencionado, a doença surge da combinação de fatores genéticos e ambientais. Os principais gatilhos que podem "despertar" o lúpus em uma pessoa predisposta são:

  • Exposição à luz ultravioleta: a luz do sol é um dos gatilhos mais conhecidos.
  • Infecções: alguns agentes infecciosos, como certos vírus, podem iniciar uma resposta autoimune desregulada.
  • Estresse emocional ou físico: períodos de grande estresse podem desencadear crises da doença.
  • Hormônios: a doença é muito mais comum em mulheres em idade fértil, o que sugere uma ligação com hormônios como o estrogênio.


Leia também: Lúpus é transmissível? Entenda como a doença autoimune se desenvolve 

Como é feito o diagnóstico do lúpus?

O diagnóstico do lúpus pode ser um desafio, pois não existe um único exame que o confirme. O médico especialista, geralmente o reumatologista, baseia-se em uma combinação de fatores: avaliação dos sintomas clínicos, exame físico e resultados de exames laboratoriais.

Exames de sangue são essenciais para detectar a presença de autoanticorpos, como o FAN (Fator Antinuclear), que está presente na maioria dos pacientes com LES. Outros exames de sangue e urina ajudam a avaliar se há inflamação e se órgãos como os rins estão sendo afetados.

Lúpus tem cura ou tratamento?

Atualmente, o lúpus não tem cura, mas possui tratamento. O objetivo da terapia é controlar a atividade da doença, aliviar os sintomas, prevenir novas crises e evitar danos permanentes aos órgãos. O tratamento é individualizado, ajustado conforme a gravidade e os órgãos acometidos.

As estratégias incluem o uso de medicamentos que modulam o sistema imunológico, como antimaláricos, corticoides e imunossupressores. Além disso, medidas de estilo de vida são essenciais, como proteção solar rigorosa, atividade física regular e uma dieta equilibrada.

Com o acompanhamento médico adequado, a maioria das pessoas com lúpus consegue manter a doença sob controle e levar uma vida normal e produtiva.

Leia também: Tratamento para lúpus: guia sobre medicamentos e cuidados

Quando devo procurar um médico?

É fundamental buscar avaliação médica se você apresentar uma combinação de sintomas persistentes e inexplicáveis. Procure um clínico geral ou um reumatologista se notar:

  • Dores articulares e inchaço que duram semanas.
  • Manchas na pele que pioram com o sol.
  • Cansaço extremo que interfere em suas atividades diárias.
  • Febre recorrente sem motivo claro.
  • Feridas na boca que não cicatrizam.

O diagnóstico precoce é o melhor caminho para iniciar o tratamento, controlar a doença e preservar a saúde dos órgãos a longo prazo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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