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Entenda como essa doença autoimune se manifesta no corpo, a diferença entre a forma cutânea e a sistêmica, e a importância do diagnóstico

Uma mancha avermelhada no rosto que insiste em não desaparecer, um cansaço persistente que atrapalha a rotina ou dores nas juntas sem motivo aparente.
Esses sinais, muitas vezes vagos, podem ser o primeiro alerta para uma condição complexa chamada lúpus eritematoso, que exige acompanhamento especializado. Agende sua consulta com um reumatologista em um hospital da Rede Américas.
O lúpus eritematoso é uma doença inflamatória e autoimune crônica. Nela, o sistema imunológico, que deveria proteger o corpo, produz autoanticorpos que atacam células e tecidos saudáveis do próprio organismo.
Essa agressão causa um processo inflamatório que pode afetar diversas partes do corpo. A doença se manifesta em fases de atividade e de remissão. É classificado como uma doença autoimune crônica que pode se apresentar de forma limitada apenas à pele ou como uma condição sistêmica, mais grave, afetando múltiplos órgãos.
No lúpus eritematoso sistêmico (LES), que é uma forma da doença, há depósito de complexos inflamatórios em órgãos como pele, articulações e rins. Esse processo pode causar danos em diversos sistemas do corpo, apresentando um curso clínico imprevisível e, em casos mais graves, pode levar à incapacidade.
A causa exata do lúpus ainda não é totalmente compreendida. Contudo, sabe-se que a doença resulta de uma interação complexa entre predisposição genética e fatores ambientais. Isso significa que uma pessoa pode ter genes que a tornam mais suscetível, mas a doença só se manifesta após a exposição a algum gatilho externo.
O lúpus pode se apresentar de formas diferentes, sendo as mais comuns a cutânea e a sistêmica. Entender a distinção entre elas é fundamental para o diagnóstico e o tratamento corretos.
Nesta forma, a doença limita-se à pele. A manifestação mais conhecida é o lúpus discoide, caracterizado por lesões avermelhadas, arredondadas e com bordas bem definidas, que costumam aparecer em áreas expostas ao sol, como rosto, couro cabeludo e orelhas. Essas lesões podem deixar cicatrizes ou alterações de coloração na pele.
O LES é a forma mais comum e potencialmente mais grave, pois a inflamação pode afetar múltiplos órgãos e sistemas.
Esta condição é altamente heterogênea, o que significa que seus sintomas e gravidade variam muito de pessoa para pessoa. Além da pele, o LES pode acometer articulações, rins, coração, pulmões, sangue e o sistema nervoso. A variedade de sintomas torna seu diagnóstico mais desafiador.
Os sintomas do lúpus são muito variados e podem imitar os de outras doenças. Eles dependem das partes do corpo que estão sendo afetadas pela inflamação. Alguns dos sinais mais comuns incluem:
Outros sintomas podem incluir feridas na boca, dor no peito ao respirar, alterações renais identificadas em exames de urina e problemas neurológicos, como dores de cabeça ou confusão mental.
Como mencionado, a doença surge da combinação de fatores genéticos e ambientais. Os principais gatilhos que podem "despertar" o lúpus em uma pessoa predisposta são:
Leia também: Lúpus é transmissível? Entenda como a doença autoimune se desenvolve
O diagnóstico do lúpus pode ser um desafio, pois não existe um único exame que o confirme. O médico especialista, geralmente o reumatologista, baseia-se em uma combinação de fatores: avaliação dos sintomas clínicos, exame físico e resultados de exames laboratoriais.
Exames de sangue são essenciais para detectar a presença de autoanticorpos, como o FAN (Fator Antinuclear), que está presente na maioria dos pacientes com LES. Outros exames de sangue e urina ajudam a avaliar se há inflamação e se órgãos como os rins estão sendo afetados.
Atualmente, o lúpus não tem cura, mas possui tratamento. O objetivo da terapia é controlar a atividade da doença, aliviar os sintomas, prevenir novas crises e evitar danos permanentes aos órgãos. O tratamento é individualizado, ajustado conforme a gravidade e os órgãos acometidos.
As estratégias incluem o uso de medicamentos que modulam o sistema imunológico, como antimaláricos, corticoides e imunossupressores. Além disso, medidas de estilo de vida são essenciais, como proteção solar rigorosa, atividade física regular e uma dieta equilibrada.
Com o acompanhamento médico adequado, a maioria das pessoas com lúpus consegue manter a doença sob controle e levar uma vida normal e produtiva.
Leia também: Tratamento para lúpus: guia sobre medicamentos e cuidados
É fundamental buscar avaliação médica se você apresentar uma combinação de sintomas persistentes e inexplicáveis. Procure um clínico geral ou um reumatologista se notar:
O diagnóstico precoce é o melhor caminho para iniciar o tratamento, controlar a doença e preservar a saúde dos órgãos a longo prazo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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