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Lúpus é transmissível? Entenda como a doença autoimune se desenvolve 

A condição é uma doença autoimune, não infecciosa. Saiba por que não há risco de contágio e como apoiar quem convive com ela

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Um amigo próximo ou familiar recebe o diagnóstico de lúpus e, em meio à preocupação, uma dúvida silenciosa pode surgir: "será que eu posso pegar?". Essa pergunta, embora comum, nasce da falta de informação e do medo do desconhecido.

A resposta direta é não. O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), popularmente conhecido como lúpus, não é transmissível. Entender o porquê é fundamental para quebrar estigmas e oferecer o apoio correto a quem precisa.

Conviver com o lúpus exige informação e acompanhamento. A Rede Américas está aqui para ajudar. Agende sua consulta.

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Lúpus é transmissível? Saiba o que é

O lúpus é classificado como uma doença autoimune crônica. Para entender por que ele não é contagioso, é preciso saber o que significa "autoimune". 

É um distúrbio complexo em que o sistema de defesa do corpo, que normalmente protege contra invasores como vírus e bactérias, passa a produzir anticorpos que atacam os próprios tecidos e órgãos. Por essa razão, a condição não é transmissível entre pessoas.

Em uma doença autoimune, esse sistema de defesa se confunde e passa a atacar as células e tecidos saudáveis do próprio organismo, como se fossem inimigos. Essa agressão gera um processo inflamatório que pode afetar diversas partes do corpo, como a pele, as articulações, os rins e o cérebro.

Portanto, a origem do lúpus é interna, uma disfunção do sistema imunológico, e não um agente infeccioso externo. Não existe um vírus ou bactéria do lúpus que possa ser transmitido de uma pessoa para outra.

Leia também: Lúpus eritematoso: o que é, tipos e principais sintomas 

Como o lúpus se desenvolve?

A ciência ainda não identificou uma causa única para o lúpus, mas sabe-se que é uma doença multifatorial. Ela resulta de uma combinação de fatores, que incluem fatores genéticos e disfunções do sistema imunológico, e não de contágio por vírus ou bactérias.

  • Predisposição genética: pessoas com histórico familiar de doenças autoimunes podem ter um risco maior, mas isso não significa que a doença seja hereditária.
  • Fatores ambientais: certos gatilhos podem "ativar" a doença em pessoas geneticamente predispostas. A exposição à luz solar (raios ultravioleta), infecções e o uso de alguns medicamentos são exemplos.
  • Fatores hormonais: o lúpus é significativamente mais comum em mulheres em idade fértil, o que sugere uma ligação com hormônios como o estrogênio.

Por que as pessoas confundem o lúpus com uma doença contagiosa?

A principal fonte de confusão vem dos sintomas visíveis da doença. Muitos pacientes desenvolvem lesões na pele, sendo a mais característica a "asa de borboleta", uma mancha avermelhada que cobre as bochechas e o nariz.

Essas manifestações cutâneas podem ser erroneamente associadas a infecções de pele contagiosas. No entanto, são apenas o resultado da inflamação causada pelo ataque do sistema imunológico à pele, sem qualquer risco de transmissão para outras pessoas por meio do toque ou do contato.

Mitos comuns sobre a transmissão do lúpus

Para eliminar qualquer dúvida, é importante desmentir diretamente as formas de contágio que não existem. O lúpus não pode ser transmitido por:

  • Beijo, abraço ou qualquer contato físico.
  • Relações sexuais.
  • Compartilhamento de copos, talheres ou outros objetos pessoais.
  • Tosse ou espirro.
  • Contato com sangue.
  • Picadas de insetos.

O convívio com uma pessoa que tem lúpus é totalmente seguro e não representa nenhum risco para amigos, colegas de trabalho ou familiares.

Outras dúvidas comuns sobre o lúpus

Além da transmissibilidade, outras questões geram dúvidas e precisam de esclarecimento para combater a desinformação. Veja as respostas para algumas delas.

Dúvida comum

Esclarecimento

Lúpus é um tipo de câncer?

Não. O lúpus é uma doença autoimune. Embora alguns medicamentos usados no tratamento possam ser os mesmos da quimioterapia, as doenças são completamente diferentes.

Lúpus tem cura?

Ainda não há uma cura definitiva para o lúpus, mas a doença é tratável e pode ser controlada. Com o acompanhamento médico adequado, a maioria dos pacientes consegue ter uma vida normal e com qualidade.

Lúpus é sempre grave?

Não. A doença se manifesta de formas diferentes em cada pessoa, variando de casos leves, com sintomas na pele e articulações, a casos mais graves, que podem afetar órgãos vitais. O diagnóstico precoce é crucial para um bom controle.

Como é o tratamento e o acompanhamento médico?

tratamento do lúpus é individualizado, dependendo dos órgãos afetados e da intensidade dos sintomas. O objetivo é controlar a atividade da doença, minimizar os danos aos órgãos e melhorar a qualidade de vida do paciente.

O acompanhamento é feito principalmente por um médico reumatologista, que pode solicitar a colaboração de outros especialistas, como dermatologistas ou nefrologistas, conforme a necessidade. A adesão ao tratamento e as consultas regulares são fundamentais para manter a doença sob controle.

O mais importante é reforçar que o apoio emocional e o combate ao preconceito são partes essenciais do cuidado. A informação correta é a melhor ferramenta para garantir que pessoas com lúpus vivam de forma plena e sem o peso do estigma social.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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